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Dicas da semana (21/9) selecionadas pela redação

Ana Beatriz Scudeler
Evento em favor da igualdade, PRYMAVERÃO Bunytos de Corpo, ocupou a piscina da Escola de Arte Visuais do Parque Lage em setembro de 2017 (Foto: Divulgação)

RIO DE JANEIRO
DIVERSIDADE E DIVERSÃO
PRYMAVERÃO Bunytos de Corpo, 23/9, EAV Parque Lage, Rua Jardim Botânico, 414 | eavparquelage.rj.gov.br
PRYMAVERÃO Bunytos de Corpo é um evento que prega igualdade e liberdade de gênero. A mistura de cores e os trajes bem à vontade garantem muita diversidade e diversão ao encontro que acontece na famosa piscina da Escola de Artes Visuais do Parque Lage. A proposta do evento é estimular a luta pelo fim do preconceito e a propagação do respeito e solidariedade. A entrada é colaborativa, podendo ser doado qualquer valor simbólico.

Ninguém Me Segura Nesse País (1976), de Mario Ishikawa

SÃO PAULO
SIMULTÂNEO
Torneio Democrático, Mário Ishikawa, e DramaFobia, Ana Mazzei, de 23/9 a 28/10, Galeria Jaqueline Martins, Rua Dr. Cesário Mota Júnior, 443 |  galeriajaquelinemartins.com.br
A galeria Jaqueline Martins expõe trabalhos de Mário Ishikawa e de Ana Mazzei. A exposição de Ishikawa consiste em um conjunto de colagens, xerox e arte postal, que mostram a vida sob a ditadura militar entre os anos de 1960 e 1980. Os folhetos que funcionavam como meio de comunicação de resistência são hoje exibidos como obras de arte. O artista viveu os anos de chumbo e agora traça um paralelo entre o passado e a atualidade. Também no espaço da galeria está a mostra de Ana Mazzei, com título DramaFobia. Feitas de madeira e tecido, as peças tem um caráter transcultural que  remete o público a diferentes espaços e atmosferas. A mostra conta com a presença de músicos que fazem som ao vivo.    

Em Murmúrio, imagens de paisagens são projetadas sobre autofalantes que emitem mensagens em volume baixo

BELO HORIZONTE
DINÂMICA E INTERAÇÃO
Tropikos, Chico Amaral, até 6/11, CCBB BH, Praça da Liberdade, 450 | culturabancodobrasil.com.br
Chico Amaral cria em sua instalação, no Centro Cultural Banco do Brasil em Belo Horizonte, um espaço que lembra uma sala de estar, com jogos, móveis, áudios e projeções. Com curadoria de Ana Avelar, o projeto é composto por nove obras, montadas em mesas de jantar, de centro, bancos e cadeiras. Para explora-las é necessário o deslocamento pela sala e a interação com os objetos. Em Murmúrio, por exemplo, o artista disponibiliza de uma forma dinâmica, relatos de suas viagens pelo mundo. Já em O Lugar das Coisas, pode-se escutar uma canção da cantora Patrícia Ahmaral, irmã do artista, feita especialmente para a exposição.

Trabalho de Renato Viégas

SÃO PAULO
TRABALHOS REVELADOS
Desenhos, Renato Viégas, de 21/9 a 11/10, Escola da Cidade, Rua General Jardim, 65 | www.escoladacidade.edu.br
Renato Viégas apresenta cerca de 50 desenhos feitos a partir das técnicas de encáustica e monotipia sobre papel. A maioria dos trabalhos foram criados usando tintas e pigmentos naturais. Os restos dos materiais usados ainda podem ser vistos nas pinturas. Viégas é formado em arquitetura, e o trabalho situa-se em um lugar intermediário entre o desenho, a pintura e a arquitetura.

Sem Título (2017)

SÃO PAULO
PASSEIO POR LINGUAGENS
Literatura, Rafael Carneiro, de 26/9 a 28/10, Luciana Brito Galeria, Av. Nove de Julho, 5162 | lucianabritogaleria.com.br
A segunda individual de Rafael Carneiro na Luciana Brito Galeria passeia por diferentes linguagens e suportes. A exposição Literatura apresenta cinco pinturas inéditas, feitas a partir de combinações entre imagens de seu acervo pessoal e desenhos próprios, e quatro esculturas realizadas em parceria com Chico Togni. Os trabalhos mostram a produção mais recente do artista. O mais antigo deles é de 2003. Para completar, durante a mostra será lançado um livro de artista, também intitulado Literatura, composto pela reprodução de uma série de desenhos, que também pode ser conferida na galeria.

