Stephen Friedman mostra Zerbini a Nova York

Galeria americana leva à 8ª edição da feira Frieze de Nova York projeto especial com obras de Luiz Zerbini e Andreas Erikson

Da redação
Mesa Grande (2017) Luiz Zerbini na Galeria Stephen Friedman (Foto: divulgação )

A galeria americana Stephen Friedman dedica exclusivamente seu estande na feira Frieze New York, que acontece entre 2 e 5 de maio no Randall’s Island Park, a obras do suíço Andreas Erikson e do brasileiro Luiz Zerbini, nos dois casos feitas partindo de referências à natureza para produzir composições inusitadas e orgânicas. A pintura de Erikson é composta por empastos de tinta que geram superfícies de forte apelo tátil, evocando formas topográficas e etéreas. De Zerbini, é apresentada uma série de monotipias que realiza tendo como matriz folhas coletadas no Instituto Inhotim. A série é desenvolvida desde 2016 e o artista já apresentou parte do trabalho na galeria Fortes D’Aloia e Gabriel e na Carbono Galeria. Na Frieze, Zerbini também apresenta uma mesa feita com vários níveis de placas de vidro e objetos que replicam no espaço tridimensional o esquema compositivo de suas pinturas. 

Litani (2019), de Andreas Erikson apresentado pela Galeria Stephen Friedman na Frieze Nova York (Foto: Divulgação)


Além da contribuição da Stephen Friedman, 8
ª edição da Frieze Nova York recebe mais de 120 galerias de 26 países. A feira tem sessões curadas, distribuição de prêmios, incentivo à inserção de novos espaços no evento e a realização de tributos a importantes nomes da cena artística. Complementa a programação um conjunto de palestras e debates com artistas e curadores como Tracey Emin, Anish Kapoor e Alex Katz. 

A Frieze evidentemente traz galerias de peso como Gagosian, Hauser & Wirth, Lisson Gallery, David Zwirner, entre outras, mas também promove a participação de galerias com menos de 10 anos de atuação. No setor Spotlight, assinado pela curadora do Drawing Center Laura Hoptman, são apresentados artistas históricos, modernos e contemporâneos, com destaque para novos nomes que chegam ao evento por meio de colaborações com diretores de museus e instituições estrangeiras. As brasileiras que participam são Almeida e Dale, Fortes D’Aloia e Gabriel, Vermelho, Nara Roesler, Marília Razuk, Mendes Wood DM e Jaqueline Martins, que apresenta um estande com obras do artista Ricardo Basbaum.

Galeria Jaqueline Martins leva obras de Ricardo Basbaum à Frieze. Na imagem, System – Cinema: Ecstasy – Exercise (2018) (Foto: Divulgação)


Entre os destaques da feira está o setor Diálogos, que celebra os 50 anos do El Museo del Barrio, instituição novaiorquina focada em América Latina, com curadoria de Patrick Charpenel e  Susanna V. Temkin. Também chama
a atenção o grande número de galerias asiáticas, como as estreantes Tang Contemporary Art, MadeIn Gallery, Capsule Shanghai e Edouard Malingue Gallery e as veteranas Boers-li Gallery e BANK.

Ainda acontece um tributo para o Just Above Midtown (JAM), um espaço sem fins lucrativos destinado a promover o trabalho de artistas afro-americanos fundado em 1974 por Linda Goode Bryant, cineasta e ativista. O espaço é pioneiro na cena norte-americana e importante por lançar artistas como Lorna Simpson, que participa da feira pela Hauser & Wirth e realiza uma fala aberta sobre sua produção.

Entre os prêmios distribuídos pela feira e projetos inovadores estão o Frieze Artist Award destinado a comissionamento de obras de artistas jovens, prêmios para galerias iniciantes e uma sessão dedicada ao apoio de jovens espaços independentes e plataformas experimentais, como a plataforma curatorial Gordon Robichaux, como forma de fomentar nomes emergentes de suas cenas locais.

Ao misturar formas de arte sub-representadas e obras de artistas mais consagrados, a Frieze se apresenta como um formato de feira ao mesmo tempo tradicional e inovador.

Serviço
Frieze Nova York
Randall’s Island Park
De 2/5 a 5/5
frieze.com

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