Poética do erro: O legado explosivo de Nilson Primitivo

Mostras em São Paulo e no Rio dão início a uma série de homenagens ao diretor de cinema, que morreu no dia 7 de setembro

Leandro Melito

Publicado em: 05/10/2022

Categoria: Da Hora, Destaque, Ensaio, seLecTV, Vídeo de Artista

Girando a manivela da Bolex 16mm. Filmando à noite com a iluminação da lanterna de um carro no bairro da Liberdade, em São Paulo, ou de dia, enquanto tomava cerveja na praça Roosevelt aos sábados. Falando alto e rindo, mais alto ainda. Puto, xingando pra caralho. Discotecando e fazendo projeções no antigo Sarajevo. Andando de um lado pro outro enquanto falava sem parar e olhava os livros no antigo sebo Arquipélago, no bairro da Liberdade.

Essas são algumas imagens que tenho na memória do cometa Nilson Primitivo, que completou sua trajetória no dia 7 de setembro. Estava com 55 anos e sofreu uma parada cardíaca, decorrência de uma embolia pulmonar, depois de dar entrada em uma unidade de pronto atendimento (UPA) por causa de uma trombose venosa.

Nilson Primitivo, em 2014, durante a produção de Coffin Joe Born Again. Foto: Acervo Marcelo Colaiácovo

Cineasta independente, Nilsão, que nasceu Nilson Gonzales, desenvolveu um estilo cinematográfico próprio, atualizando o cinema marginal da década de 1970, junto a referências ao cinema underground estadunidense, mas indo além: seus filmes apontam para o futuro.

Poética do caos, elogio à fragmentação, (anti)epopéia do submundo, colagem frenética de vida, caos sonoro, explosão de referências, luzes e cores estouradas. Câmera dançante, sequência de corpos, improvisação de estados de tesão e loucura. “Naturalista, realista, surrealista? Não tem como enquadrar. É dentro do cinema underground marginal, mas vai além. Ele não se enquadra muito em estilo”, aponta a atriz Luciana Borghi.

  • A atriz Luciana Borghi em sequência do filme Craque do Futuro (2005), de Primitivo. Fotos: Reprodução
  • A atriz Luciana Borghi em sequência do filme Craque do Futuro (2005), de Primitivo. Fotos: Reprodução
  • A atriz Luciana Borghi em sequência do filme Craque do Futuro (2005), de Primitivo. Fotos: Reprodução

 

“Ele tinha um jeito de raciocinar muito próprio, muito autêntico. Os filmes dele são resultado dessa expressão espontânea. Sempre foi essa figura muito forte e sempre será uma referência para gente muito grande, muito grande mesmo”, diz o ator e produtor Paulo Tiefenthaler.

“Era um cara notável, vai fazer uma falta imensa. A capacidade dele de conseguir prever os próximos movimentos do psychedelic underground, digamos assim, como antena, vai fazer muita falta”, afirma Marcus Salgado, músico e professor de literatura brasileira da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

GIGANTE GENTIL
Um sujeito forte, com 1,87m de altura, repleto de tatuagens, boa parte feitas por ele mesmo, com estilete e caneta Bic. “Parecia aquele monstrão, mas não era”, ressalta a irmã, Vanessa Gonzales. “Era essa figura, todo rústico, casca grossa e, ao mesmo tempo, super carinhoso com crianças”, descreve Marcelo Colaiácovo. “Era o gigante gentil, só assustava quem não conhecia”, resume o artista plástico e músico Cabelo Cobra Coral. “Sempre foi um gigante, pelo tamanho, pelo sorriso ou pelas ideias. Exagerado em tudo. Era muito amor, às vezes muita raiva. Mas sempre muito doce, era só buscar, que a criança estava ali, o tempo inteiro”, diz a irmã.

Nilsão carregava no antebraço esquerdo uma boa definição de si mesmo: SONHADOR, em caixa alta, com traços fortes. Tatuagem que ele depois retocou, para adicionar um erro. Um sonhador com a ortografia errada, que compartilhou esse processo onírico singular por meio de seus filmes, em que o erro é sempre incorporado e adiciona camadas de sentido.

