#tbt seLecT #23

Edição de abril/maio de 2015 reflete sobre as relações entre arte e arquitetura

Da redação

N° Edição: 23

Publicado em: 25/06/2021

Categoria: #tbt, Destaque

Fuera de Campo, de Pablo Accinelli (Foto: Edouard Fraipont)

Era 2015 e um outro Brasil se preparava para a 21ª Conferência do Clima em Paris. A seLecT encarava esse debate e observava como a vida em comunidade era potencializada por meio da arte, da arquitetura e do urbanismo. De cara, no Fogo Cruzado, a pergunta que há décadas já não queria calar, mas que ainda não saiu de pauta: a arquitetura modernista ainda tem algo a dizer? Guilherme Wisnik, Carla Juaçaba e Zaha Hadid (1950-2016), entre outros, respondem. Os arquitetos da SUBDV Architecture dão o golpe mortal, respondendo à questão com outra pergunta: como trazer, na arquitetura, a natureza como elemento atuante e não como pano de fundo? Se restarem dúvidas, elas serão logo dissipadas na reportagem de Luciana Pareja Norbiato sobre urbanismo tático, que mostra que são muito diversas da cidade moderna as necessidades espaciais de uma sociedade na iminência do caos urbano e ambiental do início do século 21.

Giselle Beiguelman, professora da FAU-USP e então integrante do Conselho Editorial da revista, entrevista o então jovem arquiteto alemão Jürgen Mayer sobre que futuros emergem da combinação entre o natural e o tecnológico. Ainda na chave da imaginação de futuros, o Mundo Codificado projeta a curva populacional de grandes metrópoles como Tóquio, Déhli e Cidade do México, até 2030 (teriam essas previsões sofrido abalos depois da pandemia da Covid-19?); e a reportagem Cidades Imaginárias, de Gustavo Fioratti, remete às Cidades Invisíveis de Ítalo Calvino, elencando artistas que vislumbram cidades. Entre eles, Alexandre Delijaicov, cujo projeto Metrópole Fluvial questiona se, afinal, haveria a sucessão de crises hídricas e energéticas se o sistema público não tivesse, sistematicamente ao longo da história, negligenciado São Paulo enquanto uma metrópole fluvial.

O site-specific, seguramente um dos mais interessantes pontos de relação entre práticas artísticas contemporâneas e arquitetura, ganha análise crítica de Lisette Lagnado que, implacável, problematiza a relação conflituosa entre dois âmbitos. Anunciando a chegada do artista Daniel Buren ao Rio de Janeiro para a elaboração de um projeto específico na cidade, Lagnado afirma que o francês “figura entre os poucos que sabem responder in situ às questões colocadas por uma construção”.

A curadoria Taipa-Tapume, elaborada pelo então jovem curador Tomás Toledo especialmente para o meio editorial das páginas da revista – depois de ter realizado a mesma proposta para o espaço físico de uma galeria de arte, a galeria Leme –, comenta os ciclos de construção e reconstrução que regem o desenvolvimento urbano da cidade. Ainda em São Paulo, surgia então um debate antimonumental importante. O projeto Glory Hole, na galeria Jaqueline Martins, empoderava um espaço negligenciado como insignificativo, um mero buraco debaixo da escada, transformando-o em espaço expositivo para projetos curatoriais especiais.
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Capa da seLecT #23

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