Pontas de lança

Exposição com obras do acervo do fundo Brazil Golden Art mapeia investimentos certos da arte contemporânea brasileira

Paula Alzugaray
Sem Título (2010), de Antonio Dias (Fotos: Divulgação)

Há cerca de uma década, o colecionismo de arte cresce no Brasil. Isto gerou um rejuvenescimento do mercado que favoreceu o surgimento de feiras, leilões e novas galerias de arte contemporânea. O Brazil Golden Art (BGA), o primeiro fundo de investimentos e participações voltado exclusivamente para o segmento de artes visuais no Brasil, nasceu nesse contexto. Lançado em 2011, o BGA é composto por 580 obras de 195 artistas brasileiros e tem hoje 70 cotistas. Quem se debruçar sobre esse acervo, terá uma amostra precisa das direções a seguir nesse mercado.

Uma oportunidade para conhecer – ou se certificar – de bons negócios em arte contemporânea é a exposição DIALÉTICA, que apresenta no studio OM.art, no Rio de Janeiro, um recorte de 20 obras de 15 artistas da coleção. A seleção, a cargo de Heitor Reis, sócio fundador do BGA, ex-diretor do MAM Bahia e membro do Conselho Internacional de Museus, parte dos pioneiros das linguagens contemporâneas, como Lygia Clark, Antonio Manuel, Amilcar de Castro e Antonio Dias; e alcança a linha de frente da representação brasileira em exposições internacionais, como Ernesto Neto, Artur Lescher e Janaina Tschäpe.

  • Lâmina Cópula 3 (2012), de Nuno Ramos
  • Dots in the sky (2012), de Janaina Tschäpe
  • Sem Título (2010), de Henrique Oliveira

O fundo não foca só em artistas consagrados, mas também em emergentes, com elevado potencial de crescimento e valorização. “O fundo aposta em todo o seu portfólio mas, para citar apenas alguns, eu nominaria Henrique Oliveira, Rodrigo Bivar, Marina Rheingantz, Erika Verzzuti, Fernanda Quinderé, Daniel Lannes, Maria Lynch, Tatiana Blass e Gustavo Speridião como boas apostas emergentes!”, diz Heitor Reis à seLecT. Entre eles, Henrique Oliveira encontra-se na mostra carioca, com duas obras de 2010 e 2012. Oskar Metsavaht, diretor do espaço e anfitrião da mostra, participa com o acrílico Photo Synthesis (2014), que dialoga com a tradição da abstração construtiva brasileira.

Frente à recessão econômica que freou os grandes investimentos no país, Reis é otimista. “A nossa rentabilidade está acima de muitos investimentos tradicionais do mercado”, diz. “Arte de qualidade é ativo real em qualquer circunstância e período. Como a produção contemporânea brasileira é excepcional, ela será sempre um grande investimento!”

Serviço
DIALÉTICA
até 25/11
OM.art
Rua Jardim Botânico 997, Jockey Club, RJ
@_om.art_

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