Retorno têxtil

Exposição Artistas da Tapeçaria Moderna reúne obras de arte têxtil, técnica que permaneceu hibernada por um longo período

Felipe Stoffa

Publicado em: 21/10/2016

Categoria: Da Hora, Notícias Quentes

Tapeçaria de Genaro de Carvalho (Foto: Divulgação)

Entre os anos de 1960 e 1980, a tapeçaria artística teve seu auge no Brasil, quando muitos artistas modernos encontraram nessa prática um espaço para expandir suas produções. Apesar de pouco difundida atualmente, a técnica ainda se mantém viva e em pleno exercício em ateliês e oficinas de artistas e artesãos ao redor do País.

Organizada primeiramente em 2012, a mostra Artistas da Tapeçaria Moderna reuniu na Galeria Passado Composto trabalhos de Genaro de Carvalho, Jacques Douchez e Jean Gillon. A curadoria foi assinada por Graça Bueno, diretora do espaço. A mostra ganhou destaque ao trazer ao público novamente essa arte que, nas palavras da curadora, permaneceu hibernada por um longo período.

  • Crisálida, de Edmar de Almeida (Foto: Divulgação)
  • Germinação, de Norberto Nicola (Foto: Divulgação)
  • Tanga Indígena, de Jean Lurçat (Foto: Divulgação)

Agora, a exposição volta à galeria com edição ampliada e com participação curatorial de Antonio Carlos Suster Abdalla, pesquisador de arte têxtil. Além dos artistas que já constaram na última edição, Graça Bueno também selecionou trabalhos de Norberto Nicola, Rubem Dario, Edmar de Almeida e Eva Soban. Algumas das obras também passaram a figurar no acervo do próprio espaço. “Somos a única galeria especializada em tapeçaria artística nacional. A galeria tem como uma de suas missões resgatar a memória e valorizar a arte e o design nacional histórico, tendo sido assim precursora em realizar exposições e pesquisas em homenagem aos artistas e designers modernos brasileiros”, afirma Bueno.

  • Trabalho de Eva Soban (Foto: Divulgação)
  • Trabalho de Genaro de Carvalho (Foto: Divulgação)
  • Trabalho de Jacques Douchez (Foto: Divulgação)

O escopo dos trabalhos também ganhou novo contorno com exemplares de arte têxtil indígena e pré-colombiana, além de uma homenagem ao francês Jean Lurçat e a polonesa Magdalena Abakanowicz, uma das responsáveis pelas inovações na produção da área, a chamada Nova Tapeçaria. Abakanowicz já figurou em exposições como a 7ª Bienal de São Paulo, em 1965, na qual foi homenageada com medalha de ouro. “Hoje, num momento de resgate e revalorização, a tapeçaria artística tem sido incorporada à contemporaneidade, e se apresenta como sólida e digna de toda atenção”, diz Antonio Abdalla.

Tapeçaria pré-colombiana que integra a exposição (Foto: Divulgação)

Tapeçaria pré-colombiana que integra a exposição (Foto: Divulgação)

Serviço
Artistas da Tapeçaria Moderna II
Galeria Passado Composto Século XX
Alameda Lorena, 1996, Jardins, São Paulo
De 24/10 até 20/1/2017
De Segunda a sexta, das 10h às 19h; sábados, das 10h às 15h
Tel.: (11) 3088 9128

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