Phosphorus e Sé abrem individuais de Gustavo Ferro e Arnaldo de Melo

Exposições inauguram no próximo dia 21 de fevereiro, às 12h, em São Paulo

Publicado em: 15/02/2016

Categoria: Agenda

Círculos, de Arnaldo de Melo (Foto: Divulgação)

O antigo prédio da Rua Roberto Simonsen, nº 108, no centro histórico de São Paulo, abrigará a partir do dia 21 de fevereiro, às 12h, as exposições individuais simultâneas Círculos Urbanos, de Arnaldo de Melo e Ground Control, de Gustavo Ferro. Disposta no primeiro andar da casa, Círculos Urbanos ocupará três salas do Phosphorus. Já Ground Control, mostra que está sob a chancela da , abrirá na sala do segundo piso. Idealizados por Maria Montero, os projetos Phosphorus e Sé dividem cerca de mil metros quadrados no prédio histórico, no centro da cidade.

Vencedor do edital ProAC 15/2015 em Artes Visuais, que previu uma residência artística no Phosphorus, Arnaldo de Melo retoma, com o projeto Círculos Urbanos, sua trajetória nas artes plásticas, após longo intervalo no qual se dedicou à conclusão da graduação e do doutorado em arquitetura. Com acompanhamento curatorial e texto de catálogo de Nelson Brissac, Arnaldo optou pelo círculo como elemento estruturador de seus trabalhos, representado na sala principal da exposição por seis telas de grandes dimensões e uma escultura formada por três peças em cobre. “Aqui, porém, trata-se de vitórias-régias, que Arnaldo elege como paradoxal (a planta é nomeada em homenagem à rainha da Inglaterra) figura de seu reatamento com a paisagem brasileira. Elas aparecem, no entanto, abstraídas de toda referência ao contexto natural ou mesmo de parâmetros espaciais. São apenas circunferências coloridas, sem fundo, por vezes inacabadas, que preenchem todo o quadro. Manchas, em geral nas cores amarelo e marrom das vitórias-régias, mas também azuis, tomam parcialmente a superfície das telas”, escreve Nelson Brissac, no catálogo da exposição.

Outra abordagem deste projeto está na série de fotografias, mostradas no corredor da casa, com os registros de intervenções do artista no entorno imediato do Phosphorus. “A relação entre as Vitórias-Régias e as instalações feitas com círculos, perfaz um paralelo entre o trabalho de ateliê e a prática artística nos ambientes abertos, em meio à paisagem, dialogando com a plasticidade desses lugares”, diz Arnaldo.

Multiverso, de Gustavo Ferro (Foto: Divulgação)

Multiverso, de Gustavo Ferro (Foto: Divulgação)

Já Gustavo Ferro traz para a Sé a série Multiverso – composta por obras em papel com características hibridas entre o desenho e a gravura. Feitas com pastel, o artista cria camadas a partir da transferência e sobreposição dos desenhos, produzidos a partir de fotografias de mobiliários urbanos. Além de desenhos – criados nos últimos meses de 2015 em um ateliê temporário montado na Sé – a mostra também apresenta o vídeo Sem Título (bus) concebido por Gustavo durante a residência Sítio Específico no espaço No Lugar em Quito (Equador), 2015, assim como uma escultura feita a partir da distorção de uma barreira de contenção.

Ground Control apresenta desdobramentos de vários trabalhos anteriores do artista e suas derivas no entorno urbano: “Como instrumento crítico para pensar o papel desses elementos de controle que balizam nosso comportamento cotidianamente, o artista apresenta novas disposições de experiências comumente conhecidas,” observa Germano Dushá, curador da exposição. Essa é a primeira exposição individual de Gustavo Ferro na Sé, que desde sua abertura, em 2014, passou a representá-lo.

Serviço
Phosphorus – Círculos Urbanos, de Arnaldo de Melo
De 21 de fevereiro a 19 de março

Sé – Ground Control, de Gustavo Ferro
De 21 de fevereiro a 30 de abril

Terças, quartas, quintas e sextas – das 11 às 19h; sábados – das 12 às 17h
Rua Roberto Simonsen 108, Sé – São Paulo
Tel. (11) 3107 7047

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