Expedições, residências, arquivos

O Itaú Cultural viabiliza projetos de residências artísticas, sua documentação, descentralização e discussão histórica

Da redação
Detalhe da pintura Vista da Mãe D’Água (circa 1841), pintura de Felix Emile Taunay (Foto: Creative Commons)

Verbetes
Expedições Artísticas e Científicas do Séc. 19
O ano de 1808 é considerado um marco na história da investigação científica nacional em razão da vinda de D. João VI (1767-1826) e da corte portuguesa para o Rio de Janeiro (…). Desde então, expedições artísticas e científicas foram realizadas para registrar e coletar espécimes naturais e objetos, sendo parte deles encaminhada a museus e instituições europeias. Teve início um ciclo de viagens e missões científicas que, ao lado das instituições culturais criadas pelo governo português instalado na colônia (…), deu um novo impulso ao desenvolvimento artístico e científico no Brasil (…). As facilidades de acesso trouxeram ao País viajantes que descreveram o ambiente natural e a vida social de então. O mais conhecido é o naturalista inglês Charles Darwin (1809-1882), que participou de uma expedição promovida pela Marinha inglesa (…). Outro importante evento de pesquisa e produção de pinturas documentais foi (…) a expedição de 1825, reunindo o desenhista-topógrafo Hercule Florence (1804-1879) e o pintor Johann Moritz Rugendas (1802-1858).

Projetos

Júnior de Oliveira e Nicole Rodrigues em residência circense na Bélgica (Foto: Divulgação)

Residência Circense
Contemplados com o Rumos 2013-2014,  os circenses Júnior de Oliveira e Nicole  Rodrigues participaram de uma residência de dois meses na Bélgica, no Atelier Du  Trapèze, com o acrobata russo Yuri Sakalov, para desenvolver a técnica do quadrante, um tradicional aparelho de acrobacias aéreas. O processo foi registrado em um blog e os conhecimentos adquiridos compartilhados em oficinas com os alunos da Escola de Circo de Londrina.

Rumos 2015-2016
O Rumos 2015-2016 foi, talvez, uma das edições que mais selecionaram projetos de residências: tanto em instituições quanto em espaços independentes, na forma de trabalhos individuais ou coletivos, em espaços além do eixo Rio-São Paulo e em diversas linguagens. Entre eles, o artista Murilo Henrique Jacintho desenvolveu uma residência de quatro meses na Espanha, trabalhando na série Todas Mujeres, projeto parte da pesquisa sobre mulheres em situações desprivilegiadas. No projeto Morrinho, fundado por Cirlan Oliveira e Ranieri Dias, na comunidade do Pereirão, no Rio de Janeiro, em 1997, são desenvolvidas maquetes de comunidades e curtas-metragens com crianças de baixa renda. A participação no Rumos expandiu a possibilidade de realizar o trabalho em São Paulo, Brasília e Manaus, através de residências em diversas comunidades, com o objetivo de narrar o cotidiano local. Em 1988, o artista Helmut Batista fundou a residência Capacete como um espaço de intercâmbio e discussão sobre a cena cultural. Após cerca de 20 anos de atividades, a participação no projeto Rumos permitiu a documentação sistemática de sua história, gerando uma fonte de pesquisa primária sobre os mais de 400 artistas, curadores e pesquisadores que passaram pelo espaço.

Uma das maquetes de comunidades desenvolvidas pela Rede Morrinho (Foto: Divulgação)

Corpus Urbis
Residência de oito dias, realizada com a participação de mais de 30 artistas indígenas e não indígenas da região do Oiapoque, no extremo norte do Amapá, fronteira com a Guiana Francesa. O projeto foi selecionado pelo Rumos 2017-2018 como forma de expansão de um festival de performances e intervenções urbanas, coordenado por Cristiana Nogueira, que já contava com quatro edições. Foi realizada a produção de uma pintura no muro de uma paróquia local, além de apresentações de trabalhos e leituras de portfólios. Todo o processo foi documentado em vídeo.

A residência Corpus Urbis, no Oiapoque, Amapá (Foto: Divulgação)

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