Dia Mundial do Refugiado

O MAM (SP) e o Museu do Amanhã (RJ) organizam programação especial sobre a questão dos refugiados

Ana Abril

Publicado em: 20/06/2017

Categoria: Da Hora, Destaque, Notícias Quentes

Fotografia mostra uma procissão religiosa em Tolosa (Filipinas) em meio aos destroços deixados pela passagem do tufão Haiyan, que atingiu cerca de 13 milhões de pessoas e deixou 1,9 milhão de desabrigados (Foto: Philippe Lopez/ AFP)

Museus e centros culturais organizam programação especial sobre o Dia Mundial do Refugiado, data celebrada em 20/6 (terça-feira). Um dia antes, o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) divulgou o relatório Tendências Globais, anunciando o crescimento em 300 mil do número de pessoas forçadas a sair de suas casas, entre 2015 e 2016. Dessa forma, a cifra de refugiados atingiu 65,6 milhões de pessoas no final do ano passado.

Em São Paulo, o Museu de Arte Moderna (MAM) reúne André Naddeo, jornalista e voluntário atuante na crise da Grécia, Cedric Mataawè Binoa, togolês formado em sociologia e línguas estrangeiras e Marcelo Haydu, diretor do Instituto de Reintegração do Refugiado (Adus), para realizar bate-papo sobre Fronteiras e Culturas. A conversa tem mediação do artista Lourival Cuquinha, autor da obra Transição de Fase, dedicada ao tema do refúgio e da imigração em São Paulo. O evento, que começa às 19h30 do dia 20/6, também conta com apresentação da banda Os Escolhidos, formada por congoleses e angolanos. Já em 24/6 (sábado), o lado externo do museu se prepara para receber uma feira étnica de refugiados, enquanto os amantes dos relatos poderão curtir histórias da boca do jornalista sírio Anais Obaid e do professor nigeriano Shakiru Olawale Kareem. Também na capital paulista, o Cinesesc abriga a Mostra Olhares sobre o Refúgio, de 22 a 27/6. A mesma mostra poderá ser vista no Espaço Cultura Oi Futuro, até 27 de junho, no Rio de Janeiro.

O fazendeiro Jose Pascual, de 76 anos, caminha em meio à área devastada de Paracatu de Baixo, em Mariana (MG), após o rompimento da barragem de lama da companhia Samarco, em outubro de 2016. A tragédia forçou o deslocamento de moradores do distrito e deixou mortos (Foto: Yasuyoshi Chiba/ AFP)

 

A exposição Vidas Deslocadas, no Museu do Amanhã (Rio de Janeiro), relata histórias de deslocamentos forçados devido a questões ambientais. O número deste tipo de refugiados se eleva a 25 milhões de pessoas cada ano, segundo o Centro de Monitoramento do Deslocamento Interno. Fotos realizadas por profissionais da Agence France-Presse (AFP), cenografia e textos (em português, inglês e espanhol) fazem referência a casos internacionais de deslocamento por desastres naturais, como o degelo no Alasca e o acidente radioativo de Fukushima, e casos brasileiros, como o desastre de Mariana (MG) e o desmatamento da Floresta Amazônica. Entre os destaques da mostra, que acontece entre 21/6 e 10/9 com curadoria de Leonardo Menezes, se encontra a instalação S.O.S (Save Our Souls – Salvem nossas Almas), realizada pelo jovem artista de 16 anos, Achilleas Souras. Já apresentada na Espanha e na Itália, a instalação é feita com coletes salva-vidas de refugiados que chegaram à Europa pela ilha grega de Lesbos.

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