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Agenda da Semana (16/8/18)

Da redação
Montagem da reabertura de Queermuseu: Cartografias da Diferença na Arte Brasileira, na EAV Parque Lage (Foto: Gabi Carrera)

RIO DE JANEIRO
Queermuseu: Cartografias da Diferença na Arte Brasileira
Até 16/9, EAV Parque Lage, Rua Jardim Botânico, 414 | eavparquelage.rj.gov.br
Após campanha de financiamento coletivo, Parque Lage reabre a exposição que foi censurada em 2017 no Santander Cultural de Porto Alegre. Curada por Gaudêncio Fidelis, a coletiva busca promover diálogo sobre expressão e identidade de gênero. São exibidas 223 obras de 84 artistas como Adriana Varejão, Alair Gomes, Alfredo Volpi, Cândido Portinari, Leonilson, Pedro Américo e Yuri Firmeza. Para levar o debate além da exposição, a escola também realiza o Fórum Queermuseu, com mesas de debate sobre assuntos relacionados.  

Fotografia da panamenha Sandra Eleta, intitulada Edita (la del plumero), Panamá, 1977, da série La servidumbre (Foto: Cortesia Galería Arteconsult S.A., Panamá, Cortesia da Artista)

SÃO PAULO
Mulheres Radicais: Arte Latino-americana, 1960-1985
De 18/8 a 19/11, Pinacoteca de São Paulo, Praça da Luz, 2 | pinacoteca.org.br
 A grande exposição coletiva Mulheres Radicais chega à Pinacoteca do Estado de São Paulo depois de passar por Los Angeles e Nova York. A mostra reúne 280 obras de 120 artistas que moraram em países da América Latina. Ao chegar ao Brasil, a curadora-chefe da Pinacoteca, Valéria Piccoli, colaborou com as curadoras Cecilia Fajardo-Hill, historiadora venezuelana, e Andrea Giunta, pesquisadora argentina. A proposta da mostra é consolidar internacionalmente o patrimônio criado por mulheres latino-americanas, que usaram seu corpo para abordar dimensões da existência feminina.

Homem da Aldeia com Disco Nasal (1970), fotografia de Irving Penn na Nova Guiné (Foto: Divulgação, The Irving Penn Foundation)

SÃO PAULO
Irving Penn: Centenário
Até 18/11, IMS Paulista, Av. Paulista, 2424 | ims.com.br
O fotógrafo norte-americano Irving Penn é homenageado em retrospectiva no Instituto Moreira Salles. São apresentadas mais de 230 fotografias, de 70 anos de trabalho, divididas em doze eixos temáticos. A exposição já passou pelo Metropolitan Museum of Art (MET) em Nova York, pelo Grand Palais em Paris e pelo CO Berlin. Entre os destaques da mostra estão retratos etnográficos de lugares para onde viajou e retratos de intelectuais novaiorquinos como Marcel Duchamp e Audrey Hepburn. A curadoria é da americana Maria Morris Hambourg e de Jeff L. Rosenheim, curador do departamento de fotografia do MET.

Registro no site aarea.co do trajeto de Marcius Galan (Foto: Reprodução)

SÃO PAULO
Andar Em Círculos
Marcius Galan, até 3/9, Galeria Luisa Strina, Rua Padre João Manuel, 755 | galerialuisastrina.com.br
Marcius Galan realiza o trabalho Andar Em Círculos para o projeto aarea, destinado a obras para a internet. Por diversos dias, o artista percorre o mesmo caminho nas ruas de São Paulo tentando inscrever a forma de um círculo na cidade. O trajeto é projetado em tempo real no site www.aarea.co. Andar Em Círculos evidencia a desordem de uma malha urbana mal planejada. Na tentativa de atingir uma caminhada circular em uma cidade com bairros retangulares, Galan precisa encontrar atalhos e rotas alternativas.

Liquidação Mappin (1960), fotografia de German Lorca (Foto: German Lorca, Utópica)

SÃO PAULO
Sp-Arte/Foto
De 22/8 a 26/8, Shopping JK Iguatemi, Av. Presidente Juscelino Kubitschek, 2041 | sp-arte.com
33 expositores apresentam estandes na 12ª edição da Feira de Fotografia de São Paulo. Participam pela primeira vez do evento as galerias Emmathomas, Fortes D’Aloia & Gabriel, Gabriel Wickbold, MaPa, OMA, Silvia Cintra + Box4 e Vila Nova. A feira de arte também realiza um ciclo de palestras sobre temas da fotografia moderna e contemporânea.

