#tbt seLecT #11

Dedicada ao futebol-arte, edição de 2013 redesenha os limites entre o campo da arte e do jogo

Publicado em: 01/04/2021

Categoria: #tbt, Destaque

O time Bikkembergs Fossombrone (Foto: Camera Press / Other Images)

Com o polêmico jogador Neymar como entrevistado e capa da edição, a seLecT #11 foi lançada no ano em que o Brasil sediou a Copa das Confederações e é dedicada ao Futebol arte.

Vizinha do Estádio do Pacaembu, a Redação da revista fechava suas edições embalada pelo som das torcidas organizadas nas noites de quarta-feira. Desde a concessão do estádio para a iniciativa privada, em 2019, lamenta-se o silêncio das arquibancadas, agravado pela pandemia. O tema foi ovacionado pelos leitores, cerca de 60 mil pessoas engajadas na campanha seLecT Futebol Clube, promovida pela revista em suas redes sociais para uma nova escalação de times brasileiros com artistas, músicos e celebridades. No time do Corinthians, Dora Longo Bahia está bem colocada como centroavante, ao lado de Nelson Leirner e Lula, com Rita Lee e Marcelo Rubens Paiva na retranca.  

Capa da seLecT #11

A comissão técnica cinco estrelas da #11 contou com André Barcinski, João Paulo Quintella, Fernanda Lopes, Ana Maria Maia, André Fischer, Jurandy Valença, o coletivo Cia de Foto, entre outros craques. 

Leda Catunda é o Portfólio da edição, com sua série sobre a visualidade da macroeconomia futeboleira. Da Curadoria Campos de Visão, participam as obras de Pablo Lobato, Priscilla Monge, Raul Mourão, Adriano Costa, Pablo Reinoso e Gabriel Orozco, artistas que arriscam diálogos entre o campo da arte e o campo de jogo. 

Na época, o novo estádio do Corinthians, conhecido como Itaquerão, estava em plena construção, em Itaquera, no extremo leste de São Paulo. O bairro, com nome de origem guarani, que significa “pedra dura”, foi tema do simpósio preparatório para a quinta edição do Arte/Cidade, projeto de intervenções urbanas com curadoria de Nelson Brissac, entrevistado por Paula Alzugaray nessa edição.

Também no campo do urbanismo, quando governos superfaturavam obras de construção de estádios a toque de caixa para a Copa do Mundo de 2014, Giselle Beiguelman elabora ensaio sobre a arquitetura espetacular das mecas do futebol. O texto analisa a dimensão de business de obras nos Emirados Árabes, Barcelona, Pequim e Brasília – projetos legitimados por megaeventos esportivos, com o “modelo Barcelona” como referência. Na contramão do espetáculo, o artigo aborda inclusive a crise e os protestos em torno da privatização do Maracanã, que previa a demolição do antigo imóvel do Museu do Índio – então ocupado por indígenas de diferentes etnias que constituem a Aldeia Maracanã –, para a construção de um estacionamento. 

A cargo do jornalista, curador e fotógrafo Renato de Cara, o editorial de moda Roxo documenta a classe do indefectível estilo da torcida do Corinthians. Em matéria de Nina Gazire sobre o audiovisual, uma história recente do olhar a partir da revisão da retórica jornalística pelo cinema e a videoarte.

Nas matérias de comportamento, que compunham com vigor o espectro de cobertura da seLecT, o jornalista Marcos Diego Nogueira entrevistou o artilheiro Romário, discutindo os impactos da realização da Copa do Mundo para o país. Nogueira também dedica uma reportagem ao estilo de vida dos jogadores, discutindo os hábitos de consumo e as preferências musicais que embalavam os passinhos na hora do gol. 

A relação entre moda, design e futebol é tema da jornalista Maria Clara Vergueiro, que aborda como os jogadores se tornaram verdadeiros influenciadores e as marcas alavancaram uma indústria baseada no futebol. 

Em reportagem policial, o jornalista Antonio Carlos Prado realiza um perfil do goleiro Bruno, do Flamengo, condenado pelo sequestro, assassinato, vilipêndio e ocultação de cadáver da ex-modelo Eliza Samudio, com quem teve um filho. 

O Mundo Codificado apresenta, em forma de glossário, os termos comuns à arte e ao futebol, criando conexões entre os campos e, por fim, o curador João Paulo Quintella revela sua expertise no assunto, deletando os campeonatos regionais que “só servem, hoje, para atrapalhar o cada vez mais apertado calendário do futebol brasileiro”.

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