Fazer do filme uma balada: o cinema de Leonardo Mouramateus

FotoBienal 2013, de 13/12 a 13/4/14, Museu Oscar Niemeyer, R. Marechal Hermes, 999, Curitiba

Érico Araújo Lima

Publicado em: 28/12/2013

Categoria: Perfil, Reportagem

É fundamental estar em movimento. Ir à balada nunca foi tão importante. Os filmes de Leonardo Mouramateus se desdobram a partir do movimento do corpo em cena. Dançar, contaminar-se pela música e inventar maneiras singulares de se mover são estratégias de toda a sua produção. Desde Fui à Guerra e Não Te Chamei (2010), em cartaz na FotoBienal Masp 2013, em itinerância no Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba, até Charizard (2012), prêmio de melhor curta-metragem na IV Semana dos Realizadores, festival dedicado a filmes de caráter autoral, no Rio. E ainda em Lição de Esqui (2013), codirigido por Samuel Brasileiro, premiado este ano como melhor curtametragem de ficção no Festival de Brasília.

A obra expressa uma vontade de experimentação da cidade, com corpos que se abraçam para simular uma briga, com pés que entram aos poucos na lagoa, vacilantes. O jovem realizador Leonardo Mouramateus estuda no curso de graduação em Cinema e Audiovisual na Universidade Federal do Ceará (UFC), em Fortaleza. Vive em Maraponga, bairro que tem importância central em obras como Mauro em Caiena (2012), premiado no 35º Cinéma du Réel, em Paris.

Para Mouramateus, fazer filmes é uma festa. Mas também uma questão política que diz respeito a maneiras de ocupar o mundo. Seus filmes são bastante emblemáticos de um movimento que envolve parceiros no processo de criação. Vontade de cinema e de invenção que contamina a própria cidade. Porque filmar tornou-se uma necessidade para Mouramateus e tantos outros amigos que mergulham na fabricação de filmes em Fortaleza.

*Originalmente publicado na edição impressa #15

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