Premiação turbinada

5º edição do Prêmio Marcantonio Vilaça apresenta exposição em Curitiba e conta com mostra paralela e instalação de Amelia Toledo

Felipe Stoffa

Publicado em: 18/07/2016

Categoria: Da Hora, Notícias Quentes

Grupo EmpreZa - Impenetrabilidade (Foto: Divulgação)

O Prêmio Marcantonio Vilaça, um dos mais importantes do País, está em sua 5ª edição. Além da mostra coletiva que apresenta as obras vencedoras, o Prêmio contemplou também curadores e deu continuidade ao projeto Arte Indústria, que integra a premiação desde 2014, na qual a artista homenageada, Amelia Toledo, apresenta uma instalação inédita que dialoga com os outros trabalhos expostos. A exposição, que circula por instituições museológicas ao longo do ano, agora pode ser visitada no Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba, até setembro.

Com um número aproximado de 600 artistas inscritos para a edição, foram selecionados nomes de peso: Berna Reale (PA), Gê Orthof (DF), Grupo EmpreZa (coletivo de GO), Nicolás Robbio (SP) e Virgínia de Medeiros (BA).

Gê Orthof - Ambos Mundos (Foto: Divulgação)

Gê Orthof – Ambos Mundos (Foto: Divulgação)

Gê Orthof, por exemplo, apresenta uma instalação constituída durante o período em que esteve exilado do Brasil. Abrigado na França, o trabalho carrega um ar nostálgico e faz o visitante circular por um trajeto desde o Rio Danúbio até o Rio Amazonas. “Sempre busco partir de um evento particular para um tema humanista. O artista tem a missão de falar da própria experiência na busca do entendimento do outro”, diz.

Berna Reale - Vídeo Promessas (Foto: Divulgação)

Berna Reale – Vídeo Promessas (Foto: Divulgação)

Zona de Perigo
Dos curadores inscritos no Prêmio, o ganhador foi o goiano Divino Sobral, que assina a mostra coletiva Zona de Perigo e selecionou 12 artistas de diversas regiões do Brasil, como Alberto Bitar, Alexandre Vogler, Armando Queiroz, Dalton Paula, Éder Oliveira, Felipe Steinberg, Helô Sanvoy, Leandro Lima & Gisela Motta, Marcela Tiboni, Rodrigo Albert, Rosangela Rennó e Zé da Rocha.

O recorte da mostra procura possibilidades de se tratar da violência. Assim, a ideia é que os artistas selecionados criem um diálogo com o público a partir de suas obras, procurando entender como a arte contemporânea pode se relacionar com o tema.

Marcela Tiboni - Arsenal (Foto: Divulgação)

Marcela Tiboni – Arsenal (Foto: Divulgação)

A seleção dos artistas pela curadoria foi feita a partir do repertório de cada um, além da ideia de imaginário. “O imaginário inclui as armas, as balas, os criminosos, os crimes, a polícia, os métodos de execução penal e o preconceito que gera criminalidade. Buscamos a parti daí premiar uma diversidade de linguagens e a forma de diálogo entre um artista e outro, em torno da mesma temática”, diz Sobral. Vale um destaque para o trabalho Arsenal, instalação de Marcela Tiboni, criada a partir de madeira, papelão, lixa, fita adesiva e fogos de artifício estourados.

Serviço
Mostra do 5º Prêmio Marcantonio Vilaça
Museu Oscar Niemeyer
Rua Marechal Hermes, 999
Até 11/9
De terça-feira a domingo, das 10h às 18h
Tel.: (41) 3350 4400

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