Por ser de lá, do sertão, do cerrado

Exposição de Alan Adi na Galeria Superfície aborda deslocamentos populacionais inter-regionais no Brasil

Luana Fortes

Publicado em: 02/01/2020

Categoria: Da Hora, Destaque, Notícias Quentes

Detalhe de Nordeste é ficção (2014), de Alan Adi (Fotos: Divulgação)

“Por ser de lá, do sertão, lá do cerrado, da caatinga, do roçado. Eu quase não saio, eu quase não tenho amigos, eu quase não consigo, ficar na cidade sem viver contrariado”, assim começa a canção Lamento Sertanejo (1973), de Gilberto Gil e Dominguinhos. A música faz um retrato do migrante nordestino sem recair em clichês e caricaturas. Esse esforço de representação é um dos principais assuntos que o artista sergipano Alan Adi leva aos seus trabalhos.

A individual Por Ser De Lá pega emprestado o primeiro verso da canção para demonstrar seu interesse pela música popular nordestina. Com texto de Ana Maria Maia, a exposição reúne obras recentes de Adi em que ele usa capas de discos como fontes para abordar deslocamentos populacionais inter-regionais. O espaço também abre simultaneamente a individual Canastra da Emília, do carioca Arthur Chaves, com texto de Raphael Fonseca.

Serviço
Por Ser de Lá,
de Alan Adi
Canastra da Emília, de Arthur Chaves
Até 25/1/2020
Galeria Superfície – São Paulo
Rua Oscar Freire, 240
galeriasuperficie.com.br

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