O mal-estar de coisas que, infelizmente, existem

Paula Alzugaray, Márion Strecker, Giselle Beiguelman e Luciana Pareja Norbiato

Publicado em: 17/10/2014

Categoria: Especial 31a Bienal de São Paulo, Reportagem

Participe da visita guiada virtual à 31ª Bienal de São Paulo promovida pela equipe da seLecT

Yael_body1

Legenda: Inferno (2013), de Yael Bartana (foto: Ding Musa)

Concebida no calor dos protestos de rua no Brasil e no mundo, a 31ª Bienal de São Paulo não é uma exposição espetacular, mas ressoa insatisfações. Ao tematizar os processos injustos, instáveis e árduos da sociedade e da política, a equipe curatorial pautou-se pela insatisfação, mas acabou por fazer uma Bienal da ressaca, que reflete o estado de refluxo, inconstância, volubilidade, cansaço e mal-estar do dia seguinte.

Como indicam as obras selecionadas pela seLecT, esta é uma bienal de atravessamentos, em que espiritualidade, política e poder surgem em franca interação, em obras de denúncia, ridicularização ou fantasia. Temos, então, espiritismo com modernismo, esperanças com ruínas, passado com premonição, Brás com Jerusalém, evangélicos com pombajiras e assim por diante.

Parafraseando León Ferrari, inspirador da instalação Errar de Deus, do coletivo argentino Etcétera…, esta seria uma bienal de “ímpios, hereges, apóstatas, blasfemos, ateus, pagãos, agnósticos e infiéis” (sigla de seu grupo CIHABAPAI), ainda que a espiritualidade apareça em uma grande quantidade de obras.

Ines_body

Legenda: foto: Ding Musa

Ines Doujak e John Barker

Loomshuttles, Warpaths
(Lançadeiras de Tear, Trilhas de Guerra), 2009-2014

Como refletir sobre o papel da indústria têxtil na formação das estruturas de dominação ao longo da história? Apesar de o tema parecer cabeçudo, a austríaca Ines Doujak e o inglês John Barker amarram-no com muito humor em Loomshuttles, Warpaths, projeto em constante desenvolvimento desde 2009, que na 31ª Bienal tem versão com instalação, cartazes e um vídeo ultralisérgico.

Os cartazes trazem o nome de um tecido ou cor, um ano e uma imagem. Nas legendas leem-se informações referentes aos cartazes: o tecido ou tintura tem destacada sua importância social e o ano refere-se a um fato histórico relativo à indústria fabril. Apesar do aparente nonsense, as imagens aprofundam conteúdos.

O destaque fica por conta do vídeo Haute Couture 03 Carnaval: Uma Máscara É Sempre Ativa, uma metáfora sobre as relações de poder entre Europa e América Latina e o Carnaval, no qual as leis sociais estabelecidas deixam de vigorar, criando um estado de exceção em que a folia toma conta e mendigo vira rei. Realizado pela dupla durante residência artística em São Paulo, o vídeo emana um delicioso poder de estranhamento, com direito a grupo dançando passinho de funk, El Condor Pasa cantado por uma montanha gigante de saia (!) e uma “Máquina Investigadora Indígena”, que não resiste a pular nua o Carnaval andino. Tudo isso embalado em uma estampa de losangos em “padrão disruptivo” criada por Ines Doujak.

Eder_body

Legenda: foto: Ding Musa

Éder Oliveira

Sem título, 2014

Desde criança, Éder Oliveira usava o desenho como recurso para ressignificar seu cotidiano. Ter nascido na pequena vila de Velha Timboteua (PA) foi um fator de influência para a produção atual do pintor. A condição de artista vindo de uma região quase invisível no contexto geral do Brasil fez com que ele voltasse seu olhar para outra parcela invisível da população: os condenados por crimes. Exercitava a composição de retratos partindo de imagens extraídas do noticiário policial, em que, invariavelmente, os acusados de crimes são condenados antes do julgamento.

