seLecTs – agenda da semana (4/4/2019)

Mark Lewis, Tarsila, Lina Bo Bardi, Philippe Decrauzat, Urbe Solo, É Tudo Verdade, José Damasceno, Abertura 1980, Fábio Magalhães, Claudio Goulart

Da redação

Publicado em: 04/04/2019

Categoria: Agenda, Destaque, Selects

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Still de São Paulo, Parte 1, (2019), Mark Lewis. Foto: Divulgação

SÃO PAULO
Cidade
Individual de Mark Lewis, de 6/4 a 20/4, Casa do Povo, R: Três Rios, 252 | casadopovo.org.br
A exposição, com curadoria de Benjamin Seroussi, traz os vídeos São Paulo, Parte 1 (2019) e São Paulo, Parte 2 (2019), nos quais o artista canadense revisita o Art Palácio, localizado no largo do Paissandú, e o Teatro de Arte Israelita Brasileiro, situado no subsolo da Casa do Povo, ambos arruinados atualmente. Para imaginar como seriam tais lugares se nunca tivessem sido destruídos, o artista reconstitui os espaços por meio de colagens a partir de arquivos históricos. Numa lógica invertida, as imagens da cidade trazem cenas de devastação. Lewis já havia produzido outros vídeos na cidade de São Paulo em projeto comissionado pela 31ª Bienal de São Paulo.

Operários (1933), de Tarsila do Amaral (Foto: Divulgação)

SÃO PAULO
Tarsila Popular
Lina Bo Bardi: Habitat
De 5/4 a 28/7, Masp, Av. Paulista, 1578 | masp.org.br
A mostra Tarsila Popular tem curadoria de Fernando Oliva e reúne cerca de 120 obras, entre pinturas e desenhos, nos quais a artista associa a matriz modernista europeia da qual fez parte a personagens, temas e narrativas ligados ao universo popular no Brasil, como as cenas de Carnaval, favelas, feiras ao ar livre, a religiosidade ou as lendas indígenas. A abertura será simultânea à da exposição Lina Bo Bardi: Habitat, sobre a arquiteta ítalo-brasileira que projetou, entre outros, o edifício que abriga o Masp. A exposição, com curadoria de José Esparza Chong Cuy, Julieta González e Tomás Toledo, irá se debruçar sobre a ampla atuação de Bo Bardi, com seus projetos de arquitetura, mobiliário e empreitadas editoriais, além de propostas pedagógicas, expográficas e curatoriais para museus e centros culturais. Ambas as mostras integram o ciclo Histórias das Mulheres, Histórias Feministas, eixo temático que guiará a programação da instituição ao longo de 2019.

U e O (2019), de Marco Maggi (Foto: Cortesia Galeria Nara Roesler)

SÃO PAULO
Reflexões sobre Espaço e Tempo
Exposição coletiva, até 11/5
Philippe Decrauzat
Individual, até 1º/6, Galeria Nara Roesler, Avenida Europa, 655 | nararoesler.art
A Galeria Nara Roesler, em parceria com a galeria francesa Kamel Mennour, apresenta Reflexões Sobre Espaço e Tempo com curadoria de Agnaldo Farias na 29ª edição do programa Roesler Hotel, que promove diálogos internacionais, convidando curadores e artistas para experimentar dentro do espaço da galeria. Com obras de artistas como Daniel Buren, Anish Kapoor, Alicja Kwade, Lucia Koch, Julio Le Parc, entre outros, a exposição apresenta esculturas, instalações, fotografias e pinturas que lidam com a reflexão dos materiais como ideia central. Também está em exposição na galeria, a individual do suíço Philippe Decrauzat, que desdobra a abstração geométrica em diversos suportes como murais, instalações, filmes e esculturas, em uma linhagem histórica que parte das correntes construtivas e da op art.

Nave voadora (1999), de Ernesto Neto (Foto: Cortesia do Artista, Tanya Bonakdar Gallery, Jean Vong)

SÃO PAULO
O tridimensional na arte brasileira contemporânea
Curso, de 30/3 a 29/6, Pinacoteca de São Paulo, Praça da Luz, 2 | pinacoteca.org.br
A programação de 2019 da Pinacoteca busca revisar a produção dos escultores brasileiros em atividade hoje, entre eles Ernesto Neto, Fernanda Gomes, Arthur Lescher, Marepe, entre outros. O curso conta com curadores, críticos e pesquisadores como José Augusto Ribeiro, Camila Bechelany, Raphael Fonseca, Cauê Alves, Paula Braga e Ana Maria Belluzzo que buscam refletir sobre os desdobramentos, conexões e referências nas relações entre a escultura, a paisagem, o espaço e outras linguagens como a instalação ou a performance.

