Flip se expande para artes visuais

O novo módulo Terra Nova conecta a tradicional Festa Literária com as artes visuais e com a comunidade local

Leandro Muniz
No Ar (2017) de Laura Vinci participou da exposição Pedra no céu_ arte e arquitetura de Paulo Mendes da Rocha no MuBE (Foto: Nelson Kon)

A nova edição da Flip busca expandir o programa do evento que ocorre anualmente para integrar e ativar os espaços públicos da cidade de Paraty por meio das artes visuais. Com curadoria de Fernanda Diamant, o novo projeto, chamado Terra Nova, traz uma instalação de Laura Vinci e uma performance da Mundana Companhia de Teatro – da qual a artista também participa.

A instalação No Ar (2017), de Vinci – que foi exibida anteriormente no MuBE – é uma grande névoa que cobre a cidade. A Companhia, por sua vez, apresenta uma performance na qual os atores relacionam livremente o poema A máquina do mundo de Carlos Drummond de Andrade, com o capítulo O delírio do livro Memórias Póstumas de Brás Cubas de Machado de Assis e com um capítulo de A paixão segundo G.H. de Clarice Lispector. A trajetória da artista e do grupo é marcada pelo cruzamento entre artes e literatura, arrematando sua participação na festa, que este ano tem Euclides da Cunha como autor homenageado. 

Outra novidade desta edição é o retorno das atividades do Instituto Moreira Salles (IMS) na Flip. A instituição celebra sua sexta participação no evento e apresenta a Casa do IMS na Praça da Matriz, 6, no centro histórico da cidade. O imóvel abrigará conversas com escritores como Grada Kilomba, Ailton Krenak e Lilia Schwarzc, além de produção de podcasts, lançamento de livros, catálogos e revistas relacionados com a programação do instituto.  Confira a programação completa do IMS na Flip aqui

Serviço
Flip
Festival literário, de 10 a 14/7, eventos por toda a cidade | flip.org.br

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