seLecTs – agenda da semana (6/2/2020)

Aurelino Dos Santos, Rebecca Sharp, Alice Lara, Dani Tranchesi, Renan Teles, Bruno Munari, Maja Petric

Da redação

Publicado em: 06/02/2020

Categoria: Agenda, Destaque, Selects

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Detalhe de pintura Sem Título (2009) de Aurelino dos Santos (Foto: Reprodução)

BRASÍLIA
Aurelino Dos Santos – Construção Obsessiva
Individual, de 7/2 a 29/3, Museu Nacional da República, Setor Cultural Sul, Lote 2 | facebook.com/museunacionaldarepublica
Em uma curadoria de Thais Darzé, a exposição reúne mais de 100 obras produzidas entre 1980 e 2015 do pintor soteropolitano Aureliano dos Santos (1942), cuja obra relaciona uma sensibilidade vernacular ao rigor de construção dos espaços construtivos. Transitando entre figuração e abstração, suas pinturas e colagens captam ritmos da cidade, sugerem fachadas e representações vagas de emoções, embaralhando perspectivas em trabalhos de construção fina. 

Vista da instalação Arquitectura del humo (2015), de Ximena Garrido-Lecca
(Foto: Santiago Barco)

SÃO PAULO
Ximena Garrido-Lecca, individual, de 8/2 a 15/3
Neo Muyanga, performance com Legítima Defesa + Bianca Turner, 8/2, às 11h
Pavilhão Ciccillo Matarazzo, Parque Ibirapuera | bienal.org.br
No sábado, 8/2, tem início oficialmente o programa de exposições propostos pela curadoria da 34ª Bienal de São Paulo com abertura da monográfica da artista peruana Ximena Garrido-Lecca, às 9h, que será montada no 3º piso do pavilhão, e a performance do sul-africano Neo Muyanga, com coro de 40 vozes e participação do Legítima Defesa e Bianca Turner. Um dos pilares da proposta dos curadores Jacopo Crivelli (geral), Paulo Miyada (adjunto) e dos curadores convidados, Carla Zaccagnini, Francesco Stocchi e Ruth Estévez, é oferecer a oportunidade de ver trabalhos em diferentes contextos, ora em exposições individuais, ora em coletivas. A grande exposição internacional coletiva, intitulada Faz Escuro Mas Eu Canto, abre em 5/9 e deve trazer também obras de Garrido-Lecca, desta vez ao lado de trabalhos de outros artistas.

Ensaio sobre A Curva de João Trevisan (Foto: Divulgação) que trabalhou com o curador Bené Fonteles

BRASÍLIA
Curare
Exposição coletiva, de 7/2 a 1/3, Galeria Casa, casapark, 1º Piso | casapark.com.br
Ao longo de um ano, um duo de artistas e curadores propunha um projeto de intervenção na vitrine da Galeria Casa. Agora a mostra coletiva Curare busca redimensionar todos os projetos para que eles se relacionem entre si. A exposição é o resultado desse ano ano de colaboração entre os artistas Gustavo Silvamaral, Lino Valente, Ludmilla Alves, Lis Marina Oliveira, João Trevisan, Mariana Destro, Luciana Ferreira e Thiago Pinheiro e os curadores Ralph Gehre, Renata Azambuja, Atila Regiani, Cinara Barbosa, Bené Fonteles, Marília Panitz, Graça Ramos e Wagner Barja.

Desenho de Alice Lara na exposição As Ordens No Paraíso

BRASÍLIA
As Ordens No Paraíso
Individual de Alice Lara, de 6 a 29/2, Referência Galeria de Arte, SCLN 202 Bloco B Loja 11 Subsolo| referenciagaleria.com.br
Alice Lara pinta animais em zoológicos ou ambientes domésticos, em uma tentativa de reproduzir qualidades de suas pelagens pela própria construção pictórica, pelo movimento das pinceladas ou técnicas de raspagem, apresentando algumas contradições da criação de animais em cativeiro. Sua mostra na Referência Galeria de Arte leva adiante essa pesquisa, como desdobramento de outra individual realizada em 2019 no Paço das Artes, em São Paulo. 

We Commend Our Spirit (2019) de Rebecca Sharp (Foto: Divulgação)

SÃO PAULO
Trago a Mensagem Do Destino
Individual de Rebecca Sharp, até 14/3, Sé Galeria, Al. Lorena, 1257 | segaleria.com.br
A artista paulistana Rebecca Sharp, radicada nos Estados Unidos, apresenta uma individual de pinturas produzidas sob o efeito de transe e meditação, com curadoria de Tiago de Abreu Pinto. Os resultados são pinturas de pequenas dimensões, com grossas camadas de tinta e pinceladas enfáticas que geram figuras amorfas. Os trabalhos contrastam uma construção rala com uma espacialidade que evoca a pintura metafísica.

Six Lunes Au Crépuscule (2019) de Nicolas Bourthoumieux (Foto: Divulgação)

SÃO PAULO
Efeito Tyndall
Exposição coletiva, de 8/2 a 21/3, Central Galeria, R. Bento Freitas, 306 | centralgaleria.com
O efeito tyndall é o efeito ótico que permite ver partículas de poeira suspensas no ar em fragmentos de luz. Este foi o título escolhido pela curadora Julie Dumont para reunir os artistas Adriana Affortunati Martins, Alexandre Brandão, C.L. Salvaro, Jurgen Ots e Nicolas Bourthoumieux em uma coletiva que busca discutir o invisível e aquilo que passa despercebido no cotidiano. 