“Eu fico muito à vontade pra falar do meu trabalho, porque não foi uma coisa que eu tentei fazer, entende? Tipo assim, não tentei ficar com aquele colorido ali, foi tudo erro mesmo, eu só assumo todos os erros e tento ficar aberto pra tudo”, contou-me em uma entrevista em 2007, recém-chegado em São Paulo. Estava com 40 anos e uma bagagem de 11 curtas-metragens autorais em 16mm, em que desenvolveu seu estilo próprio de direção: filmagens com muita improvisação, colagens sonoras, uso de negativos vencidos e revelação caseira. Ele fazia todo o processo. “Sou um polo cinematográfico ambulante, cara.”

Impactado com sua figura singular, fui arrebatado por seus filmes após uma retrospectiva na Cinemateca Brasileira, naquele ano. Propus uma entrevista e acompanhei sua atividade naquele período. Escrevi um perfil sobre o Nilsão, publicado em 2009, na revista Figas. (http://www.editorafigas.com.br/revista/2022/09/13/tiroteio-audiovisual/)

Nascido na cidade de Santos (SP), Primitivo mudou-se para o Rio de Janeiro ainda na infância. Começou a fazer filmes nos anos 1990, curtas-metragens em VHS. Consolidou sua identidade como diretor filmando em 16mm, fase iniciada com o curta Mais Velho (2000). Com relutância, aderiu ao formato 35mm por influência de Marcelo Colaiácovo, com quem dirigiu dois longas-metragens e uma série de curtas, exibidos em 2018 na mostra Dois Monstros, na Cinemateca do Museu de Arte Moderna (MAM). Atualizou suas colagens audiovisuais também para o formato digital, marca de sua produção mais recente de clipes musicais. Ao final deste texto, apresentamos dois vídeos da última fase de Primitivo, um deles ainda inédito, finalizado uma semana antes de sua passagem.

Nilson Primitivo como ator em Idade da Pedra (2002)

UMA SARAIVADA DE FILMES

Em homenagem a Nilson Primitivo, estão sendo preparadas mostras de filmes e a produção de uma série documental. O movimento em torno de sua memória teve início após o velório, no Cemitério do Caju, que reuniu pessoas das mais diversas áreas: cinema, música, artes plásticas, poesia e teatro. “Ele não se limitava a nenhuma área. Transitava bem, sempre dialogando, era uma coisa envolvente, essa capacidade de aglomerar as pessoas, fazer as pessoas se conectarem”, conta Luciana Borghi.

O ciclo em sua homenagem tem início na sexta-feira, 14/10, no Cine Belas Artes, em São Paulo, e no sábado, 15/10, na Cinemateca do MAM Rio, ambas com foco em suas produções de curtas e longas-metragens em 16 e 35mm. “Manter essa experiência cinematográfica viva é uma forma de homenageá-lo, de mante-lo vivo. Mas nada substitui o Nilsão. Nenhum filme que ele tenha feito, por melhor que seja, vai ser tão bom quanto o Nilson ao vivo e em cores”, ressalta Remier Lion.

“A gente quer mostrar o Nilsão para o mundo”, diz Marcelo Colaiácovo. “Quem não conheceu, vai conhecer o trabalho dele”, diz Borghi sobre a coleta de depoimentos para uma série documental sobre Primitivo. Outras mostras estão sendo organizadas para abranger outras fases de sua obra, como as produções em VHS e os clipes musicais, que incluem trabalhos para a banda Los Hermanos e, no período mais recente, dão mostras da cena musical underground com produções para artistas como Botika, Cabelo Cobra Coral e Marcus Salgado.

