Keyna Eleison e Pablo Lafuente assumem direção artística do MAM Rio

A dupla foi selecionada por meio de uma chamada sul-americana que durou quatro meses e contou com 103 candidaturas

Da redação

Publicado em: 18/08/2020

Categoria: Da Hora, Destaque

Pablo Lafuente, Fabio Szwarcwald e Keyna Eleison (Foto: Fabio Souza / MAM Rio)

A dupla de curadores Keyna Eleison e Pablo Lafuente foi anunciada nesta terça, 18/8, na nova direção artística do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. Por um prazo mínimo de dois anos, eles responderão pela gestão das coleções e pela curadoria de artes visuais, além de iniciativas nas áreas de educação, cinema, acervo, conservação, documentação e pesquisa.

Nesta que foi a primeira chamada pública do museu, os dois passaram por um processo de seleção que durou quatro meses, contou com outras 103 candidaturas e incluiu projetos de outras duplas e coletivos. Os nomes de Eleison e Lafuente foram escolhidos em primeiro lugar tanto pelo Comitê Interno – composto por nomes como Camila Rocha Campos, do Capacete e Marion Strecker, coordenadora de conteúdos artísticos – como pelo Comitê Técnico, do qual participaram nove nomes, entre o artista Ayrson Heráclito, a curadora Diane Lima e o diretor da Pinacoteca de São Paulo, Jochen Volz. Entre os critérios avaliados, estavam visão alinhada com a transformação institucional do MAM, conhecimento de artes, renovação de acervos e integração social e comunitária.

Um dos pilares apresentados por Eleison e Lafuente é criar uma estrutura onde todas as atividades do MAM, que incluem a Cinemateca, o Bloco Escola, a Residência Capacete, se entrecruzem. “A gente agora vai ter que se familiarizar com as equipes do museu. É um projeto de conhecimento e reconhecimento para conseguir que essas interconexões aconteçam”, diz Lafuente. “O interessante de pensar na direção artística e não apenas em uma curadoria é conseguir imaginar o contexto institucional do MAM a partir de várias questões que aparecem aqui dentro e deixando as múltiplas influências mais nítidas. São influências geradas pela capacidade de escuta e de diálogo”, acrescenta Eleison.

O museu tem previsão de reabrir as portas no dia 12/9 com as exposições Irmãos Campana – 35 Revoluções e Wanda Pimental, Poça/Possa, ambas fechadas em razão das medidas de isolamento social, em março. Além das duas, haverá a abertura da mostra Campos Interpostos e do Programa Intervenções, no qual curadores do museu convidam artistas para desenvolver projetos na área externa do espaço. O primeiro trabalho ficará a cargo do artista Thiago Rocha Pitta.

Tags: , , , ,

Artigo anterior:
Próximo artigo:

Nota de esclarecimento: A Três Comércio de Publicações Ltda., empresa responsável pela comercialização das revistas da Três Editorial, informa aos seus consumidores que não realiza cobranças e que também não oferece o cancelamento do contrato de assinatura mediante o pagamento de qualquer valor, tampouco autoriza terceiros a fazê-lo. A empresa não se responsabiliza por tais mensagens e cobranças.