SP-Arte faz 15 e América Latina é a cereja do bolo

15ª edição da SP-Arte, a feira internacional de arte de São Paulo, acontece a partir de quarta-feira, 4, no Pavilhão da Bienal

Paula Alzugaray
Desenho Notação (1974), de Analivia Cordeiro (Foto: Cortesia Aninat Isabel Galería)

A 15ª edição da SP-Arte, a feira internacional de arte de São Paulo, que acontece a partir de quarta-feira 4, é uma ótima oportunidade para a alemã Julia Stoschek preencher uma lacuna de sua coleção, atualmente em exibição no SESC Avenida Paulista. Duas pioneiras da videoarte no Brasil, Leticia Parente e Analívia Cordeiro, são os destaques em exibição no setor Masters, que apresenta obras dos anos 1950 aos 1980. A Galeria Jaqueline Martins mostra ao público obras de Parente, enquanto a chilena Isabel Aninat exibe trabalhos de Analívia Cordeiro.

Sem Título (1994) de Feliciano Centurión, apresentado pela Walden Gallery (Foto: Cortesia Walden Gallery)

Este ano, com 2.000 artistas de 15 países, a SP-Arte festeja suas 15 primaveras e a cereja do bolo é a América Latina. “Os mercados do eixo Sul são os mais desassistidos em feiras internacionais. Isso deve ser fomentado aos poucos, ao propor diálogos e aproximações”, diz Fernanda Feitosa, diretora da feira. Feitosa convidou a chilena Alexia Tala, curadora chefe da Bienal Arte Paiz, que acontecerá na Guatemala, em 2020, para comandar o setor Solo, composto por exposições individuais. Tala traz a São Paulo o paraguaio Feliciano Centurión, da galeria Walden, da Argentina, e Maria Edwards, da Galeria Patricia Ready, do Chile, entre outros. A curadora também participa de uma mesa redonda sobre a relação do Brasil com seus países hermanos.  

Outras atrações incluem o setor OpenSpace, com curadoria de Cauê Alves, curador do MuBE, com esculturas em grande escala distribuídas pelo parque Ibirapuera. Em diálogo com o que restou do paisagismo de Burle Marx e com os atletas que correm nas trilhas do parque, teremos instalações de Helio Oiticica (Arte57), Amelia Toledo (Galeria Marcelo Guarnieri), André Komatsu (Vermelho) e Eduardo Navarro (Nara Roesler). ”Temos uma ótima expectativa. Historicamente, a SP-Arte é a nossa principal feira e São Paulo é a nossa casa”, diz Alexandre Roesler, sócio da galeria Nara Roesler, que tem unidades em São Paulo, Rio e Nova York. “Apesar do momento ainda conturbado, os primeiros meses do ano indicam que os colecionadores estão otimistas com a expectativa de crescimento da economia e esse bom humor pode refletir em uma retomada também do crescimento do mercado de arte no Brasil”, diz ele.

O setor Performance este ano terá obras de AVAF (Casa Triângulo) e Jaime Lauriano (Galeria Leme/AD), que vai trocar as estrelas da bandeira do Brasil por sementes de Pau Brasil. “A SP-Arte vai comprar uma performance e doar para a Pinacoteca”, adianta Feitosa. O trabalho deverá custar até R$ 20 mil. Este é o terceiro ato filantrópico da SP-Arte. A primeira vez foi uma obra Mira Schendell, doada para o MAM-SP.

Serviço
SP-ARTE
Pavilhão da Bienal
Parque do Ibirapuera – São Paulo
De 4/4 a 7/4
sp-arte.com

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