Móveis de lei

Redação

Publicado em: 12/02/2014

Categoria: Da Hora, design

Cinco designers brasileiros criam peças de mobiliário com matéria prima inédita no Brasil

Cruz_body

Legenda: Os bancos de madeira de seringueira e concreto do designer André Cruz (foto Victor Affaro/Divulgação)

Você sabia que, após cumprir o ciclo de produção de látex, uma seringueira vira simplesmente carvão? Não seria mais lógico usá-la, por exemplo, no mercado de mobiliário? Foi exatamente com esse raciocínio que Fernando Genova, presidente da Madeibor, madeireira especializada no plantio e extração da seringueira, resolveu investir em um projeto de aproveitamento sustentável da árvore-da-borracha.

Para tanto, convidou os designers Paulo Alves, Fernando Jaeger, Zanini de Zanine, André Cruz e os irmãos Sergio Fahrer e Jack Fahrer para desenvolver seis peças, que foram apresentadas ao mercado ontem, dia 12, na Marcenaria São Paulo, Vila Madalena. Por exemplo, Alves criou uma namoradeira onde é possível ver os anéis de crescimento da árvore. Uma cadeira de pés tornados e encosto curvado, inspirada no Estádio do Pacaembu, é assinada pelos irmãos Fahrer. Cruz, em seu projeto de mesas tubulares, foi mais semântico e preferiu a mistura de materiais: cimento e madeira (“há uma analogia entre os processos: primeiro são líquidos e depois viram sólidos”).

Iniciativas de reaproveitamento de madeiras são fundamentais, dado o histórico extrativista do país, que transformou florestas de madeira de lei em terra arrasada. O “Projeto Seringueira” é mais que bem-vindo, mas as autoridades brasileiras precisam investir mais em certificações que garantam o uso correto de materiais orgânicos em toda a cadeia de produção de móveis.

Nota de esclarecimento: A Três Comércio de Publicações Ltda., empresa responsável pela comercialização das revistas da Três Editorial, informa aos seus consumidores que não realiza cobranças e que também não oferece o cancelamento do contrato de assinatura mediante o pagamento de qualquer valor, tampouco autoriza terceiros a fazê-lo. A empresa não se responsabiliza por tais mensagens e cobranças.