Após se mudar para a capital, Belém, para cursar artes visuais na faculdade, migrou do pequeno suporte para ocupar os muros da cidade com suas releituras de rostos quase sempre em expressão defensiva. Dessa forma, o artista devolve às pessoas que pinta um pouco da dignidade que lhes é roubada quando estigmatizadas no papel de criminosas, além de trazer de novo à evidência aqueles que passam a ser tratados como párias sociais, merecedores do esquecimento do mundo exterior.

A questão racial fica evidente: a maioria de seus retratados é de negros ou pardos. Mas em suas tintas ganham cores distintas das reais, como as da paleta alaranjada usada nas obras realizadas sobre as paredes da 31ª Bienal. Outro fator de dificuldade para o artista, seu daltonismo, acabou por se configurar em um mérito a mais de sua pintura. Por ver as cores de maneira diferente da usual, consegue extrapolar a dureza do cotidiano emprestando outra luz às figuras que retira do papel de jornal.

Medeiros_body

Legenda: foto: Ding Musa

Virginia de Medeiros

Sergio e Simone, 2007-2014

Um personagem, duas personalidades e três telas lado a lado no nicho escuro de um corredor do segundo andar da Bienal. Simone é uma travesti, sensual, sorridente e linda, que cuida de uma fonte em Salvador, onde mata a sede e se banha como sereia. Sergio é um pastor evangélico que volta à mesma fonte para exorcizar o “encosto”, a pombajira, o mau espírito que morreu de Aids e o forçou a se tornar Simone, segundo ele conta. Entre os dois, uma convulsão que se seguiu a um período de consumo de crack. Para Sergio, Simone morreu de overdose naquele episódio em que ele viu Deus, retomou seu nome de batismo e decidiu salvar a humanidade.

Neste ano de 2014, Sergio teve uma breve recaída, virou pai de santo, abriu seu terreiro de candomblé e assumiu as duas identidades. Em determinado momento do trabalho de Virginia de Medeiros, vemos Sergio numa tela e Simone em outra, cantando num comovente dueto a mesma música, com seus timbres diferentes e suas religiosidades intercomunicantes. Não sabemos como a história de Sergio-Simone vai continuar, mas sabemos que Virginia de Medeiros começou o documentário quando conheceu Simone em 2006, numa área degradada em Salvador, poucos meses antes do tal encontro com Deus e de voltar a ser Sergio.

Yiri_body

Legenda: foto: Ding Musa

Yuri Firmeza

Nada é, 2014

O filme de 32 minutos de Yuri Firmeza é parte do seu Projeto Ruínas. O cenário é a cidade de Alcântara, primeira capital do Maranhão no século 18, próspera em cana-de-açúcar e algodão. Antes de entrar em decadência, com a quebra da economia colonial, a notícia de que dom Pedro II iria visitar a cidade teria alimentado uma disputa entre aristocratas locais, que começaram a construir mansões, aspirando ao privilégio de hospedar o imperador. Dom Pedro não foi, o tempo passou e restaram ruínas como paisagem.

Nada É sobrepõe as ruínas arquitetônicas de Alcântara com imagens da Festa do Divino Espírito Santo, herança dos católicos portugueses, que ocorre anualmente ali até hoje. Nesses festejos populares, por 15 dias crianças negras se vestem orgulhosas e cerimoniosas como a nobreza do Brasil monárquico, portando tiaras e coroas, pérolas e vestidos armados com crinolina. A fé popular, repleta de fantasia, ilusões de fartura e riqueza, mescla-se ao futuro esperançoso da ciência, representado pelo centro de lançamento de foguetes da Força Aérea Brasileira, instalado em Alcântara em 1990. O filme, melancólico, discute as vocações do lugar, entre a prosperidade do passado, o futuro intergaláctico e as ruínas do presente.