Espiral (2014), Sérgio Niculitcheff (Foto: Divulgação)

SÃO PAULO
Niculitcheff/Posssebon – 2 Gravadores
Exposição de Sérgio Niculitcheff e Ennio Possebon, de 5/4 a 7/6, Casa da Boia, Rua Florêncio de Abreu, 123 | casadaboia.com.br
A mostra reúne sobretudo gravuras dos dois artistas que lidam com essa mídia como principal suporte de suas produções. O projeto encerra as comemorações dos 120 anos da Casa da Boia, um tradicional comércio de produtos hidráulicos e materiais não ferrosos de São Paulo, onde também são encontradas placas de cobre e zinco usadas na produção de gravuras. Um dos espaços do imóvel foi reformado para abrigar manifestações culturais dos mais diferentes tipos, de exposições a cursos e palestras.

A dupla Modular Dreams, um dos artistas convidados para o Urbe Solo (Foto: Divulgação)

SÃO PAULO
Urbe Solo
Intervenção, de 6/4 a 19/5, Rua Vila do Conde, 70 | urbe.org.br
Baseado nas relações entre arte, cidade e movimento, o Instituto URBE convidou os artistas Criola e o coletivo Modular Dreams, formado por Priscilla Cesarino e Danilo Barros, para intervirem em um mesmo espaço público como parte da primeira edição do programa criado para fomentar o diálogo entre artistas e a cidade. Os artistas convidados farão intervenções com pinturas, grafitti, instalações luminosas e mobiliário urbano para discutir questões como, gênero, raça, classe ou mobilidade. O URBE é um instituto sem fins lucrativos que promove reflexões, pesquisas e projetos envolvendo arte e espaço público. O projeto é coordenado por Julia Borges Araña e Lia Vissotto.

Bouquet (2019), Rodrigue Mouchez. (Foto: Mano Penalva)

SÃO PAULO
Litro Por Kilo
Mano Penalva e Rodrigue Mouchez, de 6/4 a 13/4, Massapê Projetos, Rua Fortunato 68
O artista franco-mexicano Rodrigue Mouchez esteve em residência no ateliê coletivo Massapê Projetos, organizado pelo artista Mano Penalva, por cerca de dois meses. A partir dessa experiência, os dois produziram a mostra Litro por Kilo, com texto de Leandro Muniz, na qual refletem sobre a permutabilidade dos padrões, medidas e valores de circulação de produtos pelos mercados populares. No sábado, 6/4 das 11 às 18 hrs, acontece um evento de ateliês abertos que envolve o Massapê e outros ateliês coletivos da região da Santa Cecília e Barra Funda, como o Espaço Breu e o Grupo Aluga-se. 

Frame do filme Partir (2018), de Sonia Guggisberg, selecionado para a mostra (Foto: Divulgação)

SÃO PAULO e RIO DE JANEIRO
É Tudo Verdade
Festival de documentários, de 04/04 a 14/04, etudoverdade.com.br
O festival exibirá 66 filmes selecionados entre mais de 1.600 títulos inscritos. Entre os artistas contemplados estão Sonia Guggisberg, Pedro González Bermúdez, Marcelo Gomes, entre outros. Além de uma série de apresentações online, haverá também uma homenagem ao diretor de cinema Nelson Pereira dos Santos (1928-2018). O festival será apresentado em instituições como o Itaú Cultural, Centro Cultural São Paulo, IMS Paulista, SESC 24 de Maio e IMS Rio de Janeiro em sessões gratuitas.

Elemento cifrado subitamente revelado (1999), de José Damasceno (Foto: Cortesia Mam Rio)

RIO DE JANEIRO
José Damasceno
Individual, de 6/4 a 16/6, Mam Rio, Av. Infante Dom Henrique, 85 | mamrio.org.br
A exposição é a primeira do Programa Solo, em que o MAM Rio realiza individuais de artistas brasileiros com obras pertencentes à sua coleção. Serão mostradas sete obras, que envolvem o uso de materiais industriais e objetos cotidianos arranjados por procedimentos como acumulação, gerando objetos que estão entre o desenho e a escultura. Desenhos a nanquim, hidrocor e esferográfica sobre papel dos anos 1990 também integram a mostra, assim como uma litografia produzida quando o artista ainda era estudante da Escola de Artes Visuais do Parque Lage.

