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7º Leilão de Parede do Pivô arrecada fundos para a instituição em 2019 e marca temperatura da arte contemporânea

Paula Alzugaray
Sem Título, K2 (2017), de Daniel Senise, com lance inicial de R$ 5 mil no Leilão do Pivô, que abriu domingo 25/11 com almoço para 150 pessoas (Fotos: Paula Alzugaray)

Em sua sétima edição, o Leilão Anual de Parede do Pivô, além de ser uma oportunidade de adquirir obras de arte contemporânea pela metade de seu valor de mercado, afirma-se como um termômetro da jovem produção brasileira. Com obras de 150 artistas, a exposição em cartaz até sábado 1/12, se apresenta como um espaço quase tão diverso quanto a Carpintaria Para Todos – exposição coletiva que a Fortes D’Aloia & Gabriel organizou em agosto de 2017, no Rio, aberta à participação de qualquer artista com qualquer trabalho. Maxwell Alexandre, morador do Morro do Vidigal e hoje representado pela galeria A Gentil Carioca, foi “revelado” ali.

Em toda sua diversidade, o Leilão do Pivô só não é tão democrático quanto a mostra da Carpintaria, pois todos os artistas participantes são considerados parceiros do Pivô. Ou seja: “Participam da programação da instituição, fizeram ou fazem residência, ou compõem o público que frequenta o local. Eles são convidados para o leilão e podem indicar outros artistas que tenham interesse em participar, mediante aprovação da equipe curatorial da instituição”, pontua a instituição, que desde 2012 ocupa área nobre no icônico Edifício Copan.

  • Puzzle (2018), de Rodrigo Matheus, com lance inicial de R$ 37,5 mil no Leilão do Pivô
  • Lembrança de Paisagem | | Brasília (2018), de Bruno Faria, com lance inicial de R$ 2,5 mil no Leilão do Pivô
  • Entrelaçado Com Pessoas (2006), de Leda Catunda, com lance inicial de R$ 2,8 mil no Leilão do Pivô
  • Divisão (2018), de Sofia Lotti, com lance inicial de R$ 1,35 mil no Leilão do Pivô
  • Deserto Rossa, 20, de Giselle Beiguelman, com lance inicial de R$ 1,5 mil no Leilão do Pivô
  • Po Na Praia (2016), de Raquel Sena, com lance inicial de R$ 600 no Leilão do Pivô
  • Alfred Emil Andersen, da série Paisagens (2017), de Rafaela Foz, com lance inicial de R$ 2 mil no Leilão do Pivô

Nomes novíssimos como Anapê Maich, Sofia Lotti e Hannah Lees dividem as paredes com consagrados como Anna Maria Maiolino, Rodrigo Matheus, Lenora de Barros, Jac Leirner, Mauro Restiffe e muitos mais. As 155 obras à venda foram doadas para contribuirem com a arrecadação de fundos para a manutenção da programação do espaço em 2019.

Outra forma de apoio de que o espaço lança mão são os eventos beneficentes. A abertura do leilão foi celebrada em um almoço no domingo 25 comandado pela chef Janaina Rueda, dos restaurantes Dona Onça e Casa do Porco, ao custo de R$ 1.000,00. Creca de 160 pessoas participaram. O evento reuniu a nata das artes plásticas, entre colecionadores (entre eles, Susana Steinbruch, Pedro Barbosa, Frances Reynolds), curadores (Ricardo Sardenberg), galeristas (Ricardo Trevisan, Luciana Brito, Maria Montero), agentes culturais (Benjamin Seroussi, Paula Signorelli) e muitos artistas, como Leda Catunda, que deu um lance para a aquisição de pintura da jovem artista Raquel Sena (Po na Praia óleo e encáustica sobre tela de Raquel Sena), funcionária do Pivô. Catunda também doou para o Leilão uma serigrafia de 2006.

Os lances iniciais partem de 50% do valor de mercado. Este ano, os valores vão de R$ 500,00 (nanquim sobre papel de Anapê Maich) até R$ 43.750,00 (escultura em bronze e concreto de Erika Verzutti). Caracterizado pela ausência do leiloeiro, o leilão de parede pede que o visitante coloque o valor de seu lance diretamente na parede, ao lado do trabalho. Os valores podem cobertos ao longo de toda esta semana, presencialmente ou pelo telefone (11) 32558703, ou apenas presencialmente em evento de encerramento no sábado 1 de dezembro.

Nos últimos anos, cerca de 90% das obras foram vendidas, permitindo que o Pivô siga com sua programação múltipla. A lista completa de obras e preços pode ser conferida aqui.

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