Mídias selvagens

Guilherme Kujawski

Publicado em: 28/01/2014

Categoria: Da Hora, exposições e bienais

Salão de arte tecnológica de Belém do Pará abre chamada de trabalhos

Legenda: Vídeo de apresentação do trabalho #Simbyosis, da artista paraense Roberta Carvalho (produzido pela Querô Filmes, com realização do SESC)

No último episódio de Navegador, programa sobre inovação da Globonews, Ronaldo Lemos comentou sobre o trabalho de Roberta Carvalho, artista visual paraense e uma das organizadoras do Festival Amazônia Mapping, que introduz a linguagem das projeções mapeadas (video mapping) no ambiente da floresta. Lemos mostrou alguns exemplos de projeções de rostos humanos sobre copas de árvores, uma superfície dinâmica e móvel, não usual em projetos desse tipo. O efeito é inusitado e quase xamânico, por hibridizar de forma harmoniosa seres vivos humanos e não humanos. Nesse momento conturbado de manifestações contra a Copa do Mundo, em que um dos gritos de guerra é “eu torço pela copa das árvores”, o projeto ganha um propósito especial.

Na esteira do tema, Ramiro Quaresma, idealizador e curador do Salão Xumucuís de Arte Digital, anuncia a chamada pública para a terceira edição do evento. Com o tema Mídias Selvagens, o festival discute as relações entre tecnologia e arte contemporânea no contexto da Amazônia. Não menos importante, segundo Deyse Marinho, designer expográfica do Salão, é a intenção de exibir os trabalhos fora de qualquer tipo de cubo branco de Belém. Independente de estar ou não o Norte do Brasil inserido no âmbito das inovações tecnológicas no campo estético, o projeto de Quaresma adquire um tom de pureza, por estar distante dos vícios dos grandes centros de arte. O prazo final para a inscrição de projetos para o Salão termina dia 9 de Março.

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