Marta Mestre chega a Inhotim

Pesquisadora e crítica de arte portuguesa entra para o time de curadores do instituto mineiro com a saída de Rodrigo Moura

Luciana Pareja Norbiato

Publicado em: 10/03/2016

Categoria: Da Hora, Notícias Quentes, Uncategorized

Marta Mestre (foto Daniela Paoliello

Rodrigo Moura não ganhou substituto para a vaga de diretor artístico que deixou em aberta em fevereiro, quando anunciou sua saída de Inhotim. Mas a curadoria ganhou reforço na integração da portuguesa Marta Mestre, 35, ao time internacional composto pelo norte-americano Allan Schwartzman e o alemão Jochen Volz, a cargo da curadoria da próxima Bienal.

Mestre acaba de deixar a assistência de curadoria do MAM Rio, após a saída do curador Luiz Camillo Osorio, que assumiu a chefia do departamento de Filosofia da PUC-RJ. Ela mudará do Rio de Janeiro para Belo Horizonte e será a interlocutora local, já que Schwartzman mora em NY e Volz, em SP. Formada em História da Arte pela Universidade Nova de Lisboa e com mestrado em Museologia pela Université d’Avignon (Paris), coordenou o Centro de Arte de Sines, em Portugal, e edita livros de pensadores franceses em português pelo projeto Imago/Ymago, entre outras realizações.

Em nota de imprensa, Marta Mestre declarou: “Para mim representa uma honra poder trabalhar com uma das mais singulares coleções de arte contemporânea do mundo, com tão importantes artistas brasileiros e estrangeiros, e só posso agradecer a confiança depositada em meu nome. Será uma grande realização pessoal e uma etapa de amadurecimento profissional.”

Em meio à crise econômica do país, Inhotim vem sentindo a dificuldade de captação de verbas para financiar seus projetos, como se tornou recorrente no meio das visuais e da cultura. Com isso, novos pavilhões de nomes como Olafur Eliasson e Nuno Ramos tiveram obras desaquecidas, e o próprio plano anual, cotado em R$ 31 milhões, está em captação mais lenta. Fazem parte do plano anual as aberturas de exposições temporárias entre setembro e novembro nas galerias Lago e Mata, além do restauro dos pavilhões de Adriana Varejão, Cildo Meireles e Doris Salcedo e de publicações como um livro sobre as fotos de Claudia Andujar do povo Yanomami e outra voltada aos site-specifics do instituto.

A instituição ainda não divulga se e quando será reocupada a vaga de diretor artístico. O cargo permanece interinamente com o diretor executivo do instituto, Antonio Grassi, mas o próximo nome já está em prospecção.

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