O CINEMA QUE DANÇA
A música sempre esteve presente na vida e no trabalho de Primitivo, pesquisador musical com a antena ligada, uma relação que vem de infância, por influência do avô espanhol, Abdon Gomes de Castro. Cego ainda jovem, Castro era muito ligado à música, poesia, fotografia e pintura. “Os dois eram muito agarrados um ao outro, ouvindo música clássica o dia inteiro na casa da minha avó”, lembra Vanessa Gonzales. Enquanto as músicas tocavam, o avô explicava cada um dos instrumentos. “Isso é um oboé, isso aqui é um baixo, um contrabaixo”, dizia. “A gente sabia desde cedo identificar os instrumentos dentro de uma orquestra. Enquanto a gente brincava, ele ficava falando de música”, conta a irmã.

Uma semana antes de sua passagem, Nilson Primitivo concluiu seu último vídeo, um clipe feito para a faixa Gongora’s Coil do projeto musical Ôe, de Marcus Salgado, uma peça para sintetizador, tchelo e fagote.

“Fazia anos que a gente tinha essa coisa no horizonte de estabelecer uma parceria criativa, mas ela não tinha se consumado”, conta Salgado, que enviou a faixa para Primitivo no dia 29 de agosto e recebeu em troca o vídeo, no dia 31, enviado por e-mail à 1h da manhã. “A maneira com que ele lidou com toda a informação sonora que estava ali, buscando equivalências e analogias no campo visual, com a sobreposição das imagens, o impacto desse trabalho foi enorme.”

LADAINHA DO MORTO

Com dezessete facadas / na feira de Canabrava / Amaro Sampaio Mello /

morreu por mim. / Com uma bala na testa / no Engenho de Canamansa /

Francisco Bezerra Lima / morreu por mim.

Os versos do poema Ladainha do Morto, de Gerardo Mello Mourão, foram entoados na cadência de um rap pelo artista plástico e performer Cabelo Cobra Coral durante o velório no Cemitério do Caju. O gesto foi uma retribuição pelo presente que recebeu de Primitivo no dia 3 de julho, ao meio dia: um clipe para aquela música, que o tocou em particular.

 

“Essa música, pra mim, é muito difícil, mermão, além de ela ser a coisa mais linda que já vi na minha vida, (e é para mim), tem um significado histórico foda. Me lembro dos meus primo bandido que morreram (foram 6)”, escreveu Nilsão em minúsculas no e-mail encaminhado com o vídeo no dia 3 de julho. Na colagem audiovisual, processo caótico que lida com o aleatório, a citação da Rua Bento Lisboa na letra casou com a imagem daquela rua. “Porra, tinha que ser isso mesmo”, disse para Cabelo.

“Fiquei muito comovido, surpreso e feliz, porque traduz muito o clima da música. Foi uma conjunção a parceria com Gerardo de Melo Mourão, formando uma falange. Foi uma surpresa, um presente muito lindo dele, não imaginava que ele partiria tão cedo”, diz o artista.

PARA A ETERNIDADE, COM O BIGODE PRATEADO
Durante a despedida, Luciana Borghi e outras amigas perceberam que Primitivo estava sem uma das suas marcas mais fortes: o bigode característico. Foi então que resolveram maquiá-lo, com a anuência da irmã e o auxílio de um delineador prateado. “Eu falei ‘não, ele tem que ir de bigode’, era o grande lance, era o bigodão”. O bigode cor de prata mudou o clima de pesar que pairava, e uma caixa de som começou a tocar as músicas de seu repertório, algumas presentes em seus filmes, todas em sua vida e na de muitas daquelas pessoas que ali estavam. “O Nilsão deve ter ficado feliz, porque foi tudo o que ele é: descontraído, anárquico. Foi tudo assim, foi mágico”, descreve Colaiácovo. “Tinha um lugar de dor óbvio, de luto, mas um lugar de transcendência, de alegria ali que é típico de quem está indo tranquilo”, conta Borghi.

Nilsão passou o último período de sua vida no Rio de Janeiro, mas sempre transitou entre o Rio e São Paulo. Não costumava se despedir, simplesmente desaparecia. “Parece que, além de tudo, ele tinha o dom da ubiquidade. Ele estava em vários lugares ao mesmo tempo, já estava preparado para a eternidade”, diz Marcus Salgado.

