O preço da arte

Marion Strecker

Publicado em: 23/10/2013

Categoria: Especial Mercado de Arte, Mercado de Arte

Agentes do sistema da arte falam sobre o preço das obras, a reputação dos artistas e as coleções

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Legenda: Inserção em Circuitos Ideológicos, de Cildo Meireles, 2013

Um grande mistério para quem olha de fora é como se faz o preço da arte. E por que uma obra pode custar R$ 100 e outra US$ 17,5 milhões. A dimensão, o material usado ou a escassez de obras do artista interferem no preço, mas razões não explicam tudo: muitas compras são feitas por impulso. É mais barato comprar obras de jovens artistas (não necessariamente artistas jovens) do que de autores com carreira estabelecida.

Mais barato e mais arriscado, pois esse autor pode não seguir carreira ou não decolar. Uma pintura sobre tela costuma custar bem mais do que um trabalho em papel. Pinturas podem ser vendidas por metro linear, a partir de tabela. Quanto menor a tiragem de uma gravura ou escultura feita em série, maior o valor de cada cópia.

E, principalmente, quanto mais prestigiado o artista, maior o preço. Só que prestígio não é ciência exata. Até revistas como a seLecT são, mesmo sem querer, agentes que transformam o valor da arte. Alçar uma obra à capa de um livro, catálogo ou revista é algo visto como “legitimação” e pode influir no preço, independentemente das razões editoriais ou gráficas por trás da escolha.

A seLecT conversou com leiloeiros, marchands, artistas, curadores e outros profissionais da arte para tentar descobrir como são criados os valores das obras, a reputação dos artistas e as coleções. Acesse as entrevistas para saber o que eles pensam:

Danilo Santos de Miranda (Diretor Regional do Sesc SP)

Jac Leirner (Artista)

José Olympio Pereira (Colecionador)

Julia Sander (Colecionadora)

Xiclet (Artista e proprietária de espaço de exposição independente)

Aloisio Cravo (Leiloeiro)

Dado Castello Branco (Arquiteto e decorador)

Lisette Lagnado (Crítica e curadora)

Cleusa Garfinkel (Doadora)

Nota de esclarecimento A Três Comércio de Publicações Ltda. (EDITORA TRÊS) vem informar aos seus consumidores que não realiza cobranças por telefone e que também não oferece cancelamento do contrato de assinatura de revistas mediante o pagamento de qualquer valor. Tampouco autoriza terceiros a fazê-lo. A Editora Três é vítima e não se responsabiliza por tais mensagens e cobranças, informando aos seus clientes que todas as medidas cabíveis foram tomadas, inclusive criminais, para apuração das responsabilidades.