Água/Cálice/Espelhos, (1975), Waltércio Caldas. (Foto: Divulgação)

RIO DE JANEIRO
Alegria – A Natureza-Morta nas Coleções MAM Rio
Exposição coletiva, de 6/4 a 7/7, Mam Rio, Av. Infante Dom Henrique, 85 | mamrio.org.br
A exposição dá continuidade às investigações de gêneros da pintura a partir dos acervos do MAM Rio. Com o mesmo título de uma instalação de Adriana Varejão, a mostra, com curadoria de Fernando Cocchiarale e Fernanda Lopes, investiga os possíveis desdobramentos e atualizações da ideia de natureza morta, em obras em diversas linguagens – pinturas, esculturas, vídeos, fotografias e instalações – pertencentes ao acervo do Museu produzidas por mais de 30 artistas de várias gerações, entre eles Guignard, Milton Dacosta, Vicente do Rego Monteiro, a portuguesa Lourdes Castro, Wilma Martins, Ivens Machado, Karin Lambrecht, Artur Barrio, Raul Mourão, entre outros.

Contramúsica, 2004. (Foto:Harun Farocki)

RIO DE JANEIRO
Conversa com Daniela Labra
6/4 às 17 hrs, IMS, Rua Marquês de São Vicente, 476 | ims.com.br
A crítica de arte Daniela Labra promove conversa gratuita com o público, no IMS Rio, na qual discute a obra Fogo Inextinguível (1969), de Harun Farocki, que está com individual em cartaz no centro cultural. Farocki indaga como seria possível representar a dor das vítimas do líquido inflamável Napalm na Guerra do Vietnã e questiona a alienação dos trabalhadores da indústria química envolvidos na produção de armas letais.

Vista da exposição Abertura 1980 (Foto: Maurício Froldi)

RIBEIRÃO PRETO
Abertura 1980
Exposição coletiva, até 14/12, Instituto Figueiredo Ferraz, Rua Maestro Ignácio Stabile, 200 | institutofigueiredoferraz.com.br
A exposição dá prosseguimento ao projeto do IFF de levar ao público diferentes olhares e recortes da coleção de Dulce e João Carlos Figueiredo Ferraz. O projeto, com curadoria de Rafael Vogt Maia Rosa, reúne obras de artistas como Waltércio Caldas, Iole de Freitas, Paulo Pasta, Nuno Ramos, Fábio Miguez, Guto Lacaz, entre outros cujas obras foram produzidas em torno da década de 1980 e, de modo geral, lidam com desenvoltura com os limites dos suportes tradicionais da pintura e da escultura.

Convite Ao Corte (2019), de Fábio Magalhães (Foto: Divulgação)

SALVADOR
Espectador da vida
Individual de Fábio Magalhães, até 26/4, Paulo Darzé Galeria, Rua Dr. Chrysippo de Aguiar, 8 | paulodarzegaleria.com.br
Fábio Magalhães apresenta uma série de objetos que reproduzem em miniatura os espaços domésticos, relacionando o interesse por memórias, afetos e experiências existenciais com ideias como violência ou abjeção, tratadas com intimismo pela escala reduzida das peças. A mostra tem curadoria de Thais Darzé. 

History (1981), de Claudio Goulart (Foto: Acervo FVCB)

VIAMÃO
Quando o horizonte é tão vasto
Individual de Claudio Goulart, de 6/4 a 20/7, Fundação Vera Chaves Barcellos, Av. Senador Salgado Filho, 8450 | fvcb.com.br
Esta é a primeira exposição póstuma de Claudio Goulart (1954-2005) no Brasil e reúne mais de 60 trabalhos do artista que desenvolveu sua carreira na Holanda a partir da década de 1970. A mostra inclui fotografias, instalações, livros, postais, colagens, vídeos, registros de intervenções urbanas e de exposições que discutem arquivo, memória, questões políticas e sociais. As obras foram recentemente incorporadas ao acervo da FVCB através de doação realizada pela Fundação Art Zone — instituição criada ainda em vida por Goulart que abriga o legado de sua obra.

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