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Dicas da semana (24/11) selecionadas pela redação

Ana Beatriz Scudeler e Luana Fortes
Detalhe de A Torre Sem Fim (2017), de Max Gómez Canle (Fotos: Divulgação)

SÃO PAULO
La Distancia Termina en El Barranco
Max Gómez Canle, de 25/11 a 23/12, Casa Triângulo, Rua Estados Unidos, 1324 | casatriangulo.com
Casa Triângulo recebe individual do argentino Max Gómez Canle, em comemoração aos 20 anos de carreira do artista. A exposição conta com pinturas e instalação, além de marcar o lançamento de um livro sobre sua trajetória. Em seus trabalhos, Canle propõe imagens de situações incomuns, ao mesmo tempo em que apresentam refinamento técnico e teórico. Sua obra aponta para referências à história da paisagem, da pintura metafísica e da arte concreta argentina.

Sem Título (2017), de Carlito Carvalhosa (Foto: Everton Ballardin, Cortesia do Artista, Galeria Nara Roesler)

SÃO PAULO
Faço Tudo Para Não Fazer Nada
Carlito Carvalhosa, de 25/11 a 7/2/18, Galeria Nara Roesler, Av. Europa, 655 | nararoesler.art
A Galeria Nara Roesler recebe a individual de Carlito Carvalhosa e expõem trabalhos nos quais o artista usa traços geométricos que se assemelham a montanhas invertidas. Um deles inclusive busca reproduzir as curvas do morro do pão de açúcar no Rio de Janeiro. Além disso, a individual conta com uma instalação inédita de grandes proporções, composta por tecidos brancos, cordas e lâmpadas fluorescentes tubulares que ocupam a sala principal da casa.

Obra da série Alchimie de Julio Le Parc (Foto: Everton Ballardin)

SÃO PAULO
Julio Le Parc
de 25/11 a 7/2/18, Galeria Nara Roesler, Av. Europa, 655 | nararoesler.art
A individual de Julio Le Parc traz dez pinturas recentes de sua série Alchimie (2016/2017), três esculturas do conjunto Torsion (2004) e a projeção Alchimie Virtuel. Os trabalhos que ocupam a galeria discutem a virtualidade, algo que o artista vem estudando há mais de 50 anos para desenvolver trabalhos que relacionem a arte com a era digital.

Imagem representativa da mostra de Sergio Pinzón

BRASÍLIA
Quarto Ideal: Estilo e Espaço no Centro de Brasília
Sergio Pinzón, 21/11 às 19h, Casa da Cultura da América Latina (CAL/UnB), SCS Quadra 04, Ed.Anápolis, 1º andar | cal.unb.br
Resultado de sua vivência na primeira edição da Residência Artística Internacional OCA, Sergio Pinzón propõe um espelhamento de programas como esse. O artista colombiano convida a uma residência dentro da residência, seguindo o modelo usado pela plataforma Airbnb. Trazendo uma mistura de estilos, o quarto criado por Pinzón poderá ser usado como acomodação a quem desejar visitar a turística cidade de Brasília.

Objeto de Esvin Alarcón Lam

BRASÍLIA
Detrito Federal
Esvin Alarcón Lam, 23/11 a 31/1/18, Casa Niemeyer, SMPW Qd 26, Conj. 3, Casa 7, Epia Sul | cal.unb.br
Também fruto de sua participação na primeira edição da Residência Artística Internacional OCA, Esvin Alarcón Lam apresenta exposição com curadoria de Ana Avelar. A mostra desenvolve proposta iniciada em Guatemala, de onde vem Lam, comentando sobre cidades de aparência quase monocromática. O artista faz pensar sobre espaços urbanos e sua destruição, utilizando pedaços de resíduos estruturais de edifícios agora demolidos.

Still de Caminho Isotrópico de Sinceridade Crua, de Carla Chaim

RIO DE JANEIRO
Óleo Fita Carbono
Carla Chaim, até 27/12, Galeria Athena Contemporânea, Av. Atlântica, 4240 | athenacontemporanea.com
Em sua nova individual, Carla Chaim extrapola convenções a respeito do desenho e apresenta trabalhos inéditos, pensados especificamente para o espaço da galeria. Com curadoria de Raphael Fonseca, Olé Fita Carbono apresenta uma videoinstalação, em que a artista usa o próprio corpo como ferramenta para desenhar, e desenhos-objetos, feitos em papel-carbono a partir da arquitetura do espaço.

Obra de Hélio Oiticica

RIO DE JANEIRO
Guy Brett – A Proximidade Crítica
longa duração, MAM Rio, Av. Infante Dom Henrique, 85 | mamrio.org.br
A exposição presta homenagem ao curador e crítico inglês Guy Brett, que muito se dedicou à arte brasileira. Com curadoria de Paulo Venancio Filho e Luciano Figueiredo, a mostra aponta para a importância de Brett na projeção internacional da produção do Brasil. Para a dupla, “Guy foi um interlocutor e amigo de pelo menos três gerações de artistas brasileiros”. É a partir dessa troca afetiva que apresentam 36 obras de artistas como Antonio Manuel, Waltercio Caldas e Mira Schendel.

Trabalho Jackson Pollock

RIO DE JANEIRO
Estados da Abstração do Pós-Guerra
longa duração, MAM Rio, Av. Infante Dom Henrique, 85 | mamrio.org.br
Após a Segunda Guerra Mundial, a abstração tomou conta da produção artística em diferentes contextos geográficos. Pensando nisso, o curador Paulo Venancio Filho organizou a exposição Estados da Abstração do Pós-Guerra, englobando inclusive tendências como o Construtivismo, o Expressionismo Abstrato, o Concretismo e o Informalismo. Entre os artistas apresentados estão nomes como Jackson Pollock, Josef Albers, Carlos Cruz-Diez e María Freire.

