Agenda Para Adiar o Fim do Mundo | Especial SP-Arte (5 a 12/4)

Agenda dedicada à feira paulistana reúne os destaques do evento e exposições paralelas

Da Redação

Publicado em: 05/04/2022

Categoria: Agenda, Destaque

DESTAQUES DA FEIRA
Edições seLecT
A revista está no estande ED12 lançando o seu número 53, #DESCOLONIZAR, além de apresentar edições de artista, o bookzine especial 10 anos #FLORESTA, que reúne os conteúdos das quatro edições digitais de 2021, e a série de múltiplos Receita de Arte. Com tiragem de 25 exemplares, assinados por Regina Silveira, Paulo Bruscky, Muntadas & Miralda, Carmela Gross, e Jorge Menna Barreto & Joelson Bugila, os múltiplos foram desenvolvidos para apoiar o jornalismo de arte de excelência da seLecT. No sábado, 9/4, das 16h às 18h, a revista promove Fogo Cruzado Live, mesa redonda com Aline Motta, Giselle Beiguelman, Paulo “Galo” Lima e mediação de Leandro Muniz, sobre a descolonização dos monumentos. No Teatro Ruth de Souza, Museu Afro Brasil, Parque Ibirapuera. Evento gratuito. Não perca! 

Blackmail (2015), de Paula Rego (Foto: Divulgação)

Almeida & Dale Galeria de Arte 
A galeria paulistana organiza seu estande na SP-Arte com o objetivo de evidenciar a constituição e relevância da produção artística atual, que abarca uma multiplicidade de linguagens e técnicas entre o moderno e o contemporâneo. Destaque para a obra arrebatadora da pintora portuguesa Paula Rego e os trabalhos de Rubem Valentim, artista baiano a que a galeria vem dedicando um projeto de internacionalização, restauro e difusão. Com esse objetivo, a mostra Ilê Funfun: Uma Homenagem ao Centenário de Rubem Valentim, com curadoria de Daniel Rangel, está em cartaz na A&D e apresenta 20 esculturas e 10 relevos doadas ao MAM-BA em 1997, e restauradas pela Almeida & Dale em 2022. Até 14/5.

Diva (nº 05) da série Diva (2021), de Juliana Notari (Foto: Divulgação)

Amparo 60
Na 18ª edição da feira, a galeria apresenta a exposição coletiva Corpus-Lócus, idealizada em conjunto com a curadora Heloísa Amaral Peixoto. O fio condutor para o projeto expositivo foi a compreensão do corpo enquanto possibilidade criativa, estética, política e social. “Corpus, palavra que vem do latim, remonta o significado de reunião, de um conjunto responsável pela morfologia do corpo. Lócus, por sua vez, é onde se posiciona o corpus único e singular”, detalha a curadora. Entre os artistas, estão Clara Moreira, Maré de Matos, José Patrício, Luiz Hermano, Marcelo Silveira, Paulo Bruscky, entre outros.

Série Comum Presença (2022), de Daniel Lie e Regina Dabdab (Foto: Camila Svenson/Divulgação)

Casa do Povo
Em parceria com o artista Daniel Lie, que foi residente da instituição com uma pesquisa sobre a relação entre as histórias do espaço e de seus habitantes, e a artista Regina Dabdab, o centro cultural do Bom Retiro apresenta projeto inédito nesta edição da feira. Lie selecionou fragmentos e rastros da Casa do Povo, que Dabdab transformou em amuletos ao combiná-los a materiais do seu acervo, como cristais, pérolas e metais preciosos, série intitulada Comum Presença. A verba arrecadada será revertida para a reforma do prédio, que completa 70 anos em 2022. Ainda nesta semana, chega às lojas a coleção de camisetas Destino Felizcidade, resultado de workshops de costura organizados pela Casa do Povo, Shoulder e Cooperativa Emprendedoras Sin Fronteras.

Videograms (1968), de Aldo Tambellini (Foto: Divulgação)

Casa Nova
A seleção de artistas é delineada por um recorte latino americano e geracional, reunindo obras que têm em comum o gesto e o fazer técnico. O estande apresenta pinturas de Bernardo Glogowski e Lina Kim, esculturas de Santiago Reyes Villaveces e Alexandre Brandão e fotografias de Aldo Tambellini.

