Fusão no mundo digital agita o meio de arte brasileiro

Nano Art Market e Tropix unem-se em criação de plataforma dedicada ao mercado de arte físico e digital no Brasil

Luana Rosiello

Publicado em: 15/07/2022

Categoria: Da Hora, Destaque, Mercado de Arte, Notícias Quentes

Thomaz Pacheco e Fabio Szwarcwald [Foto: Felipe Perazzolo/Divulgação]

A Nano Art Market, marketplace que comercializa e entrega obras de arte em contexto nacional, anunciou hoje, 15/7, a aquisição da plataforma Tropix, que conecta artistas e colecionadores na compra e venda de NFTs (tokens não fungíveis) no Brasil. A operação visa posicionar a empresa como a maior plataforma online do mercado de arte do país.

“Foi um caminho natural”, inicia Thomaz Pacheco, CEO da Nano Art, em entrevista à seLecT sobre a fusão entre as empresas. “Há um ano, começamos a idealizar este projeto. Era inevitável: a Nano saiu na frente quando falamos em obras físicas, e a Tropix, no campo digital.” A nova plataforma integra o ecossistema Nano, que já oferece diversos produtos e iniciativas para o mundo da arte. As empresas estarão debaixo do mesmo guarda-chuva, oferecendo mais funcionalidades. Além do comércio de obras, a Nano Art Market conta com tecnologia própria para realizar toda a logística de envio e atendimento ao cliente e, em breve, apresentará ao mercado um software próprio para organizar todo o acervo de obras – físicas e virtuais – de mais de 55 galerias parceiras. Entre elas estão Central Galeria, Galeria Jaqueline Martins, Lume Galeria, Zipper Galeria, Galeria Bolsa de Arte e Luciana Brito Galeria.

“Durante nossas conversas sobre o mundo da arte digital, percebi que existia um potencial de este mercado atingir outro patamar. No Brasil, criptoarte e NFTs eram áreas pouco exploradas, então, dedicar um projeto a isso seria super disruptivo”, conta Fabio Szwarcwald, sócio da W3Block e da Tropix, à seLecT. A junção das empresas potencializa seus crescimentos e amplia as possibilidades da arte no mundo físico e o digital. “É uma oportunidade para o mercado brasileiro, no sentido da facilitação do colecionismo, contato e certificação de obras de arte”, complementa. 

Apesar do que ainda se precisa desenvolver no mercado de NFTs no Brasil, Pacheco e Szwarcwald acreditam existir muito espaço para crescimento na área. “Primeiro é necessário ensinar a indústria e os artistas e, ao longo do tempo, as pessoas vão se acostumar a comprar obras de arte digitais via contrato de NFT, que são certificadas digitalmente, com uma tecnologia inteligente. A negociação poderá ser realizada no marketplace ou no próprio site da galeria. Estamos engatinhando, mas otimistas com esse novo cenário”, afirma Szwarcwald.

Até o segundo semestre deste ano, a transição da nova plataforma estará 100% completa. “Não vamos mudar as características das empresas, e sim somar. Juntos neste processo, pretendemos desenvolver novas oportunidades para a arte”, finalizam. 

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