#tbt seLecT #18

Périplos, percalços e destino de acervos e patrimônios no Brasil são investigados em edição de 2014

Da redação

N° Edição: 18

Publicado em: 20/05/2021

Categoria: #tbt, Destaque

Cadernos de Referência de Hudinilson (Foto: Divulgação)

A lei de direitos autorais no Brasil assegura aos familiares direitos sobre as obras de artistas até 70 anos depois de sua morte, porém não garante que importantes obras tornem-se patrimônio nacional, avisa a diretora de redação Paula Alzugaray no editorial da seLecT#18. Esse é o prólogo da edição sob o título “Herdeiros”, que tem como tema o estatuto do patrimônio artístico brasileiro e que soma capítulos à história do “périplo de experiências-acontecimentos ao mercado-fetiche”, na expressão certeira de Yuri Firmeza ao responder à pergunta do Fogo Cruzado: Você planeja o futuro de sua obra?. Anna Bella Geiger, Henrique Oliveira, Anna Maria Maiolino, Paulo Brusky, Sonia Andrade e Rosângela Rennó também respondem à questão. Firmeza sintetiza em sua fala o caminho que muitos trabalhos icônicos percorrem, de propostas dinâmicas de ativação ao pedestal – sendo este apenas um de diferentes aspectos que sondam a problemática dos espólios.

Em duas grandes reportagens que vêm em seguida, Márion Strecker e Luciana Pareja Norbiato, as jornalistas que assinam os dois textos de fôlego, entrevistam vários personagens da cadeia (im)produtiva do meio de artes para aclarar os percalços de uma obra que se torna histórica da noite para o dia, quando morre um artista a quem se dava pouco valor em vida, como é o caso de Hudinilson Jr. Strecker rastreia cada movimento feito por curadores, família, pesquisadores, galeristas e amigos no tabuleiro de xadrez que se seguiu à sua morte, em 2013, para diagnosticar o xeque-mate das regras do jogo no Brasil: Artista Bom É Artista Morto. Norbiato, ao se debruçar sobre o tratamento dado aos espólios de Portinari, Volpi, Sergio Camargo, Lygia Clark e Leonilson, destaca uma abordagem exemplar: o Projeto Portinari e seu cuidado desinteressado (de valores exorbitantes de empréstimos ou reprodução de imagens das obras) do patrimônio legado ao país pelo artista.

Na edição #18, são destaque também o ensaio visual de Cássio Vasconcellos dedicado aos reservatórios de água, esse patrimônio dilapidado por aqueles que supostamente deveriam ser os maiores interessados na abundância de água potável, os seres humanos; os arquivos arquitetônicos abandonados dos prédios da FAU-USP e do Arquivo Histórico da Bahia, em texto e fotos de Giselle Beiguelman, Os Trópicos Contra a Memória; e a obra pouco conhecida do artista pernambucano Daniel Santiago, que anarquiza as noções de fundadores e seguidores em uma horizontalidade da influência, em Portfólio assinado por Mirtes Marins de Oliveira. Entre os Reviews da seLecT#18, o curador João Paulo Quintella resenha a exposição O Círculo Mágico, de Rosângela Rennó, na Fundação Eva Klabin, no Rio de Janeiro, edição de aniversário de dez anos do Projeto Respiração, capitaneado pelo curador Marcio Doctors. Agora que completamos dez translações da Terra, sabendo de cátedra do feito hercúleo do marco de dez anos para um projeto de arte no Brasil, felicitamos mais uma vez o ciclo de exposições que criam diálogos com o acervo. Vida longa ao Respiração!

Releia aqui.

Capa da seLecT #18

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