Azuis Águas Ondas (No Blues) (2022), de Assume Vivid Astro Focus (AVAF) (Foto: Divulgação)

Casa Triângulo 
Com um programa reconhecido por revelar e consolidar a carreira de vários artistas, o estande da galeria reúne obras de Antônio Henrique Amaral, Ivan Grilo, Joana Vasconcelos, José Leonilson, Lucas Simões, Lyz Parayzo, Max Gómez Canle, O Bastardo, Paul Setúbal, entre outros. Destaque para Assume Vivid Astro Focus (AVAF), que confronta códigos culturais e questões de gênero por meio de diversas mídias, incluindo instalações, pintura, desenhos, escultura, entre outras, e, nesta edição da feira, apresenta a recém-gerada Azuis Águas Ondas (No Blues) (2022), pintura em acrílica e texturas sobre chapa de papelão corrugado.

Parixara e Tacuí (2008), de Carmézia Emiliano

Central Galeria
A apresentação para a SP-Arte 2022 é uma reflexão sobre memória, tradição popular e saberes ancestrais a partir das obras de Carmézia Emiliano, Dan Coopey, Mano Penalva e Nilda Neves. Carmézia (Maloca do Japó, RR, 1960) e Nilda (Botuporã, BA, 1961) são pintoras sem treinamento formal, ambas de ascendência indígena, que rememoram em suas telas as paisagens, costumes e histórias de seu entorno. Enquanto Carmézia emprega cores vibrantes para retratar danças e rituais da etnia macuxi, o trabalho de Nilda, bisneta de tupis-guaranis, é marcado pela oralidade e o bom humor, revelados em cenas curiosas de cangaceiros e personagens folclóricos. A artista baiana radicada em Minas Gerais também participa atualmente da exposição Modernismo Desde Aqui, no Paço das Artes, em curadoria de Claudinei Roberto da Silva que selecionou 68 obras de artistas modernos e contemporâneos, colocando para dialogar Tarsila do Amaral com Santídio Pereira, Lasar Segall com Taygoara Schiavinoto, e Ismael Nery com Nilda Neves, entre outras conversas inusitadas. A mostra do Paço das Artes fica em cartaz até 3/7.

Vitrine VII, para Lina Bo Bardi, da série Lost Landscape (2014), de Ana Maria Tavares (Foto: Divulgação)

Galleria Continua
A galeria italiana com filiais mundo afora chega à SP-Arte 2022 com obras de Ana Maria Tavares, André Komatsu, Jonathas de Andrade, Marcelo Cidade, além de artistas internacionais, como Ai WeiWei, Anish Kapoor, Leandro Erlich, Nikhil Chopra, Michelangelo Pistoletto, e muito mais. Para celebrar os 30 anos de trajetória, a Continua inaugurou, em 2020, novo espaço de projetos no icônico Estádio Municipal do Pacaembú, em São Paulo.

Keep the Ball Rolling (2000), de Judy Chicago (Foto: Divulgação)

Fortes D’Aloia & Gabriel
Keep the Ball Rolling (2000), de Judy Chicago, é uma pintura-bordado que retrata três pessoas abraçando o planeta Terra, envolvidas pelo título da obra que se repete como um letreiro em movimento. Os personagens são um trabalhador de calça jeans, camiseta e touca; um homem de bigode, cabelos compridos que representa o “latino”; e uma mulher negra de terno vermelho, batom e unhas idem. O bordado foi feito em colaboração com quatro artistas e reflete a diversidade de formas de vida no planeta. A obra é um dos destaques do estande, que também conta com trabalhos de Iran do Espírito Santo, Luiz Zerbini, Rivane Neuenschwander e Tiago Carneiro da Cunha. Lembrando que a mostra de Judy Chicago e Leda Catunda está em cartaz no Galpão da galeria, em São Paulo.

Eu Te Disse… (2016), de Flávio Cerqueira

Galeria Leme
Tiago Sant’Ana e Heloisa Hariadne são destaques do estande que apresenta produção de Jaime Lauriano, Flávio Cerqueira, Marcia de Moraes, entre outros. O artista baiano apresenta sua pesquisa em pintura, na qual retrata pessoas negras em repouso e cenas de intimidade. Nessa nova série, o enquadramento passa ser um pouco mais aberto e demonstra um estudo de luz mais detalhado. Já a artista paulista, apresenta pintura produzida durante residência na Bubblegum Gallery, onde produziu retratos íntimos nos quais repensa a ancestralidade e o resgate de saberes dos povos originários. Ainda, a galeria realiza o lançamento do livro Saboneteiras, de Ana Elisa Egreja, no dia 8/4, às 18h30, na Arena Iguatemi. O título reúne textos assinados por Ann Gallagher, Carola Saavedra e Jac Leirner e apresenta a série de trabalhos produzidos pela artista ao longo do período de isolamento. 