Pôster de Krzysztof Iwanski (2015)

SÃO PAULO
DESIGN POLONÊS
Eye on Poland, até 29/10, Instituto Tomie Ohtake, Av. Brg. Faria Lima, 201 | institutotomieohtake.org.br
Com curadoria de Magdalena Frankowska e Artur Frankowski, a exposição Eye on Poland reúne obras de artistas e designers poloneses, entre elas 70 cartazes, 50 publicações e 20 capas de disco (CD e LP). A ideia da mostra é dar reconhecimento à recente expansão da área cultural na Polônia, dando luz à produção de pessoas consagradas e ao trabalho de designers mais jovens, que buscam hoje soluções originais em suas práticas.

Relevo (1999), de Luciano Figueiredo (Foto: Filipe Berndt)

SÃO PAULO
DIRETO DOS ANOS 1970
Urgente: É Pintura!, Luciano Figueiredo, até 29/10, Instituto Tomie Ohtake, Av. Brg. Faria Lima, 201 | www.institutotomieohtake.org.br
Luciano Figueiredo, um dos grandes nomes da produção brasileira dos anos 1970, ganha exposição no Instituto Tomie Ohtake. Exibindo desde trabalhos históricos até obras realizadas em 2016, a mostra traz um panorama de sua trajetória, com curadoria de Paulo Miyada e Priscyla Gomes. Além de entrar em contato com suas primeiras experiências com colagens, o público pode se aproximar das parcerias entre Figueiredo e outros artistas, como Helio Oiticica e Lygia Clark. A exposição traz também uma cronologia a partir de documentos, peças gráficas e fotografias. “É possível, por meio do conjunto de trabalhos aliados à essa grande cronologia, compreender quão vasta e plural tem sido a sua produção, de experimentos com jornal à pintura”, afirma a dupla de curadores.

Bordel (1938), de Emiliano Di Cavalcanti

SÃO PAULO
MODERNISMO BRASILEIRO
Ismael Nery e Recorte Modernista, de 22/9 a 18/11,Ricardo Camargo Galeria, Galeria, Rua Frei Galvão, 121 | www.rcamargoarte.com.br
A Ricardo Camargo Galeria apresenta uma individual de Ismael Nery com 25 obras produzidas em papel. Paralelamente, a coletiva Recorte Modernista mostra um conjunto de contemporâneos de Nery, como Di Cavalcanti, Anita Malfatti, Tarsila do Amaral, Candido Portinari e Antonio Gomide. São 40 desenhos sobre papel, onde destaca-se o estilo pessoal de cada artista.

Trabalho de Sofia Borges

SÃO PAULO
ARTE EM TRANSIÇÃO
Bestiário, até 26/11, Centro Cultural São Paulo, Rua Vergueiro, 1000 | centrocultural.sp.gov.br
Bestiário é o nome dado à exposição coletiva no CCSP, que apresenta uma escala da arte brasileira que vai de Tarsila do Amaral a Sofia Borges. Com curadoria de Raphael Fonseca, a exposição trata a transição do moderno ao contemporâneo e investiga a relação entre humanidade e animalidade. As obras são compostas com matérias precárias, como raízes e madeiras, e também com imagens técnicas, como fotografias e vídeos.

Sem Título (2017)

SÃO PAULO
MERGULHO DAS OBRAS
Soma, Mariana Palma, de 25/9 a 4/11, Casa Triângulo, Rua Estados Unidos, 1324 | casatriangulo.com
A individual de Mariana Palma apresenta obras em aquarela, pintura e fotografia, utilizando uma técnica que consiste em mergulhar as telas em água com pigmentos. Nas fotografias, Palma retoma o conceito de montagem de plantas em estágios variados de apodrecimento e elementos artificiais de plástico. As flores desenhadas pela artista são mergulhadas no leite, dando às telas um fundo branco original.

