Nova doação

MAM Bahia recebe doação de duas obras do pintor brasileiro Alberto da Veiga Guignard

Felipe Stoffa
Alberto da Veiga Guignard - Para Condé, Lembranças de Ouro Preto (Foto: Galeria Almeida e Dale)

Novíssimas peças passaram a figurar no acervo do Museu de Arte Moderna da Bahia. Tratam-se de dos desenhos Estudo Ouro Preto (1948) e Para Condé, Lembraças de Ouro Preto (1958), produzidos pelo pintor brasileiro Alberto da Veiga Guignard (1896 – 1962), doadas pela galeria paulistana Almeida e Dale, especializada no mercado secundário de arte brasileira e latino-americana.

No dia 9/6 (quinta-feira), o MAM-BA ofereceu um evento aberto em homenagem à doação, na qual o atual diretor da instituição, Zivé Giudice, em carta aberta, comemora o acontecimento. Jorge Portugal, secretário da cultura do Estado da Bahia, também esteve presente.

Confira a carta de Zivé Giudice abaixo.

“A potentíssima coleção dos modernistas do MAM-BA não mais se ressentirá da ausência de um dos mais importantes artistas desse período: Alberto da Veiga Guignard. O Museu de Arte Moderna da Bahia acaba de adquirir, doados pela Galeria Almeida e Dole, dois belíssimos desenhos de Guignard.

Um desses desenhos tem a dedicatória endereçada a Odorico Tavares, figura emblemática e paradigmática, no processo de instalação do pensamento modernista na Bahia.

Guignard, pintor, desenhista, ilustrador, gravador e professor, dedicou-se a todos os gêneros da pintura. Alguns críticos atribuem aos seus retratos como tendo sido a vertente onde mais se destacou.

As suas paisagens de cidades e lugares, construídas numa atmosfera metafísica, e que parecem ter surgidas subitamente e instaladas, suspensas em um lugar qualquer, são admiradas e destacadas por outros tantos críticos. Com uma obra carregada de lirismo peculiar, foi considerado um pintor revolucionário, ainda que lhes atribuíssem características decorativas.

Guignard nasceu em Nova Friburgo- RJ e a convite de Jucelino Kubistschek, foi para Belo Horizonte dar aulas. Alberto da Veiga Guignard foi considerado um grande formador de artistas. Num grupo criado que levava seu nome, na Escola Nacional de Belas Artes, orientou artistas como Iberê Camargo, Amilca de Castro, Farnese de Andrade e Lígia Clarck.”

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