Sem título (1983), de José Leonilson (Foto: Divulgação)

Galeria Marilia Razuk
A galeria reúne trabalhos recentes dos artistas representados, como a pintura Sem Título (2022), de Alexandre Wagner; a escultura Borrão (2020), de Ana Dias Batista; a bandeira Banglã (2019), de Debora Bolsoni; pintura Sem Título (2022), de José Bechara, e a escultura Fantasma (2022), de Zé Carlos Garcia, para citar alguns, além de obras de nomes históricos, como Leonilson e Amílcar de Castro. Na galeria, está em cartaz a mostra Aulas de Outro Mundo, de Mabe Bethônico, com série de obras em que a artista mineira assume suportes pedagógicos como veículos para revisitar a história colonial, propondo uma reflexão sobre meios e discursos atuais. Até 21/5.

Habitar o Mundo (2021), de Pedro Carneiro (Foto: Divulgação)

Galeria Movimento
A pintura marca presença no recorte proposto pela galeria para a 18ª edição da SP-Arte, apresentando produções dos artistas Arthur Arnold, Hal Wildson, Jan Kaláb, Marcos Roberto, Mateu Velasco, Pedro Carneiro, Tinho e Viviane Teixeira. O projeto curatorial intenciona transportar o visitante para um espaço de criação de alternâncias em tempos complexos, como formas de expressão e possibilidades de mudança.

The Cloud – America del Sur (2018), de Leandro Erlich

Luciana Brito Galeria
Instalações do argentino Leandro Erlich e de Regina Silveira ocupam o espaço central do estande da galeria, em diálogo com obras do mexicano Bosco Sodi, do chileno Iván Navarro, e dos brasileiros Caio Reisewitz, Rafael Carneiro e Rochelle Costi, entre outros. A feira marca o anúncio de três novas representações: Fernando e Humberto Campana, Afonso Tostes e Jorge Pardo. The Cloud – America del Sur (2018), de Erlich, traz sua marca registrada, que é a proposição de um enigma. Uma nuvem é representada por meio da interposição de doze painéis de vidro transparente impressos com tinta cerâmica. O universo lúdico e de explicações frequentemente intangíveis do artista tem sido destaque país afora com a mostra A Tensão, em itinerância por unidades do Centro Cultural Banco do Brasil, que no momento pode ser visitada no CCBB de São Paulo.

Mesas Les Bambas MobíliaTempo (Foto: Divulgação)

MobiliaTempo
O tensionamento entre razão e natureza pontua as obras de Ricardo van Steen, Andre Paoliello, Artur Lescher e Rafael Espíndola, da MobíliaTempo: do bronze ao mármore, do cumaru à sucupira, da palha indiana ao aço. A participação da MobíliaTempo na SP-Arte 2022 traz vários lançamentos: De Paoliello, um set de banquetas Dina e a mesa Sorte, em bronze patinado com grafite, em parceria com Van Steen. Artur Lescher mostra sua luminária Aero e Ricardo Van Steen lança o par de mesas de aço Les Bambas, com tampo em mármore italiano. Outra novidade é a Madame B, irmã da poltrona Madame, que dá continuidade à parceria com a indústria de móveis America. Da linha Al Mare, Van Steen exibe Gata, uma mesa de um cavalete só produzida sob medida, e o recém-premiado Banco Raposo, vencedor da categoria Benches no Sit Furniture Design Awards na Suiça. Completam o set, nas paredes do estande, obras dos prestigiados artistas Larry Bell (um dos principais expoentes do movimento Pop na Inglaterra, cortesia da galeria ArtEEdições) e Caio Reisewitz, que apresenta uma instalação site specific em grandes dimensões (cortesia da Galeria Luciana Brito).

A Batalha do Todo Dia de Dona Severina, de Tejucupapo (2022), de Jonathas de Andrade (Foto: Divulgação)

Nara Roesler
Com foco em artistas brasileiros e latino-americanos, a galeria apresenta para esta edição da feira obras inéditas de Manoela de Medeiros, Bruno Dunley, Berna Reale e Jonathas de Andrade, artista recém representado pela galeria, além de trabalhos de Daniel Buren, Artur Lescher e Julio Le Parc. Ainda, realiza o lançamento de Abraham Palatnik: Encantamento/Experimentação, livro retrospectivo de peso da trajetória do artista e com organização do curador e crítico Luiz Camillo Osório. Não deixe de visitar as mostras em cartaz na galeria:  Voarei Com As Asas Que Os Urubus Me Deram, individual de André Griffo e Ao Que Vai Nascer: Isaac Julien, Elian Almeida, Virginia de Medeiros, que reúne obras de distintas séries dos três artistas.

