#tbt seLecT #15

Edição de 2013 reflete sobre os impactos das redes sociais a partir do aniversário de dez anos do Facebook

Da redação

Publicado em: 29/04/2021

Categoria: #tbt, Destaque

Neighbours #1 (2012), de Arne Svenson (Foto: Arne Svenson/ Cortesia Julie Saul Gallery, NYC)

Na passagem de 2013 para 2014, o Facebook completava dez anos e a seLecT #15 se debruçava sobre as redes sociais refletindo sobre as transformações que elas provocaram nas relações, nas subjetividades, na política e na própria imprensa. Com a chamada de capa Playground Global, a edição avalia a cultura dentro e fora das redes. “O jornalismo tem, entre as suas funções primordiais, a curadoria de informação”, escreve Paula Alzugaray no editorial.

O jornalista Marcos Augusto Gonçalves analisa a transformação da profissão a partir do crescimento do digital, discutindo conceitos como jornalismo aberto e interatividade. O autor mostra como o consumo de informação é cada vez mais realizado por meio das redes, com uma circulação para além do controle das editoras.

O entrevistado da edição é o russo Lev Manovich, especialista em visualização de dados, que conversa sobre comunicação visual e redes sociais. Seus diagnósticos sobre controle de dados e recrudescimento da imaginação se agudizaram com o crescente uso da internet, fazendo de suas considerações cada vez mais atuais.

Curadoria a quatro mãos entre Paula Alzugaray e Luciana Pareja Norbiato discute os artistas que problematizam a cultura do espetáculo. Reunindo Wolfgang Tillmans, Arne Svenson, Felipe Cama, Laurel Nakadate e Paulo Bruscky, o texto discute novos regimes de ver e ser visto.

Pareja também desenvolve reportagem sobre os aplicativos de relacionamentos, sua praticidade, etiquetas e gafes e uma matéria sobre os jogos promovidos pelo Facebook, como o Candy Crush ou o Mafia Wars. Compulsivos, viciantes e inúteis, esses games são definidos pela jornalista como “uma meditação psicodélica a serviço do consumo”.

Em ensaio, Giselle Beiguelman discute o paradoxo da hiperprodução de conteúdo versus o imenso esquecimento que as redes sociais provocam. “Que memória estamos construindo nas redes?”, indaga a artista, que também assina Portfólio dedicado ao então diretor de arte do Google Labs, Aaron Koblin, que vinha reinventando as formas do audiovisual por meio da estética de banco de dados.

Já o editor de conteúdo Ricardo Oliveros discute como a moda, a conectividade e a tecnologia andam juntas nas produções dos designers Mevlâna Celaddin Rumi, Ricardo Nascimento, Hussein Chalayan, entre outros. Em outro texto, o autor argumenta que estamos vivendo “a era do design invisível”, uma vez que os dispositivos tecnológicos reúnem cada vez mais funções em um único aparelho, em formas que são simples, mas exigem alta sofisticação e avanços tecnológicos para sua execução. “A frase ‘a forma segue a função está sendo posta à prova no século 21’”, escreve.

As dinâmicas entre transparência nas redes, navegação anônima e rastreamento de dados são o assunto da reportagem de Nina Gazire, que mostra as alternativas e iniciativas independentes aos oligopólios das grandes corporações e, em sua Coluna Móvel, o economista Gilson Schwartz discute as relações entre o Facebook e os Black Blocs.

A seção Mundo Codificado é uma arqueologia das redes sociais desde os seus primórdios ainda nos anos 1970, com uma seção especial para as redes de artistas, mapeando coletivos on-line. O Delete aponta a falta de etiqueta on-line dos “feicechatos” e o Obituário vai para o pobre e-mail, cada vez menos usado com o crescimento dos aplicativos de mensagens instantâneas.

Atualmente, em 2021, quase 20 anos depois de seu surgimento, o Facebook está em declínio, mas seus modos de operar são bastante parecidos com os de outras redes sociais em ascensão.
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Capa da seLecT #15

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