seLecTs – agenda da semana (11/4/2019)

Rosana Paulino, Adriana Varejão, Abdias Nascimento, Piti Tomé, Marcelo Cipis, Felipe Seixas, Claudio Cretti, Marcelo Conrado, Alexandre Silveira

Da redação
Tecelãs (2003), de Rosana Paulino (Foto: Isabella Matheus)

RIO DE JANEIRO
A Costura Da Memória
Individual de Rosana Paulino, de 13/4 a 25/8, Museu de Arte do Rio, Praça Mauá, 5 | museudeartedorio.org.br
A mostra é uma itinerância da primeira grande retrospectiva da artista Rosana Paulino, realizada em 2018 na Pinacoteca do Estado de São Paulo. Com curadoria de Valéria Piccoli e Pedro Nery, a exposição conta com mais de 140 obras produzidas ao longo dos 25 anos de produção de Paulino, que discute questões como feminismo negro, racismo estrutural e violências históricas contra a população negra no país.

Detalhe de 90 Tentativas de Esquecimento (2018), de Pitit Tomé (Foto: Divulgação)

RIO DE JANEIRO
90 Tentativas De Esquecimento
Individual de Piti Tomé, até 7/7, Paço Imperial, Praça XV de Novembro, 48 | amigosdopacoimperial.org.br
A artista Piti Tomé apresenta cerca de 100 obras inéditas, produzidas em 2018 e 2019, que levantam debate sobre memória e o esquecimento. Com curadoria do artista Efrain Almeida, a individual explora a fotografia em campo expandido e reflete sobre as funções dessa linguagem, tocando sua perenidade, seus significados e sua história.

Aula Aberta de Modelo Vivo realizada em 2018 (Foto: Divulgação)

RIO DE JANEIRO
Aula Aberta De Modelo Vivo
Em 12/4, 19hrs, EAV Parque Lage, Rua Jardim Botânico, 414  | eavparquelage.rj.gov.br
Na sexta-feira, às 19h, a Escola de Artes Visuais do Parque Lage promove aula aberta de modelo vivo com Gianguido Bonfanti, um dos professores mais antigos da instituição. Nessa edição, Gianguido fala sobre os princípios do desenho como manifestação criadora e de liberdade individual, abordando desde desenhos rupestres até experiências mais contemporâneas. Três modelos fazem uma performance de duas horas para que o público possa desenhá-los, acompanhados pelos músicos do Quarteto Atlas e da Orquestra de Rua. Gratuita, a aula acontece no pátio da piscina da EAV. É necessário levar bloco de desenho, carvão, grafite (4B, 5B ou 6B), pastel (oleoso ou seco), lápis de cor e bastão à óleo. 

A Utopia É Aqui, de Marcelo Cipis (Foto: Julia Thompson)

RIO DE JANEIRO
DeaRio
Individual de Marcelo Cipis, 13/4 a 15/6, Galeria Anita Schwartz, Rua José Roberto Macedo Soares, 30 | anitaschwartz.com.br
A mostra apresenta mais de 40 obras do artista paulistano Marcelo Cipis , entre pinturas, desenhos, objetos e instalações, inéditas ou emblemáticas, de seus últimos 25 anos de sua trajetória. Essa é a primeira individual do artista no Rio de Janeiro e conta com texto crítico de Adolfo Montejo Navas, que aponta como pode ser “tão problemático quanto inquietante o lugar da pintura na globalização visual” e que, na obra de Cipis, essa linguagem tem uma característica “distópica e utópica ao mesmo tempo”.

Trabalho de Claudio Cretti (Foto: Henk Nieman)

RIO DE JANEIRO
Quimeras
Individual de Claudio Cretti, de 16/4 a 28/5, Galeria Cassia Bomeny, Rua Garcia D´Ávila, 196 | cassiabomeny.com.br
Com curadoria do crítico e historiador Tadeu Chiarelli, a exposição apresenta um recorte da obra de Claudio Cretti. Nas esculturas que exibe, o artista interliga pedaços de madeira e borracha com objetos apropriados, como cachimbos, em insólitas composições.

Quarteto Ritual n. 2. (1971), pintura de Abdias Nascimento (Foto: IPEAFRO)

NITERÓI
Abdias Nascimento: Um Espírito Libertador, individual
O País Ocupado, exposição coletiva
Farol, individual de Engel Leonardo
De 13/4 a 4/8, MAC Niterói
, Mirante da Boa Viagem | culturaniteroi.com.br/macniteroi
O MAC Niterói apresenta três novas exposições com curadoria de Pablo Leon de La Barra e Raphael Fonseca. Abdias Nascimento: Um Espírito Libertador é a maior exposição já realizada da produção de pintura do ativista, político, professor, ator e teatrólogo Abdias Nascimento, importante nome para a história do movimento negro no Brasil. A mostra coletiva O País Ocupado reúne obras de Antonio Dias, Antonio Manuel, Ivan Serpa e Rubens Gerchman, produzidas durante a ditadura militar no Brasil, que pertencem à coleção João Sattamini. Já Farol é a primeira individual do caribenho Engel Leonardo no Brasil e será apresentada na varanda do museu, em diálogo com a arquitetura e a história do espaço.