Lançamentos SP-Arte (Foto: Ruy Teixeira/Divulgação)

,ovo
Em comemoração aos 30 anos do escritório de design, coordenado por Luciana Martins e Gerson de Oliveira, a poltrona Compasso, da linha Equador e da série de cadeiras Quadros, juntamente com as porcelanas, em colaboração com a ceramista Nydia Rocha, marcam o estande na SP-Arte.

Recinto Azulado das Cobras (2019), de Alice Lara

Referência Galeria de Arte
Depois de um hiato de dois anos, a galeria brasiliense desembarca na SP-Arte trazendo obras de 24 dos artistas que representa, com destaque para obras inéditas de Alice Lara, Christus Nóbrega, Clarice Gonçalves, David Almeida, Gê Orthof, João Angelini, Pedro Gandra, e Rogério Ghomes. A galerista Onice Moraes ressalta a importância de reunir a produção de artistas estreantes em feiras, como é o caso de Léo Tavares, ao lado de Lara Gonçalves e do veterano Carlos Vergara. “A Referência privilegia a presença de artistas do Centro-Oeste ao lado de artistas de diferentes regiões, isso norteia o nosso trabalho há quase três décadas”, afirma.

Não É nada disso Que Você Está Pensando, da série Espelhos Pensantes (1990-2021), de Rosângela Rennó

Vermelho
A série Espelhos Pensantes, de Rosângela Rennó, recém-exposta na retrospectiva da artista na Estação Pinacoteca, é feita com inscrições de textos curtos sobre espelhos circulares, uns planos, outros curvos, convidando a uma dupla reflexão, a do espelho em que o observador se vê refletido e a do texto, que gera uma dúvida ou divagação. A série também lida com os paradigmas da captura da imagem por lentes de câmeras fotográficas de diferentes distâncias focais e ângulos de visão, assim como as frases se relacionam com as possibilidades de captação do real pela fotografia. Obras de Rennó integram o estande da Vermelho, ao lado de trabalhos de Ana Amorim, André Vargas (ambos com mostra individual atualmente na galeria), Fabio Morais, Dora Longo Bahia, entre outros.

Afasta Nefasta (2022), de Yuli Yamagata (Foto: Divulgação)

Solar dos Abacaxis
Em estreia na feira, a instituição apresenta o projeto LEVANTE, uma parceria com o Instituto Marielle Franco. Em prol de uma luta coletiva, pela memória, direitos, cultura e justiça, o estande reúne obras de artistas convidadas que consolidam em suas trajetórias perspectivas feminista nas práticas artísticas, politicas e sociais, como Aretha Sadick, Beatriz Milhazes, Caroline Valansi, Diambe, Erica Malunguinho, Guga Szabzon, Hariel Revignet, Janaina Tschape, Laura Lima, Linga Acácio, Maria Lira Marques, Maria Macêdo, Maria Palmeiro, Mariana de Matos, Rebeca Carapiá, Renata Felinto, Sara Ramo e Yuli Yamagata.

Obras de Michel Cena7 (Foto: Felipe Perazzolo/Divulgação)

OMA
Com um espaço recém-inaugurado nos Jardins, na feira a galeria aposta em juntar artistas com trajetória longa, como Andrey Rossi, Bruno Novaes e Giovani Caramello, a artistas cujas carreiras estão em fase de consolidação, como Isis Gasparini e Michel Cena7, que começou a ser representado pela galeria no início deste ano e é um dos destaques do estande. Em cartaz na galeria, a individual de Rossi, intitulada Intervalos para um Fim, é desdobramento da exposição que realizou em 2021 em Nova York, com parte das obras que foram expostas na Slag Gallery somadas a novas pinturas e desenhos. O artista apresenta telas que retratam ambientes em ruínas, com paredes manchadas e rachadas, esquadrias enferrujadas e outros sinais de abandono.

Da série Reconhecimento de Padrões/ Outras Naturezas, Opus 03 (2022), de Fernando Velázquez

Zipper
Na edição da SP-Arte que tende a se tornar o marco da comercialização de NFTs de arte, merece atenção redobrada a pesquisa de Fernando Velázquez, artista multimídia conhecido pela criação de imagens geradas com recursos algorítmicos, colocando em evidência as capacidades perceptivas do corpo humano e a mediação da realidade por dispositivos técnicos. Suas obras podem ser vistas no estande da Zipper, que também apresenta trabalhos de Flávia Junqueira, Rodrigo Braga, Fábio Baroli, Monica Piloni, Camille Kachani e André Penteado, entre outros. Na galeria, acabam de ser inauguradas duas exposições: Intersecção, de Hildebrando de Castro, e Só Os Cria…, de Igor Nunes.