  • Frame de Dez pro Inferno (2005). Foto: Reprodução
  • Sequência de Dez pro Inferno (2005). Foto: Reprodução

 

ESTÉTICA PRIMITIVA
O trabalho de Primitivo com o cinema começou na década de 1990 com a produtora Moby Dick, em sociedade com os amigos Léo Duarte e Bernardo Brik que compraram uma ilha de edição em VHS. Os filmes eram produções coletivas, onde todos se revezavam nas funções de atuação e direção, em vídeo ou Super 8. As cenas eram filmadas com câmeras emprestadas. “Não tinha roteiro, a gente ia filmando e depois sentava na ilha e editava”, lembra Léo Duarte.

Duarte conheceu Primitivo na Faculdade de Jornalismo Hélio Alonso (Facha). “Era um cara que sempre trazia muitas referências de cinema marginal, de música e literatura e me influenciou bastante”, diz. Em torno do núcleo da produtora, formou-se um coletivo de audiovisual com pessoas que estudavam teatro no Parque Lage e moravam em diferentes lugares do Rio de Janeiro. Desse período, se destaca o curta A Mulher Molhada (1996) que se tornou um clássico do underground carioca.

“Foi uma época muito rica para todo mundo, de descobertas. Fiz umas colagens ali e deu mais ou menos certo, comecei a pegar tesão pela parada e aí não saí mais”, me contou Primitivo sobre aquele período. Seu apartamento, no Baixo Gávea, se tornou um ponto de encontro, ideias, música, festas e cinema.

  • Sequência da abertura do curta Mais Velho (2001), em que Primitivo desenvolve sua linguagem em 16mm. Fotos: Reprodução
  • Sequência da abertura do curta Mais Velho (2001), em que Primitivo desenvolve sua linguagem em 16mm. Fotos: Reprodução
  • Sequência da abertura do curta Mais Velho (2001), em que Primitivo desenvolve sua linguagem em 16mm. Fotos: Reprodução

 

A fase seguinte, que se tornou a mais característica de sua obra, começa quando Daniel Zarvos apresentou a Primitivo a Bolex 16mm de seu avô, câmera que havia sido usada na Segunda Guerra Mundial. Com esse equipamento, ele fez o curta-metragem Mais Velho (2001), em que faz a caricatura de um bandido real que assombrou, desarmado, pontos do Jogo do Bicho, no Rio de Janeiro, na década de 80. “É a estória que eu vim contar, o filme mais importante. O resto, acho que foi só pelas putadas que fizeram comigo por causa dele. Não topo sacanagem”, disse em uma entrevista para Os Curtos Filmes, em 2008. http://oscurtosfilmes.blogspot.com/2008/10/nilson-primitivo.html

Na época que rodou Mais Velho, em 1999, o cineasta abrigava em seu apartamento uma ilustre figura do underground carioca: o fotógrafo Dida, companheiro de noitadas. Foi com Dida que ele aprendeu a revelar os negativos, processo que passou a fazer à sua maneira. “Eu sempre arrumei os negativos todos de ponta, que é uma coisa que sobra de produtora mesmo, negativo velho, e a gente mesmo revela de caseira, pra sair mais barato”.

A atriz Melissa Mel foi convidada para o filme seguinte Exu do Amor (2001) sobre uma mulher que desafia a alta cúpula militar durante a ditadura, é assassinada e vira entidade. Eles se apaixonaram durante aquela filmagem, casaram e viveram juntos por quatro anos. “Ele pegava os restos dos rolinhos e ia emendando. Então ficava cada um de uma cor, juntava, emendava o preto e branco no colorido e colocava no congelador”, conta Mel sobre as rondas pelas produtoras cariocas em busca de negativos.