Batalha de Anghiari (2019), de Cesare Pergola, escultura digital que será projetada com videomapping (Foto: Cesare Pergola)

SÃO PAULO
Decifrando da Vinci
Homenagem a Leonardo da Vinci, 15/4, 19 hrs, Instituto Italiano de Cultura de São Paulo, Av. Higienópolis, 436 | iicsanpaolo.esteri.it
Leonardo da Vinci (1452-1519), uma das figuras mais importantes do Renascimento, será celebrado pelo Instituto Italiano de Cultura de São Paulo (IIC) com uma série de eventos científicos e artísticos intitulada Decifrando da Vinci. As comemorações se iniciam no dia 15 de abril, data de nascimento do artista, com a exibição de uma vídeo instalação de Cesare Pergola na sede do IIC, seguida de um recital de música renascentista e conferência com os professores André Tavares Pereira (Unifesp) e Luciano Migliaccio (USP). A partir dessa data, os eventos prosseguem durante todo o ano.

Composição Aleatória (2019), de Felippe Moraes (Foto: Felippe Moraes)

SÃO PAULO
Solfejo
Individual de Felippe Moraes, até 30/6, Centro Cultural Fiesp, Av. Paulista, 1313 | centroculturalfiesp.com.br
Centro Cultural Fiesp apresenta a individual Solfejo de Felippe Moraes, com curadoria de Julia Lima. Moraes apresenta uma exposição imersiva que propõe ampliar a perspectiva do público sobre os sons, por meio de instalações com cheiros, músicas, vídeos e textos que discutem as expressões da musicalidade presentes no cotidiano.

Tragédia T. (2019), de Rui Dias Monteiro (Foto: Marcus Leoni)

SÃO PAULO
Escuta À Procura De Som
Exposição coletiva, de 13/4 a 11/5, Consulado Geral de Portugal em São Paulo, Rua Canadá, 324 | consuladoportugalsp.org.br
Escuta À Procura de Som, com curadoria de Isabella Lenzi,  retira seu título do poema Viver, de Carlos Drummond de Andrade. A exposição reúne as artistas brasileiras Carolina Cordeiro e Laura Belém e os portugueses Diogo Bolota e Rui Dias Monteiro, que apresentam obras em diálogo com a arquitetura, a história e a condição do Consulado Geral. A partir de distintas abordagens e linguagens, os artistas problematizam a complexa relação entre os países Brasil e Portugal – no passado e presente – e propõem uma reflexão crítica sobre a situação de sujeito no contexto atual do Brasil.

Sem Título (2019), de Felipe Seixas (Foto: Felipe Seixas)

SÃO PAULO
Felipe Seixas, individual
Tempo Quando, individual de Marilde Stropp
De 13/4 a 4/5, Zipper Galeria, R. Estados Unidos 1494 | zippergaleria.com.br
Felipe Seixas apresenta sua segunda individual na Zipper Galeria, com curadoria de Douglas de Freitas. O artista explora o uso de diferentes materiais em esculturas e instalações, propondo um pensamento dialético a partir dos contrastes entre elementos duros e moles ou industriais e digitais. A galeria abre no mesmo dia a individual Tempo Quando, da artista Marilde Stropp, com curadoria de Eder Chiodetto, a partir do programa Zip’Up, destinado à exibição de jovens artistas no espaço da galeria.

Cena do filme Horácio (Foto: Divulgação)

SÃO PAULO
Horácio
Filme de Mathias Mangin, com Zé Celso, estreia 11/4
O ator Zé Celso estrela o longa-metragem dirigido por Mathias Mangin, chamado Horácio. Filmado em São Paulo no tradicional bairro do Bixiga, o longa é um drama que narra a implosão de uma família disfuncional ao longo de um dia. “Nesse filme, todos são uma emanação do personagem principal Horácio, todos são esse velho bandido que tem medo de ficar sozinho e quer ser amado”, comenta o diretor. O elenco conta ainda Maria Luísa Mendonça e Marcelo Drummond.

Ateliê Aberto Pivô Pesquisa, em 2019 (Foto: Julia Thompson)

SÃO PAULO
Ateliê Aberto
Em 13/4, das 13 às 19hrs, Pivô, Edifício Copan, loja 54 | pivo.org.br
O Pivô realiza no sábado 13 mais uma edição do Ateliê Aberto com os artistas em residência Adrian S.Bará, Anna Costa e Silva, Carolina Cordeiro, Carolina Maróstica, Deco Adjiman, Fernanda Feher, Gilson Rodrigues, Gui Mohallem, Leandra Espírito Santo, Maya Weishof, Renan Marcondes, Rui Dias Monteiro, Tomas Klotzel e Vanessa da Silva. No mesmo dia, às 15h, acontece uma conversa pública entre Julian Fuchs, os artistas Michelle Mattiuzzi e Tatewaki Nio e os curadores Ines Linke e Uriel Bezerra, marcando o encerramento da exposição Ecos do Atlântico Sul, realizada em parceria com o Goethe Institut.

