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Dicas da semana (19/6) selecionadas pela redação

Ana Abril e Luana Fortes
Detalhe da pintura Galinha Meu Amor, de Camila Soato (Fotos: Divulgação)

BRASÍLIA
UNIVERSO LGBT
É Tudo Nosso, até 28/6, Casa da Cultura da América Latina, Setor Comercial Sul, Quadra 4, Ed. Anápolis | www.cal.unb.br
Integrando a programação do 14º Seminário LGBT, que aconteceu em 13/6 no Congreso Nacional, a exposição reúne uma produção que transita pelo ativismo, erotismo, poesia, crítica social e afeto dentro do universo LGBT. Entre os 19 artistas participantes, há dois finalistas do Prêmio PIPA 2017 (os ganhadores serão anunciados em 18/11): Antonio Obá e Christus Nóbrega. Alair Gomes, Bia Leite, Camila Soato, Isadora Valença, Paula Petit e Victor Arruda são outros artistas participantes da mostra coletiva, que chega a sua segunda edição. Organizada por Clauder Diniz, É Tudo Nosso recebe trabalhos em diversos suportes: vídeos, arte eletrônica, fotografias, desenhos e pinturas.

Cartaz do curta Sonho Migrante, de Sonia Guggisberg

SÃO PAULO
REFUGIADOS SOB A CÂMERA
Mostra Olhares sobre o Refúgio, em 22/6, às 19h, Cinesesc, Rua Augusta, 2075 | www.sescsp.org.br
 A candente discussão dos refugiados é tema de mostra de curtas, que acontece em 22/6, às 19h, no Cinesesc. A mostra reúne quatro documentários de até 20 minutos de duração e é realizada em parceria com o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR). A sessão começa com o filme Bem vindo ao Canadá, de Adan Loften e Mary Fowles, e continua com três projeções dirigidas pela artista Sonia Guggisberg, intituladas Sonho Migrante, Ponto de Encontro e Sonho em Skaramanga. A entrada é gratuita e os ingressos devem ser retirados na bilheteria com uma hora de antecedência.

Detalhe de Bellini (2016), de Rodrigo Andrade (Foto: Cortesia Galeria Millan)

SÃO PAULO
RECORRENTE DUALIDADE
Duas Cavernas, até 1o/7, Galeria e Anexo Millan, Rua Fradique Coutinho, 1.360/1.416 | www.galeriamillan.com.br
“Uns dizem que são homens de capuz, outros que são animais marinhos”, diz Rodrigo Andrade em referência ao mural de 6 x 11 metros que ocupa as paredes do Anexo Millan. “Na verdade, são cavernas”, revela. As mesmas que nomeiam a exposição de Rodrigo Andrade em ambos os espaços da galeria. O motivo das grutas e dos rochedos vem sendo trabalhado pelo artista desde 2010, quando começou a colecionar fotografias do gênero. A mostra reúne cerca de 30 trabalhos, 2016 e divide-se em três eixos: paisagens, pinturas abstratas chamadas de “Bilaterais”, e uma série de trabalhos recentes, apelidados de “figuras binárias”. A dualidade, assim como as massas de tinta, é marca artística de Andrade, que também ganha retrospectiva no fim do ano, na Estação Pinacoteca. Nas duas exposições, encontram-se os vários caminhos trilhados pelo artista durante seus 33 anos de carreira.

Fotografia da série Quando Eu Vi, de Claudia Jaguaribe

SÃO PAULO
O CLIQUE BRASILEIRO
Um Recorte da Fotografia Brasileira, até 1º/7, Valu Oria Galeria de Arte, Rua Groenlândia, 530 
A fotografia brasileira ganha destaque na Valu Oria Galeria com mostra coletiva. Reunindo artistas de diferentes gerações, de consagrados a jovens no início de carreira, a exposição é diversa em temas, técnicas e enfoques, mostrando um amplo panorama da arte da imagem estática. São 35 artistas participantes, entre os que se encontram: Albano Afonso, Anaisa Franco, Cássio Vasconcellos, Celina Portella, Claudia Jaguaribe, Claudio Edinger, Eva Castiel, Gustavo Prata, Marcia Xavier, Miguel Rio Branco, Nino Cais, Renata Padovan, Sebastião Salgado e Vik Muniz.

Marilola (2010-15), de Beatriz Milhazes (Foto: Cortesia Durham Press)

RIO DE JANEIRO
ESCULTÓRICA
Marola, Mariola e Marilola, Beatriz Milhazes, até 15/7, Carpintaria, Rua Jardim Botânico, 971 | www.fdag.com.br
Beatriz Milhazes mostra pela primeira vez no Brasil suas recentes experiências com a escultura, no espaço carioca da Galeria Fortes D’Aloia Gabriel, a Carpintaria. Marola, Mariola e Marilola são três estruturas semelhantes a móbiles que lidam com assuntos específicos da linguagem escultórica, como volume e peso. “Quando não entra nessas questões, você ainda não entrou na escultura”, diz Milhazes à seLecT. Mas não se pode dizer que a artista deixou de pensar em termos pictóricos, pois a relação com a linguagem que percorreu a maior parte de sua trajetória é evidente. “Gosto de fazer esse tipo de diálogo. Tudo, no fim, vem da pintura, do universo pictórico”, diz. Milhazes enveredou na pesquisa tridimensional quando o curador norte-americano Dan Cameron se interessou pelo lustre que ela criou para a companhia de dança de sua irmã, Martha, em 2004. Foi a partir dele que criou Gamboa, sua primeira obra de caráter instalativo, exibida na retrospectiva de Roberto Burle Marx, no Jewish Museum de Nova York, em 2016. Depois, o interesse só cresceu, resultando em Marola, Mariola e Marilola. O trio de esculturas já foi exibido em Paris e NY. Agora é a vez de o Rio de Janeiro conhecer o novo desafio de Beatriz Milhazes. “Eu diria que apanhei de chicote, mas gosto de desafios”, completa.

A Breve História de um Homem entre o Ralo e o Litoral (2017), de Renan Marcondes

SÃO PAULO
EU E VOCÊ
I’ll Be Your Mirror, até 19/8, BREU, Rua Barra Funda, 444 | facebook.com/espaco.breu/
Com curadoria de Leandro Muniz, a exposição junta a cinco artistas de diferentes gerações e linguagens que tem em comum a reflexão sobre os conflitos e tensões entre o “eu” e o “você”. Os artistas são André Arçari, Lucas Naganuma, Renan Marcondes, Rivane Neuenschwander e Vitor César. Sobre o mesmo assunto, ocorrem eventos paralelos à mostra, como a palestra com o crítico Carlos Eduardo Riccioppo sobre a obra de Leonilson, em 1º/7, e a conversa entre o curador e o artista Vitor César, que ainda não tem data marcada.

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