Dia Mundial do Refugiado

O MAM (SP) e o Museu do Amanhã (RJ) organizam programação especial sobre a questão dos refugiados

Ana Abril
Fotografia mostra uma procissão religiosa em Tolosa (Filipinas) em meio aos destroços deixados pela passagem do tufão Haiyan, que atingiu cerca de 13 milhões de pessoas e deixou 1,9 milhão de desabrigados (Foto: Philippe Lopez/ AFP)

Museus e centros culturais organizam programação especial sobre o Dia Mundial do Refugiado, data celebrada em 20/6 (terça-feira). Um dia antes, o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) divulgou o relatório Tendências Globais, anunciando o crescimento em 300 mil do número de pessoas forçadas a sair de suas casas, entre 2015 e 2016. Dessa forma, a cifra de refugiados atingiu 65,6 milhões de pessoas no final do ano passado.

Em São Paulo, o Museu de Arte Moderna (MAM) reúne André Naddeo, jornalista e voluntário atuante na crise da Grécia, Cedric Mataawè Binoa, togolês formado em sociologia e línguas estrangeiras e Marcelo Haydu, diretor do Instituto de Reintegração do Refugiado (Adus), para realizar bate-papo sobre Fronteiras e Culturas. A conversa tem mediação do artista Lourival Cuquinha, autor da obra Transição de Fase, dedicada ao tema do refúgio e da imigração em São Paulo. O evento, que começa às 19h30 do dia 20/6, também conta com apresentação da banda Os Escolhidos, formada por congoleses e angolanos. Já em 24/6 (sábado), o lado externo do museu se prepara para receber uma feira étnica de refugiados, enquanto os amantes dos relatos poderão curtir histórias da boca do jornalista sírio Anais Obaid e do professor nigeriano Shakiru Olawale Kareem. Também na capital paulista, o Cinesesc abriga a Mostra Olhares sobre o Refúgio, de 22 a 27/6. A mesma mostra poderá ser vista no Espaço Cultura Oi Futuro, até 27 de junho, no Rio de Janeiro.

O fazendeiro Jose Pascual, de 76 anos, caminha em meio à área devastada de Paracatu de Baixo, em Mariana (MG), após o rompimento da barragem de lama da companhia Samarco, em outubro de 2016. A tragédia forçou o deslocamento de moradores do distrito e deixou mortos (Foto: Yasuyoshi Chiba/ AFP)

 

A exposição Vidas Deslocadas, no Museu do Amanhã (Rio de Janeiro), relata histórias de deslocamentos forçados devido a questões ambientais. O número deste tipo de refugiados se eleva a 25 milhões de pessoas cada ano, segundo o Centro de Monitoramento do Deslocamento Interno. Fotos realizadas por profissionais da Agence France-Presse (AFP), cenografia e textos (em português, inglês e espanhol) fazem referência a casos internacionais de deslocamento por desastres naturais, como o degelo no Alasca e o acidente radioativo de Fukushima, e casos brasileiros, como o desastre de Mariana (MG) e o desmatamento da Floresta Amazônica. Entre os destaques da mostra, que acontece entre 21/6 e 10/9 com curadoria de Leonardo Menezes, se encontra a instalação S.O.S (Save Our Souls – Salvem nossas Almas), realizada pelo jovem artista de 16 anos, Achilleas Souras. Já apresentada na Espanha e na Itália, a instalação é feita com coletes salva-vidas de refugiados que chegaram à Europa pela ilha grega de Lesbos.

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