Festival Amazônia Mapping ocupa o centro histórico de Belém

O festival pioneiro no Norte do Brasil traz programação com música, vídeo, dança e laboratórios com artistas convidados

Publicado em: 21/06/2016

Categoria: Agenda

Trabalho de Leandro Mendes Vigas (Foto: Divulgação)

Nos 400 anos de Belém, a segunda edição do Festival Amazônia Mapping (FAM) propõe ressignificar a relação do público com a cidade e ocupa a arquitetura histórica com a tecnologia das projeções audiovisuais. A programação aposta na resistência cultural das ruas e transforma cartões-postais da capital em palco de experiências artísticas que misturam a fotografia artesanal paraense com projeções high-tech, ícones indígenas e batidas eletrônicas, e crônicas urbanas do rap à dança de rua. A programação, do dia 17 a 25/6, inclui ainda laboratórios com artistas visuais do Brasil e da Argentina. As inscrições para os laboratórios já estão abertas no site do evento.

Primeiro festival de video mapping, arte e tecnologia do Norte do país, o FAM traz a Belém a produção audiovisual que alia-se à tecnologia para transformar prédios em superfícies de exibição de imagens em movimento. “A ideia é que o centro histórico receba a intervenção das projeções, na busca de integrar a arte à arquitetura e ao espaço público. É um convite ao despertar a um espaço que diz respeito a nossa própria identidade cultural, como paraenses, e revisitá-lo sob outras camadas e conteúdos, que nos faça repensar com o modo como enxergamos a cidade”, diz a artista visual Roberta Carvalho, idealizadora e curadora do festival, realizado pela 11:11 Arte, Cultura e Projetos.

Este ano, o evento ocupará Museu do Estado do Pará (MEP), no Instituto Histórico Geográfico e Histórico do Pará e prédios do entorno. A segunda edição do Festival Amazônia Mapping conta com o patrocínio da Oi, apoio cultural do Oi Futuro, via Lei de Incentivo à Cultura SEMEAR, e do Boulevard Shopping Belém, via Lei Municipal Tó Teixeira.

Laboratórios criativos

São três laboratórios criativos. A participação é gratuita, com seleção de inscritos pelo site do evento. De 17 a 19/6 Ihon Yadoya ministra o laboratório “Vivência técnica de video mapping e projeções interativas”. No encontro, conceitos para o desenvolvimento de projetos técnicos do mapping serão apresentados através de atividades práticas. O resultado final da atividade será montagem de projeção mapeada sobre forma geométrica.

Projeções

Nos dias 24 e 25/6, obras audiovisuais de artistas irão ocupar o centro histórico.  No dia 24, no Ver-o-Peso, o argentino Javier del Olmo exibe nos prédios históricos o projeto “Circular de Dibujos”. O artista busca se relacionar com habitantes da cidade a partir de trocas de desenhos. Javier transpõe as ilustrações para espelhos e com a luz solar realiza projeções, numa performance que conta com a participação dos participantes. Este trabalho será reapresentado na noite do dia 25, no MEP.

Arte de rua

Ao reconhecer as ruas como espaço democrático de resistência cultural, o FAM busca reunir manifestações urbanas de Belém. A programação traz convidados, como Pelé do Manifesto, jovem talento do rap paraense, que se apresenta com o seu grupo TQSS Crew na Praça Dom Pedro II. A apresentação será uma interação com video mapping que amplia de forma monumental, na fachada do MEP, grafites espalhados na cidade de Belém, e conta também com a performance da Companhia de Dança Mirai. “Neste sentido, pretendemos trazer um pouco do clima das batalhas de São Braz que são um caldeirão incrível, rico e poético de vozes e manifestações artísticas que vem da periferia da cidade”, destaca Roberta Carvalho.

Serviço
Museu do Estado do Pará
Rua Dom Pedro II, s/n, Cidade Velha, Belém
De 17 a 25 junho
Informações: site do evento

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