#tbt seLecT #26

Performance é a edição da capacidade de síntese com altas doses de reflexão aguda

Da redação

N° Edição: 26

Publicado em: 16/07/2021

Categoria: #tbt, Destaque

Café da Manhã (2001), de Marco Paulo Rolla (Foto: Monali Meher)

O tamanho, proporcionalmente menor que de edições anteriores, da seLecT #26 ilude. Quanto seria possível aprofundar-se em um debate sobre o estado da arte da performance em apenas 100 páginas? A resposta é que o dossiê sobre performance, lançado em outubro de 2015, é um dos mais densos mergulhos que a revista já fez num tema. Ação e Procedimento, de Guilherme Kujawski, e O Corpo e os Novos Hábitos Cognitivos, de Helena Katz, colunas de abertura da edição, dão o tom: a revista vai abordar as diferenças e sobreposições entre performance e performatividade; os impactos cognitivos de nossos hábitos on e off line; o condicionamento da produção dos artistas do corpo (teatro, dança, performance) pela periodicidade dos editais; o abismo entre criatividade e criação, entre outros assuntos tão ou mais complexos. Ufa! Tudo isso em duas páginas. Pensa nas outras 98! Na seção Fogo Cruzado, intelectuais dão respostas completamente distintas à pergunta O Que É Performance?; a seguir, o Mundo Codificado demonstra como o termo que intitula a edição é usado para tratar de política, economia, esporte – e até arte – em jornais impressos. São 55 menções desencontradas (nas publicações de um único dia!). Performance é a edição da capacidade de síntese com altas doses de reflexão aguda.

Reportagem de Luciana Pareja Norbiato apresenta a diluição de arte na vida de cinco artistas performáticos: Daniel Lie, Fancy Violence, Cibelle Cavalli Bastos, Rodolpho Parigi, Sonja Khalecallon, Mavi Veloso e Verônica Valenttino (sim, listamos 7 nomes logo depois de mencionar 5 artistas, acontece que os 7 performers habitam 5 corpos mesmo. Do the maths!). O Portfólio da edição #26, assinado por Márion Strecker, acompanha a saga das travessias de Paulo Nazareth pelo mundo. Aqui, caminhar é um ato político e uma performance artística. A curadora Adrienne Edwards reporta, direto de Nova York, as ações de Laura Lima, Jonathas de Andrade e Eleonora Fabião programadas para a Performa 15, denominando o grupo de artistas e suas obras de Babylon Brazil. A reportagem Cabras Marcados, de Camila Régis, noticia por meio de relatos detalhados os resíduos físicos e simbólicos que as performances deixam, com destaque para ações de Paula Garcia e Marco Paulo Rolla. Também o repórter Gustavo Fioratti se debruça sobre as marcas que a performance causa na experiência de artistas mulheres de países islâmicos. A densidade da seLect #26 se radicaliza no diálogo entre Paula Alzugaray e Maurício Ianês, que discorrem sobre a experiência da performance em temporalidade dilatada e na singularidade daquelas ações que não deixam registro nem pista, após alguns parágrafos de introdução à conversa nos quais a diretora de redação desabafa sobre expectativas e choques de realidade que permeiam o trabalho do jornalista e, detalhando os bastidores da edição dedicada à performance, realiza, em seguida, com o artista mais emblemático desta linguagem no Brasil atual, uma performance sobre papel impresso. Releia aqui.

Capa #26

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