Crime, violência e redenção na ArtRio 2019

Em meio à paisagem sublime do Rio, artistas apontam problemas urgentes da realidade social brasileira

Paula Alzugaray
Sobre Recomeços (2019) de Edu de Barros no stand da Sé Galeria (Fotos: Paula Alzugaray)

Quando o Rio de Janeiro vive sob a tensão do domínio de milícias e da corrupção, a ArtRio realiza sua nona edição até domingo 22, na Marina da Glória. Cerca de 80 galerias participam, divididas em quatro setores: Panorama é dedicado a galerias estabelecidas; Vista conta com galerias com até dez anos de existência; Solo, curadoria de projetos individuais, por Sandra Hegedüs; e Brasil Contemporâneo, dedicado a projetos de artistas fora do eixo Rio-SP. Focada em arte brasileira, a feira tem quatro programas curados que buscam apontar questões prementes na produção contemporânea. 

Solo project de Maxwell Alexandre no stand da galeria A Gentil Carioca

Tiago Santana e Rafael BQueer foram os finalistas do já célebre Prêmio FOCO ArtRio, que distribui bolsas de residência, este ano para as instituições Capacete (Rio de Janeiro) e Residência São Jerônimo (Belém do Pará), além de integrar obras dos artistas vencedores para o acervo do Museu de Arte do Rio. Os concorrentes devem ter no máximo quinze anos de carreira e a seleção é feita por um comitê curatorial dirigido por Bernardo Mosqueira. 

Obra de Tiago Sant’Ana, artista finalista do Prêmio Foco ArtRio

Em meio à paisagem sublime da Marina da Glória, artistas voltam seus esforços para problemas sociais urgentes como a violência e a silenciosa expansão das milícias que dominam o Rio. A seLecT organizou uma curadoria de obras que apontam e discutem problemas sociais como racismo, desigualdade econômica, crime e violência. Mas que também propõem alternativas potentes contra esse estado das coisas, como a aposta na micropolítica ou o olhar para formas de vida que estão fora do mainstream.

  • Pintura de Edu de Barros no stand da Sé Galeria
  • Pintura de Eduardo Berliner no stand da Galeria Casa Triângulo
  • Obra de Albano Afonso no stand da Galeria Casa Triângulo
  • Livro de Tombo (2019) de Bruno Faria no stand da Galeria Marília Razuk
  • Realidade Perecível #8 (2017) de André Komatsu no stand da Galeria Vermelho
  • No Hay Pan (Angelo) (2015) de Matheus Rocha Pitta no stand da Galeria Athena
  • Detalhe da série Por Que Os Joelhos Dobram (2018) de Paul Setúbal no stand da C. Galeria
  • Obra de Vivian Caccuri no stand da galeria A Gentil Carioca
  • Obra da série Balé Literal de Laura Lima no stand da galeria A Gentil Carioca
  • Insustentável Beleza da série Sugar Loafer (2018) de Marcos Chaves no stand da Galeria Nara Roesler
  • Tempo E Sol de Luzia (2019) de Thiago Martins de Melo no stand da Leme/AD
  • Pinturas de Thiago Martins de Melo no stand da Leme/AD
  • Obras da série Brinquedo de Furar Moletom (2018) de Jaime Lauriano no stand da Leme/AD
  • Detalhe de obra de Pedro Varela no stand da Luciana Caravello Arte Contemporânea
  • Detalhe de obra de Pedro Varela no stand da Luciana Caravello Arte Contemporânea
  • Detalhe de obra de Pedro Varela no stand da Luciana Caravello Arte Contemporânea
  • Horologiorum (2019) de Ursula Tautz no stand da Simone Cadinelli
  • Obra de Iván Argote no stand da Galeria Vermelho na sessão de solo projects com curadoria de Sandra Hegedüs
  • Oak Taylor (2019) de Carlos Garaicoa (Foto: Smith/cortesia Galeria Luisa Strina)
  • Pintura de Regina Parra no stand da Galeria Millan
  • Obra de Rubens Gerchman no stand da Danielian Galeria
  • Obra de Daniel Albuquerque no stand da Galeria Cavalo
  • Touro de Tarsila de Julio Villani
  • Detalhe de Untitled (Bondage) de Valeska Soares no stand da Fortes D'Aloia e Gabriel
  • Detalhe de obra de Leonilson no stand da Pinakotheke
  • Environment For The Prisioner (1970) de Antonio Dias no stand da Galeria Frente
  • Claroverde (1969) de Aloísio Carvão no stand da Almeida e Dale

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