Concerto Diplomático (2017), de Marcelo Armani

SÃO PAULO
GAÚCHOS
Partituras, Marcelo Armani e Algorab, Rodrigo Linhares, de 27/9 a 4/11, Adelina Galeria, Rua Cardoso de Almeida, 1285 | adelinagaleria.com.br
Adelina Galeria traz mais uma vez duas individuais simultâneas em seu espaço. Dessa vez, artistas gaúchos com teor bastante crítico são apresentados. Sob o olhar do curador Lucas Bambozzi, Marcelo Armani exibe Partituras. A exposição conta com dois trabalhos em que o artista desafia as diferentes formas de ver e perceber sons. Em contrapartida, Algorab, de Rodrigo Linhares, tenta desorientar o olhar a partir de fotografias. Para a curadora da mostra, Nathalia Lavigne: “imagens que parecem se acumluar em diversas camadas de representação ou autorretratos que atuam em um limite entre a superexposição e o desaparecimento são algumas das ferramentas utilizadas por Linhares”.

Mais Alguém, Alguém Mais (2017)

RIBEIRÃO PRETO
AMORFA
Rodrigo Bivar, de 23/9 a 22/12, Instituto Figueiredo FerraRua Maestro Ignácio Stabile, 200 | iff.art.br

Rodrigo Bivar apresenta onze pinturas inéditas em individual com curadoria de Taisa Palhares. O artista, bastante conhecido por usar cenas figurativas como referência em seus trabalhos, segue imerso em uma pesquisa sobre estruturas abstratas. Nas obras expostas, Bivar explora o campo pictórico a partir de cores intensas e figuras amorfas. Na abertura da exposição, acontece um bate-papo aberto ao público com o artista e curadora, às 17h30.

Vista do octógono com trabalho de Daniel Acosta (Foto: Edouard Fraipont)

SÃO PAULO
LENTIDÃO E SENSAÇÕES
Rotorama – Sistema de Giroreciprocidade, Daniel Acosta, até 5/2/2018, Pinacoteca de São Paulo, Praça da Luz, 2 | pinacoteca.org.br
Daniel Acosta apresenta seu mais novo trabalho pensado e realizado especialmente para o octógono da Pinacoteca de São Paulo. A instalação consiste em uma plataforma redonda de madeira com oito metros de diâmetro e dez centímetros de altura que gira muito lentamente e dá ao visitante a sensação de estar parado no tempo, pois seu movimento de rotação é quase imperceptível. Com curadoria de Valéria Piccoli, a obra concede protagonismo ao próprio público, que pode ler um poema visual que se forma a partir de grafismos na plataforma da roda.

Tudo é Sempre Construção e Também Ruínas (Foto: Cortesia do Artista)

TATUÍ
NOVO VELHO
Tudo é Sempre Construção e Também Ruínas, Andrey Zignnatto, até 1/7/2018, Sesi Tatuí, Av. São Carlos, 900  | tatui.sesisp.org.br
O artista Andrey Zignnatto é o fundador do projeto, Tudo é Sempre Construção, e Também Ruínas, composto de instalações feitas a partir de técnicas de alvenaria. As obras são fragmentos de um projeto arquitetônico de casas populares, o CDHU. Zignnato procura transmitir a ideia de algo que se tornou ruína antes mesmo de ser finalizado.

Amamentação no Caos (2015), da série Fárida, um Conto Sírio, de Mauricio Lima

FORTALEZA
A GUERRA SOB O OLHAR BRASILEIRO
Na linha de frente, de 3/10 a maio de 2018, Museu da Fotografia Fortaleza, Rua Frederico Borges, 545 | museudafotografia.com.br
A exposição Na Linha de Frente é um conjunto de mais de 70 obras de fotógrafos brasileiros como André Liohn, Mauricio Lima, Gabriel Chaim, Yan Boechat, João Castellano e Felipe Dana. Por meio das imagens, eles contam a história dos bastidores de guerras e conflitos armados históricos importantes, nunca antes relatados por brasileiros. O curador Fernando Costa Netto explica o cuidado especial da mostra aos detalhes, que requerem atenção do público. Acontecimentos como a guerra da Líbia, a retomada de Mossul, cidade iraquiana que esteve sob domínio do Estado Islâmico, a vida em um campo de refugiados no norte do Iraque e também a destruição que tomou conta das cidades de Alepo e Kobani, na Síria, são narrados na mostra.

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