Trabalho de Maria Leontina

RIO DE JANEIRO
Alucinações À Beira Mar
longa duração, MAM Rio, Av. Infante Dom Henrique, 85 | mamrio.org.br
Assinada pelos curadores do MAM Rio, Fernando Cocchiarale e Fernanda Lopes, a exposição Alucinações À Beira Mar traz um panorama da produção artística das últimas décadas. A partir de trabalhos das três coleções da instituição – Gilberto Chateaubriand, Joaquim Paiva e a do
próprio museu – a mostra revela a diversidade do acervo do MAM Rio e exibe 199 trabalhos de 57 artistas, brasileiros e estrangeiros.

Ruínas do Cassino da Urca

RIO DE JANEIRO
Cassino
Heleno Bernardi, de 26/11 a 20/12, Istituto Europeo di Design, Av. João Luiz Alves, 13 | ied.edu
Cerca de uma tonelada de purpurina dourada será despejada nas ruínas do palco do antigo cassino da Urca, no Rio de Janeiro. O intuito do artista Heleno Bernardi é iluminar a história do edifício. Esta é a última intervenção artística realizada no espaço antes do início das obras de reforma e restauração do edifício que ficou abandonado durante quatro décadas. O resto do material utilizado no trabalho será misturado à massa que será usada na restauração do IED.

Trabalho de Fernanda Gomes (Foto: Pat Kilgore)

SÃO PAULO
Fernanda Gomes
até 20/1/18, Galeria Luisa Strina, Rua Padre João Manuel, 755 | galerialuisastrina.com.br
A exposição é um campo de testes – e a galeria uma extensão do atelier – para a artista Fernanda Gomes, que abre sua oitava individual na Galeria Luisa Strina. Neste campo de experiências que é a galeria, a artista expõe esculturas e instalações que, embora aparentem um estágio processual, são peças cujo acabamento ostentam síntese e precisão.

Sem Título, matriz em chapa de metal de Sérvulo Esmeraldo, 1960 (Foto: Gerson Tung)

PORTO ALEGRE
PulsationsPulsações
Do arquivo vivo de Sérvulo Esmeraldo, 28/11 a 31/3/18, Sérvulo Esmeraldo, Galeria do Instituto Ling, Rua João Caetano, 440  | institutoling.org.br
Esta é a primeira exposição póstuma do artista Sérvulo Esmeraldo, falecido em janeiro deste ano. A mostra traz 84 peças entre gravuras, matrizes, desenhos, estudos, relevos, maquetes, instalações, documentos e fotografias. A exposição busca apresentar a fase em que o autor viveu na França entre os anos de 1957 a 1980, além de expor um material que estava guardado por cerca de 40 anos em seu ateliê. No dia 28/11 o curador Ricardo Resende e a mulher do artista Dodora Guimarães abrem um espaço para um bate papo com o público.

Z > N (de zero a n) moto continuum de César Meneghetti (2017)

SÃO PAULO
Distrópicos
Adrian Luke, César Meneghetti, Giancarlo Latorraca e Jê Américo, de 27/11 a 20/12, Ateliê Alê, Rua São Sebastião, 570 | atelieale.com
A coletiva reúne trabalhos dos artistas César Menghetti, Giancarlo Latorraca, Adrian Luke e Jê Américo, que versam sobre a cidade de São Paulo e os desafios arquitetônicos para atender as necessidades de sua população. Com curadoria da arquiteta Clarice Mester a exposição traz fotografias, vídeos, desenhos e esculturas que exemplificam o neologismo criado pelos artistas.

Sem Título, de Alvaro Seixas

RIO DE JANEIRO
Muito Romântico Tour
Alvaro Seixas, até 19/1/18, Galeria Cavalo, Rua Sorocaba, 51 | galeriacavalo.com
A individual de Alvaro Seixas convida o público a explorar sentimentos e desejos de escapismo do século 19 aos dias de hoje. A inserção de uma série de desenhos de arranjos florais dá à exposição uma pegada ironicamente romântica.

 

Visitantes da exposição Arte Degenerada em Munique em julho de 1973

SÃO PAULO
A “Arte Degenerada” de Lasar Segall: perseguição à arte moderna em tempos de guerra
Lasar Segall, de 25/11 a 30/4/18, Museu Lasar Segall, Rua Berta, 111 | museusegall.org.br
Com curadoria de Helouise Costa e Daniel Rincon a exposição tem como objeto a história da perseguição à arte moderna empreendida pelos nazistas. O intuito é rever esse trajeto da história relacionando-a com sua repercussão no Brasil. São expostas cerca de 35 gravuras, todas confiscadas de museus públicos alemães, na ação de nazistas contra o que denominavam de arte degenerada. Além disso, o público tem acesso à documentação de duas obras de Segall que foram destruídas.

Ballet Tríade de Kubo

SÃO BERNARDO DO CAMPO
Narrativas da Pina
até 3/12, Pinacoteca de São Bernardo do Campo, Rua Kara, 105 | saobernardo.sp.gov.br/pinacoteca
A pinacoteca de São Bernardo do Campo finaliza o processo de reestruturação de seu acervo com a exibição da mostra Narrativas da Pina. São 22 obras escolhidas pelos 20 envolvidos no projeto, que representam a sociedade civil, a universidade e os funcionários da pinacoteca. Os trabalhos foram escolhidos com a finalidade de criar um diálogo com um público leigo, de todas as idades, que não conhece o rico acervo municipal.

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