Obra ou objeto cotidiano?

A pergunta é levantada pelo curador Paulo Miyada e discutida por 10 artistas na mostra Tão Diferentes, Tão Atraentes, na Carbono Galeria

Da redação
Silvana (2017), de Tiago Mestre (Fotos: Gui Gomes)

Para a exposição Tão Diferentes, Tão Atraentes, na Carbono Galeria, o curador Paulo Miyada fez uma proposição a 10 artistas: pensar sobre como obras de arte podem ser confundidas com objetos, a partir de uma funcionalidade. O convite foi realizado tendo em vista pesquisas que relacionam a arte com a ação habitar. Diante dele, artistas como Ana Prata, Daniel Senise, Jac Leirner e Leda Catunda produziram trabalhos especialmente para a ocasião, que passaram a fazer parte do acervo da galeria.

A mostra exibe obras que se assemelham a objetos cotidianos e provoca discussão sobre o lugar expositivo de trabalhos artísticos. “A proposta em Tão Diferentes, Tão Atraentes é comissionar e apresentar obras de arte que são também objetos e que, como obras e como objetos, têm a expectativa de estar futuramente na casa de alguém (…)”, revela Miyada.

Desse modo, a mostra contesta a reclusão de trabalhos de arte expostos dentro de um ambiente doméstico. Mesmo que o conceito de casa apresente diferentes cenários, a privacidade inerente a uma residência submete obras ao enclausuramento. Penduradas na parede acima de um aparador ou decorando o centro da mesa de jantar, trata-se de um trabalho artístico ou de um objeto cotidiano?

Delito (2017), de Pedro França

 

Serviço
Tão Diferentes, Tão Atraentes
Carbono Galeria
Rua Joaquim Antunes, 59 – São Paulo
De 16/8 até 15/10
carbonogaleria.com.br

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