Identidade visual do evento

SÃO PAULO
Conversas No Breu
Germano Dushá e Thiago Martins de Melo, 16/4, das 19 às 22hrs , Breu, Rua Barra Funda, 444  | espacobreu.com
A próxima edição do Conversas no Breu, projeto realizado mensalmente que promove diálogos entre artistas, curadores e agentes culturais, recebe Thiago Martins de Melo e Germano Dushá. O artista e o curador apresentarão suas pesquisas para o público, tendo como ponto de partida a ideia de disputas de narrativas.

Frame de O Peso da Terra (2015-2019), de Alexandre Silveira (Foto: Divulgação)

CAMPINAS
O Peso da Terra
Individual de Alexandre Silveira, de 12/4 a 30/5, Museu da Cidade (MuCi), Avenida Andrade Neves, 33
Com curadoria de Samantha Moreira e Thais Rivitti, a exposição reúne obras em diferentes linguagens, produzidas nos últimos dez anos pelo artista Alexandre Silveira. O vídeo O Peso Da Terra, que dá nome à mostra, é um trabalho inédito que foi filmado durante uma residência realizada no Chão SLZ em 2015, em São Luís do Maranhão, e finalizado este ano.

E Se Não Houver Outra Vida, Esta Você Viveu (2019), de Marcelo Conrado (Foto: Divulgação)

CURITIBA
O Que É Original?
Individual de Marcelo Conrado, de 11/4 a 18/8 Museu Oscar Niemeyer, Rua Marechal Hermes, 999 | museuoscarniemeyer.com.br
A mostra exibe obras de Marcelo Conrado com curadoria de Maria José Justino. O artista mostra pinturas realizadas em colaboração com outros autores, além de obras em que Conrado usa fotografias de bancos de imagens, sobrepostas com frases anônimas, retiradas de pichações, redes sociais ou conversas casuais. O artista explora as relações entre arte e direito, propondo uma discussão sobre o conceito de autoria na arte contemporânea.

Identidade visual do Centro Cultural Vale Maranhão

SÃO LUÍS DO MARANHÃO
Indígenas BR
Atividades ao público, até 14/4 Centro Cultural Vale Maranhão, Aven​ida​ ​Henr​ique​ ​Le​al​, ​149​ | ccv-ma.org.br
O Centro Cultural Vale Maranhão promove uma série de atividades como forma de resgate e resistência da cultura local, em relação a seus diálogos com a cultura urbana internacional. A programação inclui contação de histórias para crianças, oficinas, apresentações e mostras de filmes produzidos por cineastas indígenas.  

Proposta para uma Catequese – Parte I e Díptico Morte e Esquartejamento (1993), de Adriana Varejão (Foto: Eduardo Ortega)

SALVADOR
Adriana Varejão – Por Uma Retórica Canibal
Individual, de 16/4 a 15/6 Museu de Arte Moderna da Bahia, Av. Contorno, s/n | jamnomam.com.br
Um dos nomes mais respeitados das artes visuais do Brasil, Adriana Varejão terá pela primeira vez um conjunto significativo de sua obra exposto em Salvador. A exposição Adriana Varejão – Por Uma Retórica Canibal fará itinerância ao longo do ano por cidades brasileiras fora do eixo Rio-São Paulo, começando pela capital baiana. Com curadoria de Luisa Duarte, a monográfica faz parte de um projeto que pretende descentralizar o acesso à produção da artista carioca, exibindo 19 obras realizadas entre 1992 e 2016.

Retrato de Leonard Cohen (1988) (Foto: Claude Gassian)

NOVA IORQUE
Leonard Cohen: A Crack In Everything
Coletiva, de 12/4 a 8/9, Jewish Museum, 1109 5th Ave at 92nd St | thejewishmuseum.org
Leonard Cohen: A Crack in Everything  é a primeira exposição dedicada ao legado e a imaginação do cantor e compositor canadense. A exposição inclui obras comissionadas de diversos artistas internacionais, como Janet Cardiff & George Bures Miller, Tacita Dean, entre outros, que foram influenciados pelas composições de Cohen. O projeto conta ainda com projeções dos desenhos de Cohen e uma galeria multimídia que dá acesso a músicas e interpretações do autor. Organizada originalmente pelo Musée d’art Contemporain de Montréal, a exposição tem curadoria de  John Zeppetelli e co-curadoria de Victor Shiffman.

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