Indicados ao Turner Prize 2018 apresentam exposição

Os quatro artistas selecionados tratam de questões urgentes da atualidade como gênero, pós-colonialismo e direitos humanos

Da redação
O filme Tripoli Cancelled (2017), de Naeem Mohaiemen, comissionado pela documenta 14, percorre a rotina diária de um homem que passa uma década vivendo sozinho em um aeroporto abandonado

Charlotte Prodger, Forensic Architecture, Luke Willis Thompson e Naeem Mohaiemen são os quatro finalistas da 34ª edição do Turner Prize e apresentam trabalhos no Tate Britain até 6 de janeiro de 2019. O vencedor, que será anunciado em 4/12 deste ano, ganhará £25 mil, enquanto o restante do grupo receberá £5 mil cada.

Esta edição teve como membros do júri Elena Filipovic, diretora da Kunsthalle Basel, Oliver Basciano, crítico e editor da ArtReview, Lisa Le Feuvre, diretora executiva da Fundação Holt-Smithson e Tom McCarthy, escritor. “Os artistas indicados ao Prêmio Turner deste ano estão enfrentando algumas das mais importantes questões da atualidade, da identidade queer, abusos de direitos humanos e brutalidade policial até migrações pós-coloniais e o legado de movimentos de libertação”, destaca Alex Farquharson, diretor da Tate Britain e presidente do comitê de jurados.

A artista Charlotte Prodger traz ao conjunto discussões sobre a identidade queer, enquanto o grupo interdisciplinar Forensic Architecture, que trabalha como uma agência de pesquisa, investiga violações de direitos humanos. E ambos Luke Willis Thompson e Naeem Mohaiemen refletem sobre heranças coloniais com diferentes focos e abordagens. Pela primeira vez, os quatro artistas selecionados para o prêmio exibem filmes no Tate. Para ver todos os trabalhos, são necessárias mais de 4 horas na exposição.

Criado em 1984, o prêmio é destinado a artistas nascidos no Reino Unido ou que lá trabalham. Seu objetivo é fomentar arte contemporânea e assessorar a Tate na aquisição de novas obras. Já foram premiados pessoas como Wolfgang Tillmans, Antony Gormley, Gilbert & George, Damien Hirst, Anish Kappor, entre outros.

  • Bridgit (2016), de Charlotte Prodger, tem caráter autobiográfico e traz imagens filmadas com o celular da artista e narrativas, de livros ou diários pessoais, sobre identidade queer (Foto: Divulgação)
  • Bridgit (2016), de Charlotte Prodger, tem caráter autobiográfico e traz imagens filmadas com o celular da artista e narrativas, de livros ou diários pessoais, sobre identidade queer (Foto: Divulgação)
  • Killing in Umm al-Hiran (2017), do grupo Forensic Architecture, é uma investigação a respeito das comunidades de beduínos no sudeste de Israel (Foto: Divulgação)
  • Bridgit (2016), de Charlotte Prodger, tem caráter autobiográfico e traz imagens filmadas com o celular da artista e narrativas, de livros ou diários pessoais, sobre identidade queer (Foto: Divulgação)
  • autoportrait (2017), instalação de Luke Willis Thompson faz parte de trilogia de filmes em 35mm que reestruturam história de violência contra determinados corpos (Foto: Andy Keate, Divulgação)
  • O filme Tripoli Cancelled (2017), de Naeem Mohaiemen, comissionado pela documenta 14, percorre a rotina diária de um homem que passa uma década vivendo sozinho em um aeroporto abandonado (Foto: Divulgação)
  • Human (2018), de Luke Willis Thompson compõe uma trilogia de filmes em 35mm que reestruturam história de violência contra determinados corpos (Foto: Divulgação)
  • Vista da instalação de Two Meetings and a Funeral (2017), com três canais de vídeo, de Naeem Mohaiemen. O documentário trata da disputa de poder entre o Movimento Não Alinhados e a Organização para a Cooperação Islâmica nos anos 1970 (Foto: Divulgação)
  • Vista da instalação de Two Meetings and a Funeral (2017), com três canais de vídeo, de Naeem Mohaiemen. O documentário trata da disputa de poder entre o Movimento Não Alinhados e a Organização para a Cooperação Islâmica nos anos 1970 (Foto: Tate Photography)

Serviço
Turner Prize 2018
Até 6/2/2019
Tate Britain
Millbank London SW1P 4RG
tate.org.uk

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