Série Astronautas (1966) e Sem Título (1972), de Tereza Nazar (Foto: Divulgação)

EVENTOS PARALELOS
Cenários em Movimento, na Galeria Berenice Arvani
Com curadoria de Celso Fioravante, a exposição coletiva tem como pano de fundo as décadas de 1960 e 1970. “Enquanto o homem dava seus primeiros passos em direção à Lua, Caetano Veloso cantava É Proibido Proibir, e a guerra ainda era fria, os artistas buscavam explorar novos territórios”, escreve Fioravante no texto de apresentação. O curador defende que os artistas brasileiros trocaram pincéis e cinzéis por tesouras, martelos, agulhas e espátulas, passando a usar resina, aço laminado, tecidos, tachinhas, espelhos e plástico em obras disruptivas à tradição, “Colagens, tapeçarias, assemblages, fotografias e silkscreen foram algumas das táticas usadas na criação de um novo imaginário. Com as conquistas do Concretismo e do Neoconcretismo já consolidadas, os artistas brasileiros perceberam que tinham um plano, mas que o espaço era redondo e trataram então de conquistá-lo”, conclui. Em cartaz até 6/5.

Kanagawa (1967), da série Um Caçador, de Daido Moriyama (Foto: Daido Moriyama Photo Foundation/Divulgação)

Daido Moriyama: Uma Retrospectiva
A partir de sábado, 9/4, São Paulo recebe a primeira grande retrospectiva latino-americana do fotógrafo japonês que, inspirado em Andy Warhol, William Klein e Jack Kerouac, revolucionou a forma de olhar o mundo com suas imagens densas e granuladas. A mostra atravessa diferentes momentos de sua carreira, desde o interesse pela ocupação americana e pelo teatro experimental dos anos 1960 até o período autorreflexivo dos anos 1980 e 1990, passando pela documentação intensa de cidades e a reinvenção de seu próprio arquivo. Ocupando dois andares do instituto, a curadoria de Thyago Nogueira reúne mais de 200 obras e diversas publicações. No IMS Paulista. Entrada gratuita.

(Foto: Divulgação)

I Ciclo Expositivo de 2022, na Casa de Cultura do Parque 
A coletiva Setas e Turmalinas, em parceria com o espaço de arte Aurora, conta com mais de 70 obras de arte contemporânea, de nomes como Francesco Clemente, Laís Amaral, Louise Bourgeois, Sofia Borges, Sonia Gomes, Tunga e Yuli Yamagata. A mostra integra o primeiro circuito de expos de 2022 da Casa do Parque, que inaugura concomitantemente Água na Boca, com trabalhos recentes de Roberta Tassinari, e Les Moles/Casa do Parque, com uma serigrafia feita na parede por Pierre Lauwers.

Isolamento Eduardo | Plate SF DJI 0278 (2020), de Claudio Edinger (Cortesia do artista)

Quarentena e Machina Mundi, de Claudio Edinger
Uma das mais contundentes sínteses da experiência de isolamento durante o primeiro ano da pandemia de Covid-19, a série de retratos que Claudio Edinger realizou utilizando drones em 2020 já foi um perfil famoso de Instagram, virou livro e agora ganha as paredes da Galeria Lume, ao lado de série do mesmo ano, composta de fotografias de paisagem que o artista se sentiu compelido a realizar com seu olho aéreo acoplado ao drone.  As séries são acompanhadas, respectivamente, de textos curatoriais por Marcello Dantas e Daniela Bousso. Em paralelo na Lume, Nazareno apresenta a exposição Sempre Tem Alguém em Casa, com curadoria de Carolina Ralston.

Swing, de Verônica Cordeiro (Foto: Divulgação)

Veronica Cordeiro no Estúdio 503
A artista, curadora, empreendedora da sustentabilidade e escritora brasileira radicada em Montevidéu apresenta dois projetos independentes dedicados ao desenvolvimento social e econômico e ao crescimento pessoal por meio da arte. Swing apoia técnicas de tecelagem ancestrais que estão se tornando obsoletas por meio de design inovador, agregando valor ao artesanato local, visibilidade internacional e, assim, empoderando as comunidades tradicionais. Procesual oferece oficinas de processos criativos de um ano para artistas e fotógrafos que compartilham a preocupação com os aspectos sociais e econômicos da realidade uruguaia e latino-americana. Cordeiro participa de roda de conversa nesta quinta, 7/4, às 15h, na Semana de Arte & Design promovida pelo Estúdio 503, com curadoria de Paola Müller e Refúgio Design.

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