Carol Castro, em cena de Idade da Pedra (2002). Foto: Reprodução

Primitivo também realizou trabalhos com a banda Los Hermanos, como o clipe da música Sentimental (2002). Os integrantes da banda frequentavam o apartamento da Gávea para ouvir os discos raros da coleção de LPs de Primitivo. Rodrigo Amarante, o mais assíduo, figura em diversos de seus filmes, como ator e também dublando vozes. Mel também atuou em diversos filmes dessa fase. “Não tinha roteiro, a gente ouvia o que ele queria, levava os adereços, figurinos e ele ia te montando”, lembra.

Rodrigo Amarante, em cena de Idade da Pedra (2002). Foto: reprodução

Primitivo definia algumas linhas gerais antes da filmagem, mas sempre deixava espaço para improvisação. Durante as filmagens de Tesão em Saquarema (2001), quando rodava com a equipe, de carro, em pesquisa de locação, Nilson parou dois entregadores de pizza, pediu pra usar as motos e rodou a cena. “É take um, não tem dois. Estava escurecendo, liga o farol e filma do jeito que tinha que filmar, o que sair é o filme. Isso virou um método, e ele começou a dominar esse método”, conta Tiefenthaler.

  • Zé do Caixão e sequência do filme Coração das Trevas (2017), de Nilson Primitivo. Fotos: Reprodução
  • Zé do Caixão e sequência do filme Coração das Trevas (2017), de Nilson Primitivo. Fotos: Reprodução
  • Zé do Caixão e sequência do filme Coração das Trevas (2017), de Nilson Primitivo. Fotos: Reprodução
  • Zé do Caixão e sequência do filme Coração das Trevas (2017), de Nilson Primitivo. Fotos: Reprodução

 

TERRA DA GAROA
Nilsão se mudou para São Paulo em 2006 e foi morar na região da Boca do Lixo, que ficou conhecida pela produção de autores do cinema marginal da década de 70, que admirava: José Mojica Marins, o Zé do Caixão, Zé Adalto Cardoso e Ozualdo Candeias. Nas filmagens de Encarnação do Demônio (2008), último filme de Mojica, enquadrou os bastidores da sua produção em 16mm e ainda fez uma ponta como zumbi. O material filmado acompanha os extras do DVD de Mojica. Ali nasceu a parceria com Marcelo Colaiácovo. Eles ficaram amigos no set e, quando o ator Jece Valadão faleceu, Primitivo convidou-o a filmar o velório.

Colaiácovo atuou em alguns curtas dirigidos pelo cineasta, em 16mm. Em 2011, assinaram juntos o documentário Baba da Boca (2011-2017), com depoimentos dos diretores da Boca do Lixo paulistana, com negativos vencidos que ganhou de Mojica. Foi seu primeiro trabalho em 35mm. “Foi uma pilha que eu botei no Nilsão, porque ele só fazia 16 mm e falava: ‘Ah, 35 é maior gastação de químico’”, diz Colaiácovo.

Cartaz do longa-metragem Pé de Veludo” (2018), de Marcelo Colaiácovo e Nilson Primitivo. Foto: Acervo Marcelo Colaiácovo

A parceria vingou e gerou, também em 35mm, o longa Pé de Veludo (2018), cinebiografia de um bandido lendário que atuou em Marília durante a década de 1960. Com sua estética característica – ruídos, colagens sonoras e referências ao cinema marginal – o filme foi exibido no 13º Festival de Ouro Preto. Nas latas de negativos usados para Pé de Veludo, um achado: material inédito de Mojica, ainda não revelado. Como a película estava velha e danificada (tinha quase 30 anos), nenhum laboratório topou revelar, mas os dois assumiram o risco. “Vamos revelar essa porra, então, e se a gente perder o material, der merda na revelação, foda-se, ninguém sabe que existe mesmo isso, só a gente que vai ficar triste”, disse Primitivo.

O material foi lançado como Coffin Joe Born Again, ganhou os prêmios de Melhor Filme e Melhor Direção, no Festival de Horror House Core, no Texas, e sua versão extendida, Heart of Darkness, foi exibida em festivais nos Estados Unidos, Índia e Brasil.

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