Halil_body

(Legenda: foto: Ding Musa)

Halil Altindere

Wonderland, 2013

Qual a semelhança entre o Capão Redondo e a Turquia? Ambos encontram nos grupos de rap uma forma de denúncia da situação de opressão e descaso em que estão mergulhados. Se aqui os Racionais MC’s encabeçam a vertente, para as bandas turcas ela é bem representada pelo Tahribad-I Isyan. Abusando da ironia, os jovens das etnias curda e cigana colocam em suas letras a perseguição que os habitantes de Sulukule, bairro histórico de Istambul, vêm sofrendo, graças ao processo de gentrificação da área que ocupam desde o período bizantino. Antes um bairro de música tradicional cigana, que atraía turistas do mundo todo, Sulukule teve seus estabelecimentos de lazer fechados, o que precipitou a decadência econômica do local. Somados a essa estratégia, incêndios criminosos vão destruindo casas e às vezes quarteirões inteiros, na tentativa de afastar a população de minoria étnica do lugar.

Os três integrantes do grupo formado em 2008, VZ, Zen-G e Asil Slang (cujos nomes são de fato Vaysi Özdemir, Burak Kaçar e Asil Koç), ganharam um empurrão inesperado em sua projeção no país e no exterior. Foram convidados pelo artista turco Halil Altindere, conhecido por sua verve política, a gravar um vídeo para a Bienal de Istambul. Wonderland, clipe de música homônima sobre a realidade em Sulukule, tem em seu enredo a perseguição pela polícia e a revolta contra um estado de coisas excludente. Seja no Brasil, seja na Turquia, o rap mostra-se eficaz na denúncia da desigualdade social, que é quase a mesma tanto lá quanto aqui.

Chto_body

Legenda: foto: Dinga Musa

Chto Delat

Os excluídos em um momento de perigo, 2014

O coletivo Chto Delat (O Que Fazer?) foi criado em 2003 em São Petersburgo, na Rússia. Reúne artistas, críticos, filósofos e escritores que mesclam arte, teoria política e ativismo. O nome do grupo faz uma referência explícita a uma das obras mais famosas do comunismo – O Que Fazer?, de Lenin (1902), e na diversidade de suas obras, que incluem documentários, pôsteres, jornais, rádio, música e ações online, percebe-se que isso não é uma coincidência retórica. Eles reivindicam o direito de postular novas realidades “em um momento histórico reacionário, em que outras demandas de possibilidades são apresentadas como impossibilidades românticas”, conforme afirmam no seu web site. Na videoinstalação Os Excluídos discutem, com personagens muito jovens, a situação da perda do espaço público na Rússia contemporânea e a militarização de seu imaginário. Nos olhares perplexos de uma geração pós-Perestroika fica em suspensão uma série de questões: onde foi que se errou? É possível transformar o erro em acerto?

Lopes_body

Ocana_body

Legenda: fotos: Ding Musa

Nahum Zenil/Ocaña/Sergio Zevallos /Yeguas Del Apocalipsis (Organizado por Miguel A. López)

Dios és marica, 1973-2002

Giuseppe Campuzano

Línea de Vida/Museo Travesti del Perú, 2009-2013

Como abordar em um mesmo universo questões tão contraditórias quanto religião e transexualidade? Subvertendo a história oficial da fé pela inserção do travesti como figura central da iconografia religiosa, diversos artistas de língua espanhola estão na mira do curador peruano Miguel A. López. São performances, instalações e até um museu inteiro que ele trouxe para esta Bienal.

Dios És Marica, que em bom português quer dizer Deus É Bicha, é a curadoria de López que junta o peruano Sergio Zevallos, integrante do coletivo Chaclacayo (1982-1994), a dupla chilena Yeguas del Apocalipsis, o mexicano Nahum Zeinil e o catalão Ocaña (segunda foto, de cima para baixo, obra Sagrado Corazón de Marica, 1982). As estripulias deles com imagens sagradas são várias – e hilárias. Vão desde procissões nada ortodoxas, autorretratos que dão dubiedade sexual aos ritos católicos e reencenações de rituais sacroeróticos em ruínas desabitadas. Sem contar uma pintura de Nossa Senhora coberta de falos e outra de um Cristo maquiado.

