SP-Arte em primeira mão

Confira destaques da 15ª SP-Arte, que conta com galerias internacionais, núcleo de design, solo projects, artistas históricos e mais

Leandro Muniz
Na 15ª SP-Arte, a Galeria Luisa Strina apresenta obras históricas de Robert Rauschenberg, precursor da arte pop norte americana. Na imagem, Aboard, 1993 (Foto: Robert Rauschenberg Foundation)

Entre os dias 4/4 e 7/4, o Pavilhão da Bienal, em São Paulo, recebe a 15ª edição da SP-Arte, que este ano conta com 121 galerias nacionais e internacionais. Estreiam no evento Bendana Pinel (Paris), Die Ecke Arte Contemporáneo (Santiago do Chile), IK Projects (Lima) e Patricia Ready (Santiago do Chile).

O setor Solo terá curadoria de Alexia Tala (Chile), com projeto que busca desconstruir visões eurocêntricas a partir de uma perspectiva latino-americana, com a participação de artistas como Alejandra Prieto (Die Ecke Arte Contemporáneo), Manata e Laudares (Sé Galeria), María Edwards (Galeria Patricia Ready), Nicole Franchy (IK Projects), Ayrson Heráclito (Portas Vilaseca), Sandra Vásquez de la Horra (Bendana Pinel), Luis González Palma (Galería de Babel), Rafael Pagatini (OA), Randolpho Lamonier (Periscópio) e Fernando Bryce (Espaivisor).

Marcos Gallon (diretor artístico da VERBO) será o responsável pelo setor de performance que voltará a ser apresentado por todo o espaço do pavilhão. O setor conta com ações de avaf (assumid vivid astro focus) (Galeria Casa Triângulo), Jaime Lauriano (Galeria Leme/AD), Cadu (Galeria Vermelho), Cristiano Lenhardt (Fortes D’Aloia & Gabriel), Maria Noujaim (Galeria Jaqueline Martins) e Jorge Soledar (Portas Vilaseca). Como incentivo à performance nos contextos comercial e institucional, a SP-Arte irá adquirir uma das ações apresentadas no evento e a obra será posteriormente doada a uma instituição pública em São Paulo.

O setor Masters – criado em 2017 sob o título Repertório e agora rebatizado como o título da britânica Frieze Masters – tem o objetivo de revisar trabalhos produzidos até a década de 1980 cuja relevância tenha tido pouco destaque no mercado nacional. Este ano, terá curadoria do crítico e professor de história da arte Thiago Mesquita, que propõe uma análise de obras e artistas do pós-guerra que foram fundamentais para o desenvolvimento das produções contemporâneas.

No terceiro andar, o setor de design apresenta figuras históricas – Joaquim Tenreiro, Sérgio Rodrigues, Lina Bo Bardi e Jorge Zalszupin -, produtores contemporâneos já estabelecidos – Hugo França, Jacqueline Terpins, Triptyque Architecture ou Luciana Martins e Gerson Oliveira, criadores da ,ovo – e iniciativas independentes – Plataforma 4, Noemi Saga, Ana Neute, Bianca Barbato e a internacional Form Bureau (Londres).

No área externa do prédio, o público poderá entrar em contato com obras de grandes dimensões pensadas para o espaço público em uma curadoria de Cauê Alves no setor Open Space, com obras dos artistas Hélio Oiticica, Eduardo Navarro, Janaina Mello Landini, Saint Clair Cemin, Luciano Zanette, entre outros.

O evento também apresentará uma série de talks com artistas, designers, curadores e diretores de instituições e um setor educativo realizará visitas guiadas temáticas com o público.

Confira abaixo um preview de alguns destaques da feira:

