Escutar, um bem escasso

Exposição QAP: Tá na escuta? mostra salas vazias, ocupadas apenas por convites com os contatos dos artistas, como meio de promover o ato da escuta

Ana Abril
Detalhe da participação de visitantes na exposição QAP: Tá na escuta? (Foto: Divulgação)

Em QAP: Tá na Escuta?, as salas expositivas não têm obras, estão totalmente vazias. Em seu lugar, uns convites com os contatos de Aleta Valente, Daniel Jablonski, Henrique Cesar, Ícaro Lira/Júlia Coelho, Raquel Nava/Cila MacDowelle e Renata Cruz instigam o visitante a entrar em contato com os artistas, via telefônica, postal ou virtual. Dessa forma, o curador Paulo Miyada e a equipe do Núcleo de Pesquisa e Curadoria do Instituto Tomie Ohtake pretendem fomentar a reflexão sobre os recursos comunicativos e o ato de escutar em um mundo extremamente conectado.

A exposição, cujo título faz referência à sigla usada por operadores de rádio, integra a programação do Arte Atual Festival 2017, uma plataforma de pesquisa e trabalhos inéditos de jovens artistas.

Neste caso, os participantes possuem pesquisas e obras anteriores relacionadas ao objeto de estudo: o ato da intercomunicação. “A comunicação nas mais diversas mídias é uma obsessão do tempo presente: nunca tanta gente falou tanto, mas será que tem alguém ouvindo? E, se está ouvindo, alguém realmente está escutando o que os outros têm a dizer?”, indaga Miyada. Pela sua natureza, a QAP: Tá na Escuta? é uma proposta aberta cujos resultados são imprevisíveis.

Serviço
QAP: Tá na Escuta? – Arte Atual Festival
Instituto Tomie Ohtake
Av. Faria Lima, 201 – São Paulo
Até 21/5
www.institutotomieohtake.org.br

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