A parte museográfica fica por conta do projeto Línea de Vida/Museo Travesti del Perú (primeira foto, de cima para baixo), criado por Giuseppe Campuzano. O filósofo travesti peruano apropriou-se da ambiguidade sexual de ícones das religiões pré-colombianas e de sua derivação nos ritos católicos introduzidos pelos colonizadores espanhóis para recriar o lugar do transexual ao longo da história até os dias de hoje, obedecendo à cronologia. Campuzano, morto em novembro do ano passado, é representado pelo mesmo Miguel A. López, que se firma na pesquisa das matrizes culturais, religiosas e históricas que condicionam as sexualidades vigentes na América Latina. Dessa forma, busca abrir espaço para sexualidades possíveis e existentes na marginalidade e em outra historiografia.

Leon_body

Legenda: foto: Ding Musa

Etcétera… e León Ferrari

Errar de Deus, 2014

Na entrada da instalação do coletivo de artistas argentinos Etcétera… está um conjunto de obras do conterrâneo León Ferrari (1920-2013), membro fundador do CIHABAPAI (Clube de Ímpios, Hereges, Apóstatas, Blasfemos, Ateus, Pagãos, Agnósticos e Infiéis), que em 1997 solicitou ao então papa que providenciasse a anulação do Juízo Final e da imortalidade. Na entrada, também, está uma petição requerendo a abolição do Inferno, que os visitantes poderão assinar e cujo destino será o papa Francisco, no Vaticano, antigo oponente do artista na Argentina.

Entre as obras expostas de León Ferrari há objetos que acoplam imagens religiosas como o Cristo crucificado com armas de guerra, além de diversas colagens da série L’Osservatore Romano, em que o jornal oficial do Vaticano e suas manchetes servem de suporte para colagens satíricas. A instalação do coletivo é baseada na obra Palavras Alheias: Conversas de Deus com alguns homens e de alguns homens com alguns homens e com Deus, de 1967, em que Ferrari faz uma colagem literária com fragmentos de declarações extraídas de meios de comunicação, textos históricos e da Bíblia. A obra criou um diálogo entre 160 personagens, entre eles Hitler, Goebbels, o papa Paulo VI, o presidente americano Lyndon Johnson e Deus. O trabalho ressaltou a responsabilidade da Igreja Católica, dos Estados Unidos e do nazismo nas guerras do século 20.

O coletivo Etcétera… foi formado em 1997, desenvolvendo atividades artísticas, políticas, literárias e teatrais. Os artivistas fundaram, em 2005, o Movimento Internacional Errorista, de inspiração surrealista, valorizando o erro como experiência fundamental. Para esta bienal, criaram uma instalação participativa com roteiro de Loreto Garín Guzmán, Federico Zukerfeld e do filósofo Franco “Bifo” Berardi. O roteiro parte da crise financeira global de 2008 e explora falas do banco Goldman Sachs, Deus, papa Francisco, Angela Merkel, a Monsanto e São Paulo. O público pode dialogar com Deus pelos telefones disponíveis, que tocam sem parar até alguém resolver atender. O público pode também acrescentar textos ou suas próprias falas ao roteiro dos artistas, e essas falas são incorporadas nas gravações transmitidas pelo sistema de som.

Yael_body

Legenda: foto: Ding Musa

Yael Bartana

Inferno, 2013

O Templo não é de Salomão: é de Deus, é de Jerusalém ou é do Brás, mais precisamente da próspera Igreja Universal do Reino de Deus, do bispo evangélico neopentecostal Edir Macedo. Muito antes de Jesus nascer, durante o reinado pacífico de Salomão, cujo nome deriva da palavra shalom (paz), foi erguido o Primeiro Templo de Jerusalém. Foi seu pai, o rei Davi, personagem importante nas culturas judaica, cristã e islâmica, que passou a Salomão a incumbência de erguer o grandioso templo.

