Parque Lage quer Queermuseu

A EAV, que é ligada ao Governo do Estado, quer aproveitar a oportunidade para debater a diversidade de gêneros

Márion Strecker
Fabio Szwarcwald, diretor da Escola de Artes Visuais do Parque Lage (EAV) (Foto: Daniela Dacorso)

O diretor da Escola de Artes Visuais do Parque Lage, Fabio Szwarcwald, gostaria de levar ao Rio de Janeiro a exposição Queermuseu: Cartografias da Diferença na Arte Brasileira. Curada por Gaudêncio Fidélis, a mostra ficou em cartaz por curto período no Santander Cultural em Porto Alegre, até sofrer protestos e ser fechada. O banco considerou que “algumas obras desrespeitam símbolos, crenças e pessoas”.

No Rio de Janeiro, o Museu de Arte do Rio (MAR) também havia manifestado interesse em abrir a exposição e ontem obteve parecer favorável do seu conselho, mas hoje a organização social que administra o museu, que é ligado à Prefeitura, sucumbiu à determinação do prefeito Marcelo Crivella, bispo licenciado da Igreja Universal do Reino de Deus, de não realizar a mostra.

A EAV Parque Lage pretende abrigar a exposição Queermuseu?
Fabio Szwarcwald – O interesse é grande. Como a gente é uma escola de arte livre que discute esse tema há muito tempo, faz todo sentido a gente dar oportunidade das pessoas no Rio verem essa exposição, assim como criar também um fórum de debate para discutir esse tema. Precisamos aproveitar esse momento para pensar sobre diversidade de gêneros, que está em todo lugar.

Algum passo foi tomado para ter a exposição no Parque Lage?
Fabio Szwarcwald – Primeiramente falei que tenho interesse de fazer, falei com o secretário de cultura, que tem o mesmo interesse. Agora temos de pensar como vamos nos articular com os produtores que fizeram a exposição. A exposição lá em Porto Alegre contou com 270 trabalhos. Aqui a gente não tem o espaço físico que possa comportar 270 trabalhos. A ideia é eventualmente fazer uma exposição menor. Ainda não tive tempo de ver como a gente vai conseguir viabilizar isso, mas quero fazer.

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