Entrevista Júlia Rebouças

Marion Strecker

Publicado em: 07/11/2013

Categoria: Especial Mercado de Arte, Mercado de Arte

“O curador é também um produtor de imagens, algo tão caro nesta era”, diz Júlia Rebouças

Júlia Rebouças

Legenda: Júlia Rebouças, do Instituto Inhotim, Brumadinho, Minas Gerais (foto: Divulgação)

Entrevista parte da série especial Mercado de arte

Qual o papel do curador no mercado de arte?

Há tantas respostas para esta pergunta quanto possibilidades de atuação do curador e entendimentos do que seria o mercado de arte hoje. Se pensarmos que o curador é uma instância legitimadora e o mercado é grosso modo um sistema de comercialização de obras de arte, então o curador informa e alimenta a atividade do mercado de arte. No entanto, numa economia capitalista, os papéis parecem ser todos mais complexos. O mercado de arte pode ser entendido como um amálgama conformado por camadas diversas, que comporta instituições e iniciativas independentes, público e privado, opulência e precariedade, e que inclui criadores, vendedores, compradores e audiência em geral em relações de ordem financeira, mas também em trocas que acontecem na esfera do simbólico. O curador é um entre vários agentes deste sistema e por meio de seu trabalho com obras de arte e artistas é também um produtor de imagens, algo tão caro nesta era. É alguém que aglutina ideias, que agencia tensões, lança teses, para usar termos da vez. Ou ele é apenas um diluidor dessas imagens, ideias, tensões e teses e aí voltamos ao início da resposta com um curador-legitimador para um mercado-vendedor.

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