Olhos sobre BH

Número de instituições culturais, galerias de arte e artistas de Belo Horizonte mostram possibilidade de crescimento do mercado de arte na cidade

Da redação
1ª edição da ArteBH aconteceu entre 3 e 6/5 no Centro Cultural do Minas Tênis Clube (Foto: Daniel Mansur)

A PARTE Produções Culturais, responsável pela realização da feira de arte homônima em São Paulo, apostou este ano na cena cultural de Belo Horizonte como oportunidade de crescimento. Tamara Perlman, uma das sócias da empresa, explica que a jogada se baseia em indícios de que existe espaço para desenvolvimento no mercado mineiro. “Há um desequilíbrio no sistema de arte no Brasil, concentração do mercado em São Paulo, enquanto a produção e a difusão estão distribuídas pelo país”, diz Perlman à seLecT. “Vemos oportunidade de atuar em outras cidades onde o sistema de arte esteja estruturado, mas o mercado ainda tenha espaço para crescer”, completa.

Na capital mineira, existe a presença de ao menos quinze galerias de arte. A grande maioria está interessada em investir na cena cultural como um todo. A prova disso foi a criação do 10 Contemporâneo, que desde 2016 reúne dez galeristas da cidade para discutir maneiras de formar público e ampliar o mercado. O projeto teve como resultado a criação de um circuito. Com três edições já realizadas, os espaços sincronizam suas agendas, combinam uma data e realizam vernissages simultâneas.

Além disso, a cidade também abriga importantes instituições culturais focadas em artes visuais. Entre elas estão o Museu de Arte da Pampulha, o Palácio das Artes, o Centro Cultural Banco do Brasil e a Casa Fiat de Cultura. Ao redor da Praça da Liberdade, entre os bairros Funcionários e Savassi, formou-se também um circuito, dessa vez institucional. 15 Museus, centros culturais e centros de formação integram o Circuito Liberdade. Oito deles são equipamentos públicos sob a gestão do Estado, enquanto sete funcionam sob a gestão de parceiros.

O time de artistas mineiros também não fica para trás nesse cenário. Além de ter sido palco do barroco brasileiro, o Estado abrigou grandes nomes no final do século 20, como Amilcar de Castro (Paraisópolis), Amadeo Lorenzato (Belo Horizonte),  Lygia Clark (Belo Horizonte) e Guignard, que nasceu no Rio de Janeiro mas viveu e morreu em Belo Horizonte. Alguns representantes da arte contemporânea de Belo Horizonte são Eder Santos, Iole de Freitas, Lais Myrrha, Mabe Bethônico, Ricardo Homen e Rosângela Rennó.

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