Desenho de Wesley Duke Lee (Foto: Divulgação)

SÃO PAULO
Jean Harlow – A Zona: A Vida e a Morte
Wesley Duke Lee, de 21/8 a 27/10, Galeria Luisa Strina, Rua Padre João Manuel, 755 | galerialuisastrina.com.br
A exposição apresenta uma série de 30 desenhos em que Wesley Duke Lee retrata a atriz Jean Harlow, símbolo sexual hollywoodiano dos anos 30. O artista deixa transparecer nas figurações a vida dupla de Harlow, que costumava frequentar as zonas de meretrício de San Diego. Desenhos em sépia, imagens sutis com contornos borrados, sobreposições entre partes do corpo e cor são algumas das características marcantes de Duke Lee.

O Semeador (1976), caneta hidrográfica, guache e acrílica sobre cartão de Ranchinho (Foto: Divulgação)

SÃO PAULO
Ranchinho
De 22/8 a 21/9, Ricardo Camargo Galeria, Rua Frei Galvao, 121 | rcamargoarte.com.br
Sebastião Theodoro Paulino da Silva (1923-2003), o Ranchinho, era filho de agricultores, mas, devido a desvios comportamentais, não conseguiu emprego formal e viveu anos como catador de papel, latas e garrafas, na cidade de Assis, interior de São Paulo. Incentivado pelo diretor do Museu de Arte Primitiva da cidade a aprender técnicas de guache e acrílica sobre aglomerado de madeira, encontrou seu caminho na pintura. Sua trajetória artística passa por prêmios em salões, participação em várias edições da Bienal Naïf e mostras coletivas e individuais entre 1978 e 2002. Agora, a Ricardo Camargo Galeria de Arte, em parceria com a Galeria Brasiliana, realiza uma retrospectiva com 28 obras de quatro décadas de produção de Ranchinho, coletadas pelo pesquisador e marchand Roberto Rugiero.

Fotografia de usina nuclear desativada de Romy Pocztaruk

SÃO PAULO
Bombrasil, de Romy Pocztaruk
Paradeiro, de David Almeida
De 18/8 a 15/9, Zipper Galeria, Rua Estados Unidos, 1494 | zippergaleria.com.br
Em Bombrasil, Romy Pocztaruk apresenta fotos de usinas nucleares do Brasil em composição com imagens de arquivos da Comissão Nacional da Energia Nuclear. A exposição tem curadoria de Luisa Duarte e problematiza a construção de usinas no Brasil. Recentemente, o presidente Michel Temer anunciou a retomada do programa nuclear brasileiro. Simultaneamente, o artista David Almeida participa do projeto Zip’Up, voltado para novos artistas. Curada por Ana Roman, a exposição traz conjunto de pinturas de acidentes geográficos, buracos e refúgios improvisados.

Fotografia Pedra Mole, de André Paoliello

SÃO PAULO
ITA: O Protagonismo das Pedras
André Paoliello, até 21/9, ArtEEdições Galeria, Rua Estados Unidos, 1162 | arteedicoes.com.br
A pedra é objeto de experimentação na série apresentada por André Paoliello em ITA: O Protagonismo Das Pedras. A exposição traz fotografias, esculturas em metal, pedras esculpidas e objetos. O título ITA faz referência ao significado de pedra em Tupi-Guarani, que significa força, firmeza e resistência.

A Flor Mohole, projeto para uma “escultura biotermal para ser enterrada e impermeabilizada no centro da Terra para emergir em várias formas e em diferentes partes do mundo” (1964-1972), de David Medalla (Foto: Divulgação)

SÃO PAULO
Você Sonha Com o Quê? A Flor Mohole e Outras Fábulas
De 21/8 a 27/10, Galeria Luisa Strina, Rua Padre Joao Manuel, 755 | galerialuisastrina.com.br
Pierre Huyghe, Marie Lund, Laura Lima e Zé Carlos Garcia são alguns dos artistas presentes na coletiva Você Sonha Com O Que? A Flor Mohole e Outras Fábulas. Com curadoria de Magali Arriola, francesa radicada na Cidade do México, a exposição foi articulada em torno da escultura animada A Flor Mohole, de David Medalla, e do trabalho Espaços Virtuais, de Cildo Meireles.

