#tbt seLecT #17

Edição sobre Arte, Política e Ruas cobre a revolução viral que amplificou as insurgências urbanas de 2013

Da redação

Publicado em: 13/05/2021

Categoria: #tbt, Destaque

Manifestação contra o pacote econômico de 1986, em Brasília (Foto: Orlando Brito)

A seLecT#17 foi uma síntese estético-filosófica das insurgências iniciadas no #sp17j, dez meses antes da publicação. A colunista Ivana Bentes abordou as manifestações no Brasil como parte de uma Revolução Viral, uma vez que a transmissão ao vivo dos acontecimentos amplificavam a partilha do sensível vivenciada nas ruas. Nossa então editora-chefe, Giselle Beiguelman, cravou em ensaio de fôlego para a edição 17: De Coletivo a Multidão, sobre espaços disputados e ocupados por novas formas de fazer política, disseminadas por hashtags, como o #vemprarua, e configuradas como instâncias micropolíticas (de multidão), como o Movimento Passe Livre e os “rolezinhos”, que estavam na pauta da reivindicação política da cidade. A seção Fogo Cruzado reuniu vozes múltiplas das artes, como Berna Reale, José Celso Martinez Corrêa e Lourival Cuquinha em torno da pergunta “Toda arte é política?”, enquanto o Portfólio foi dedicado a ensaio sobre a carnavalização das ruas feito especialmente para seLecT pelo artista Marcos Chaves, que identificava na festa carioca cenas que parodiam e ridicularizam o poder policial, entre outros índices da politização de todo fenômeno cultural de rua nos idos de 2014.

Com um olhar para as revoluções virais em curso nas ruas do país, a revista também voltou os olhos para o impacto desses movimentos nas subjetividades e, por consequência, na produção artística, abrindo espaço para uma mapeamento geopoético das políticas identitárias mundo afora; direcionando suas antenas para estudos de caso no campo visual: de obras políticas de nomes como Fernando Arias, Dias&Riedweg, Yinka Shonibare e Tania Bruguera, escalados na curadoria editorial de Beiguelman e Márion Strecker, Visões Críticas, à entrevista coletiva realizada pela equipe editorial da revista com a equipe curatorial da 31ª Bienal de São Paulo, que anunciava então seu escopo imaginativo: Como Falar de Coisas Que Não Existem.

A reportagem, naquela edição – intitulada Arte, Política e Ruas – não poderia ter ido investigar outro lugar senão as próprias ruas. Luciana Pareja Norbiato assina A Periferia Arde, em que reporta uma produção engajada em transformar a realidade social à margem dos grandes centros urbanos. Em artigo dedicado à artista cubana Coco Fusco, Mirtes Marins de Oliveira recupera uma performance dos anos 1990, quando Fusco encenou com o colega artista Guillermo Gomez-Peña um conto de Kafka, vivendo fechados numa jaula, para serem exibidos como entretenimento, vestidos como ameríndios, em uma crítica à violência sistemática cometida por europeus e norte-americanos contra africanos e asiáticos a partir do século 18. Como em 2014, a obra não poderia ser mais atual.

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Capa da seLecT #17

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