  • O setor Solo Projects com curadoria de Alexia Tala apresenta obras dos artistas Ayrson Heráclito (Portas Vilaseca, Brasil) Feliciano Centurión, Randolpho Lamonier entre outros que têm olhares críticos sobre as consequências da exploração da América Latina através da mistura entre estratégias documentais e narrativas poéticas. Na img., Barrueco colar (2004), da série Sangue vegetal, de Ayrson Heráclito (Foto: Cortesia Galeria Portas Vilaseca)
  • No setor Master, com curadoria de Thiago Mesquita, serão apresentadas obras históricas de artistas como Carlos Fajardo, que apresentará obras do início de sua carreira através da galeria Marcelo Guarnieri. (Foto: Cortesia Galeria Marcelo Guarnieri)
  • A Galeria Murilo Castro apresenta a produção de Anna Bella Geiger em um projeto com obras históricas (na img., BUROCRACIA, 1982) e trabalhos recentes em que a artista discute questões ligadas às identidades nacionais, raciais e de gênero através de vídeos, fotografias e desenhos (Foto: Divulgação)
  • Durante o Festival, o avaf (assume vivid astro focus) (Casa Triângulo, Brasil) apresenta uma performance inédita que embaralha cultura popular e danças contemporânea e afro. A coreografia é executada junto a um tapete dançante na companhia de uma trilha sonora produzida ao vivo. Na img., registro da performance axé vatapá alegria feijão, 2008 (Foto: Divulgação)
  • A Galeria Bendana Pinel participa pela primeira vez do evento, apresentando no setor Solo a obra da chilena Sandra Vásquez de la Horra (na img., Bajo el Master Octopuss, 2018). A galeria, baseada em Paris, tem como foco de sua pesquisa a difusão da arte latino americana (Foto: Cortesia Bendana Pinel Art Contemporain)
  • A Galeria MaPa apresenta uma remontagem da exposição de pinturas de Barbara Spanoudis e Valdeir Maciel que ocorreu em 1974 na galeria Astréia, na época, importante centro intelectual na cidade de São Paulo (Foto: Divulgação)
  • Cassia Bomeny terá dois estandes. No setor Repertório, a galeria carioca apresenta, em parceria com a paulistana Raquel Arnaud, uma exposição comemorativa de 75 anos de Carlos Zilio (na img., a pintura Delírio do Teles [prova dos nove]), No setor Geral, expõe uma coletiva com Antonio Manuel, Carlos Zilio, Daniel Feingold, Hilal Sami e Zé Garcia (Foto: Divulgação)
  • A Mendes Wood apresenta, dos seus artistas representados, obras de Rubem Valentim, Letícia Ramos, Kishio Suga, Solange Pessoa, Adriano Costa, Michael Dean, Patrícia Leite (na img., De Igreja do Ó, 2018), Sonia Gomes e Paulo Nimer Pjota (Foto: Cortesia Mendes Wood DM)
  • A espanhola Galería Elba Benítez mostra obras de Armando Andrade Tudela, Carlos Bunga, Fernanda Fragateiro, Hreinn Fridfinnsson, Carlos Garaicoa, Isa Melsheimer (na img., Isler, 2010), Ernesto Neto e Nicolás Paris
  • Galeria Luciana Brito apresenta obras de Bosco Sodi, Caio Reisewitz (na img., Jaraguá B, 2014), Héctor Zamorra, Regina Silveira, Rochelle Costi, entre outros (Foto: Reprodução)
  • A Galeria Leme/AD apresenta obras de seus artistas representados, como Márcia de Moraes, Jaime Lauriano (na img., Brinquedo de Furar Muletom (polícia militar 2), 2018), Thiago Martins de Melo, Frederico Fillippi, Raphael Escobar, Sandra Gamarra e Antonio Malta Campos
  • A Galeria Zipper apresenta obras de seu time de artistas que inclui Janaina Mello Landini, Celina Portella, Delson Uchôa (na img., Quaradouro, 1989-1998-2003-2018), João Castilho, Fernando Velázquez, entre outros (Foto: Reprodução)
  • A Mul.ti.plo Espaço Arte leva obras de artistas como Waltercio Caldas, Antoni Tàpies, Antonio Dias, Carlos Cruz-Diez e Christo. A partir de parceria com a editora catalã Polígrafa, lança no primeiro dia de feira o trabalho Seen In The Studio, de Pedro Cabrita Reis, na imagem. (Foto: Cortesia Mul.ti.plo Galeria)
  • No setor de design, com curadoria de Tomas Alvim e Marisa Moreira Salles, são apresentadas peças esculpidas por artistas dos povos Kamayurá, Mehinaku e Waujá em que bancos de madeira têm a forma de animais presentes na região Alto e Baixo Xingu, sul da Amazônia (Centro-Oeste), norte do Pará, Guianas e noroeste amazônico (Foto: Divulgação)
  • No setor de design, destaca-se o centenário do nascimento de Zanine Caldas, designer e arquiteto autodidata cuja produção transformou o mobiliário moderno no Brasil a partir dos anos 1940. A SP-Arte homenageia esta história com a Ocupação Zanine Caldas (Foto: Cortesia ETEL)
  • No setor de design, a ,ovo apresenta móveis, fotogramas e outros objetos de design de Luciana Martins e Gerson de Oliveira, em que as formas orgânicas remetem a paisagens (Foto: Divulgação)

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