Em 586 a.C., sob o comando de Nabucodonosor, os babilônios saquearam Jerusalém e destruíram o templo. Em 516 a.C., o Segundo Templo, maior que o primeiro, foi erguido no mesmo local a mando de Ciro II da Pérsia. Em 70 d.C. foram os romanos sob as ordens de Tito que destruíram o Segundo Templo, do qual resta hoje apenas uma parede, conhecida em português como Muro das Lamentações e em todas as outras línguas, inclusive em hebraico, como Muro Ocidental. Foi uma viagem a Israel que inspirou o bispo Macedo a levantar um templo ainda maior, na Avenida Celso Garcia, em São Paulo.

O trabalho-sensação da 31ª Bienal é um filme de 22 minutos ao gosto hollywoodiano, cheio de efeitos, que preconiza a destruição do recém-inaugurado Templo de Salomão, do qual só restará um muro, onde fiéis depositarão seus bilhetinhos e turistas comprarão souvenires. Impossível não lembrar da história dos vendilhões do Templo, que enfureceram Jesus, como está no Novo Testamento. A salada de simbologias é grande.

O filme da artista israelense Yael Bartana começa com três helicópteros sobrevoando favelas, arranha-céus e o Centro de São Paulo, transportando pendurados nos ares uma grande menorá (o candelabro de sete velas, símbolo sagrado do judaísmo), uma arca (representando a arca que continha as tábuas com os Dez Mandamentos) e um bloco de pedra da Terra Santa (Israel), de onde Edir Macedo mandou vir pedras para o piso e as paredes de seu novo santuário, com quase 100 mil metros quadrados de área construída em terreno de 35 mil metros quadrados. Inclui moradias para os sacerdotes, escola, museu, escritórios e até um jardim de oliveiras e uma réplica do Tabernáculo de Moisés (templo portátil para os hebreus no deserto), para completar a evocação dos tempos bíblicos. No filme aparecem também o trânsito paulistano, viadutos, terminais de ônibus, skates e grafites, além de animais com guirlandas sendo levados ao sacrifício, jovens e crianças felizes, com ares de hippie, batas brancas, carregando cestos e portando adereços de cabeça ao estilo de Carmen Miranda. Aparece até mesmo a drag queen negra de olhos azuis Márcia Pantera, que puxa a coreografia que precede o desastre.

Se o Muro das Lamentações foi deixado para os judeus se lembrarem de que Roma derrotou a Judeia, se restou por promessa de Deus como símbolo da aliança perpétua com o povo judeu, ou se o futuro muro imaginado pela artista no Brás servirá para marcar uma futura perseguição contra os evangélicos ou se vai servir como novo símbolo da aliança de Deus com os fiéis, isso cada um decide e quem viver verá se a profecia vai ou não se cumprir. O trabalho foi comissionado pelo Pérez Art Museu Miami (PAMM), pela 19ª Bienal de Sydney e teve apoio de diversas outras organizações, incluindo o governo de Israel e o Sesc-SP. O filme foi concebido como parte de projeto de investigação iniciado pelos curadores Eyal Danon e Benjamin Seroussi, enfocando a relação dos novos movimentos religiosos surgidos na segunda metade do século 20 com o judaísmo e a ascensão de um fenômeno transreligioso.

*Visita guiada publicada originalmente na edição #20

Artigo anterior:
Próximo artigo:

Nota de esclarecimento: A Três Comércio de Publicações Ltda., empresa responsável pela comercialização das revistas da Três Editorial, informa aos seus consumidores que não realiza cobranças e que também não oferece o cancelamento do contrato de assinatura mediante o pagamento de qualquer valor, tampouco autoriza terceiros a fazê-lo. A empresa não se responsabiliza por tais mensagens e cobranças.