Joanes, Ilha de Marajó – Pará, Série Lindo sonho delirante (2019) de Dani Tranchesi

SÃO PAULO
Lindo Sonho Delirante
Individual de Dani Tranchesi, de 11/2 a 14/3, Galeria Estação, Rua Ferreira Araújo, 625 | galeriaestacao.com.br
Ao longo de um ano, a artista paulistana Dani Tranchesi e o curador Diógenes Moura se encontraram periodicamente para a produção de uma exposição e de um livro homônimos, Lindo Sonho Delirante. O projeto é composto de cerca de 60 imagens de espaços domésticos e cenas do cotidiano, ainda que em condições adversas de precariedade e vulnerabilidade sociais, registradas em cidades como São Paulo, Belém, Joanes, Soure e Cachoeira do Arari.

Foto da série Esmeraldas não é Cohab porque tem elevador de Renan Teles

SÃO PAULO
Esmeraldas Não É Cohab Porque Tem Elevador
Individual de Renan Teles, de 8/2 a 28/3, Oficina Cultural Alfredo Volpi, Rua Américo Salvador Novelli, 416 | oficinasculturais.org.br
Renan Teles apresenta uma série de fotografias nas quais retrata jovens que ainda moram com seus pais no conjunto habitacional Esmeralda, no bairro de Itaquera, extremo leste de São Paulo. A exposição, com curadoria de Nalu Rosa, parte do testemunho sintomático de que, por possuir elevadores, as pessoas locais não reconhecem o conjunto habitacional como tal, o que faz da exposição um mapeamento de uma classe social específica e suas contradições no atual momento político e econômico no país.

Sensitiva (1940-1990) de Bruno Munari (Foto: Divulgação)

SÃO PAULO
Sempre Uma Coisa Nova
Individual de Bruno Munari, de 7/3 a 18/4, Bergamin & Gomide, Rua Oscar Freire, 379 | bergamingomide.com.br
O artista italiano Bruno Munari (1907-1998) também atuava como designer gráfico e pedagogo, produzindo obras de forte caráter comunicativo sobre as relações do homem com o mundo. Colagens, desenhos, composições simples com materiais como arame e madeira ou intervenções em objetos cotidianos, como os garfos modificados da icônica série Forchette Parlanti [Garfos Falantes] (1958), estão entre alguns dos recursos usados na prolífica obra do artista que também foi um dos pioneiros da arte concreta na Itália. 

Olimpo I (2020) de Irene Guerreiro (Foto: Divulgação)

SÃO PAULO
Ressetar
Exposição coletiva, de 8/2 a 23/5, Museu da Diversidade Sexual, Estação República do Metrô, n° 24 | mds.org.br
O curador Duílio Ferronato reuniu os artistas André Felipe Cardoso, Andrey Rossi, Élle de Bernardini, Gabriel Almeida, Gabriel Pessoto, Gabriel Torggler, Irene Guerriero, Julio Dojcsar, Ramo Negro, Roberta Fortunato, Silvana Marcondes e Yan Copelli para pensar como seus trabalhos respondem a traumas gerados pelo preconceito e por violências de gênero. 

Obra em processo de Antonio Obá (Foto: Divulgação)

SÃO PAULO
Construção
Exposição coletiva, de 6/2 a 15/3, Mendes Wood DM, Rua da Consolação, 3358 | mendeswooddm.com
Os primórdios da tecnologia digital, a Guerra Fria e os embates políticos no Brasil durante a ditadura estão entre os referentes históricos discutidos na exposição, como parâmetros para pensar o presente. O título é uma referência à icônica canção de Chico Buarque e o projeto conta com a participação de artistas de diversas gerações e países como Ana Mendieta, Antonio Obá, Coco Fusco, Dalton Paula, Doris Salcedo, Éder Oliveira, Flávio Cerqueira, Marcela Cantuaria,  Otobong Nkanga, Paulo Nazareth, Renata Felinto, Roberto Winter, Rosana Paulino e William Kentridge.

We Are All Made Of Light de Maja Petric (Foto: Reprodução)

SÃO PAULO
Constelação – Somos Todos Feitos de Luz
Individual de Maja Petric, de 7/2 a 3/5, Farol Santander, Rua João Brícola, 24 | farolsantander.com.br
Uma constelação feita a partir da silhueta de cada visitante é projetada no espaço em uma proposta da artista croata Maja Petric. Com curadoria de Antonio Curti, a exposição alinha-se à discussão sobre arte digital e participação, esculturas de luz e instalações imersivas.  A elaboração do projeto envolveu uma composição algorítmica desenvolvida pelo polonês Marcin Paczkowski e a colaboração do cientista computacional romeno Mihai Jalobeanu. Já foi exibida nos Estados Unidos, China, Inglaterra e Espanha, com adaptações para cada um desses contextos. 

Da série Noturno (2019) de Sandra Cinto (Foto: Divulgação)

TÓQUIO
Jardim Cósmico
Individual de Sandra Cinto, de 10/2 a 10/5, Fundação Hermès, 5-4-1, Ginza, Chuo-ku | hermes.com
Sandra Cinto apresenta uma de suas icônicas instalações nas quais o desenho se expande do espaço do papel para ocupar as paredes de instituições, gerando uma experiência imersiva dentro dos céus, abismos e paisagens criados pela artista. Sua exposição na Fundação Hermès é uma resposta introspectiva, silenciosa e meditativa para os momentos de instabilidade social e política em que vivemos. 

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