SÃO PAULO
Pós-Graduação Em Estudos e Práticas Curatoriais
FAAP, Rua Alagoas, 903 | faap.br
Estão abertas as inscrições para o curso de pós-graduação em Estudos e Práticas Curatoriais que começa em setembro na FAAP. Com coordenação da curadora Ana Paula Cohen, o curso tem como objetivo formar profissionais capazes de criar diferentes formas de trazer a público obras de arte, incentivando o pensamento crítico das estruturas de museu, coleções, acervos e outras instituições culturais. Destina-se a curadores, artistas, mediadores, pesquisadores, educadores de arte, entre outros.

No país da língua grande, dai carne a quem quer carne (1998) de Lenora de Barros (Foto: Leonora de Barros)

SÃO PAULO
Só Línguas, de Lenora de Barros
De 14/8 a 18/8, Anexo Millan, Rua Fradique Coutinho, 1416 | galeriamillan.com.br
Pocket exhibition de Lenora de Barros abre no anexo da Galeria Millan. A individual acontece em decorrência da exposição Mulheres Radicais: Arte Latino-americana 1960-1985, que acontece na Pinacoteca a partir de 18/8, da qual Barros participa. Os trabalhos exibidos trazem a língua como elemento central, seja como alusão à linguagem ou como órgão do corpo humano.

Aranha, fotografia de Mac Adams

RECIFE
Mac Adams: Sombras e Mistérios
De 21/8 a 21/10, Caixa Cultural Recife, Avenida Alfredo Lisboa, 505 | caixacultural.com.br
Mac Adams, um dos fundadores da Arte Narrativa, apresenta individual na Caixa Cultural em Recife. Entre as obras expostas estão os dípticos fotográficos da série Tragédias Pós Modernas (1980), que refletem sobre políticas econômicas de Margaret Thatcher e Ronald Reagan. As esculturas Bart Simpson/Mickey Mouse e a série Espaços Vazios e Ilhas também estarão expostas. A curadoria é de Luiz Gustavo Carvalho, que estará presente na abertura para visita guiada com o público.

Festa para Iemanjá (2017), técnica mista de Sinésio Brandao (Foto: Isabella Matheus)

PIRACICABA
Bienal Naïfs do Brasil: Daquilo que Escapa
De 17/8 a 25/11, Sesc Piracicaba, Rua Ipiranga, 155 | sescsp.org.br/piracicaba
Após receber 583 inscrições, 14ª edição da Bienal Naïfs apresenta mais de 200 trabalhos de 121 naïfs, de 22 Estados brasileiros. Com curadoria de Armando Queiroz, Juliana Okuda e Ricardo Resende, a mostra exibe esculturas, gravuras, pinturas, vídeos, bordados, entre outras manifestações. A Bienal tem a intenção de destacar arte ingênua, instintiva, popular e espontânea das distintas vozes do Brasil. Entre os artistas estão Alex dos Santos, Renata Kesselring, Rosângela Politano, Dona Nina Abreu e Dulce Martins.

Erdo (2015), de Fernando Leite (Foto: Divulgação)

RIO DE JANEIRO
VER TE
Fernando Leite, de 17/8 a 11/10, Marcia Barrozo do Amaral, Av. Atlântica, 4240 | marciabarrozodoamaral.com.br
O artista paulistano Fernando Leite exibe 12 pinturas inéditas em individual no Rio de Janeiro. As obras foram feitas com referência em fotografias e mostram recortes de paisagens, detalhes de florestas e jardins. Aludindo ao fotógrafo francês Marcel Gautherot, o artista busca colocar o espectador dentro da cena pintada, em vez de diante dela.

Máquina (2018), pintura de Claudio Tobinaga (Foto: Divulgação)

RIO DE JANEIRO
Colapsos
Claudio Tobinaga, até 3/10, Galeria Simone Cadinelli, Rua Aníbal de Mendonca, 171 | simonecadinelli.com
Com curadoria de Cezar Bartholomeu, a individual de Claudio Tobinaga exibe 30 pinturas de pequenos e grandes formatos. Inspiradas em fotografias retiradas da internet, suas obras citam cenas do subúrbio carioca. As imagens exibem narrativas quase cinematográficas, que manifestam movimento.

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