Vencedores do 7º Prêmio Marcantonio Vilaça

Aline Motta, Dalton Paula, Dora Longo Bahia, Ismael Monticelli e Rodrigo Bueno ganham bolsa de trabalho e acompanhamento crítico

Luana Fortes
Still do filme (Outros) Fundamentos (2017-2019), de Aline Motta

Na última quinta-feira, 12, foram anunciados os cinco vencedores do 7º Prêmio Indústria Nacional Marcantonio Vilaça, escolhidos dentre os 30 artistas finalistas que integram exposição coletiva no MAB Faap. Os premiados Aline Motta, Dalton Paula, Dora Longo Bahia, Ismael Monticelli e Rodrigo Bueno ganharam uma bolsa de trabalho no valor de R$ 50 mil, além de acompanhamento curatorial por um ano.

É de ser celebrada a escolha dos premiados feita por Daniela Bousso, Denise Mattar, Fabio Szwarcwald, Moacir dos Anjos e Paulo Herkenhoff. Os trabalhos desses cinco artistas realmente merecem evidência tanto pela sua qualidade, quanto por suas distintas naturezas políticas. Questões raciais ganharam força com a premiação de Motta, Paula e Bueno. Desde quando o prêmio foi criado há 15 anos, apenas dois artistas negros haviam sido premiados, Lucia Laguna em 2006 e Jaime Lauriano em 2017.

Na exposição dos finalistas, Aline Motta, de Niterói, apresenta o vídeo (Outros) Fundamentos (2017-2019), que traz uma reflexão sobre a herança africana no Brasil a partir de uma viagem feita pela artista à Nigéria em busca de suas raízes. Com imagens de Lagos (Nigéria), Cachoeira (BA, Brasil) e Rio de Janeiro (RJ, Brasil) , o trabalho traça e destraça elos entre o Brasil e o continente africano na medida em que estabelece, ao mesmo tempo, pontos de contato e de distanciamento.

  • Enfia a faca na bananeira (2017), de Dalton Paula (Foto: Reprodução)
  • Vassourinha (2017), de Dalton Paula (Foto: Reprodução)
  • (Outros) Fundamentos, de Aline Motta(Foto: Gilberto Sousa/CNI)
  • Vista da exposição dos finalistas do prêmio com trabalho de Rodrigo Bueno em primeiro plano (Foto: Fernando Silveira/FAAP)
  • Trabalho de Rodrigo Bueno (Foto: Gilberto Sousa/CNI)

Dalton Paula (Goiânia), por sua vez, exibe as pinturas de grandes dimensões Enfia a Faca Na Bananeira (2017) e Vassourinha (2017), que mostram, além de um vigor pictórico, uma notável capacidade de síntese de imagens relativas a elementos da história afrobrasileira. Já a obra do cearense Rodrigo Bueno trata de referenciar o vínculo entre os orixás do candomblé e a natureza, a partir de um procedimento que reaproveita elementos de ferro do contexto urbano e os combina com diferentes plantas.

A exposição no MAB Faap ainda apresenta uma exposição de Anna Bella Geiger, homenageada pelo 4º Prêmio Arte e Indústria, complementada por 40 trabalhos de mais 11 artistas que dialogam com sua produção. De Geiger estão exibidos desde gravuras do início de sua carreira até seus trabalhos mais emblemáticos como a série Burocracia dos anos 1970.

Serviço
Prêmio Indústria Nacional Marcantonio Vilaça
Até 20/10
MAB FAAP
Rua Alagoas, 903 – São Paulo
premiomarcantoniovilaca.com.br

Nota de esclarecimento A Três Comércio de Publicações Ltda. (EDITORA TRÊS) vem informar aos seus consumidores que não realiza cobranças por telefone e que também não oferece cancelamento do contrato de assinatura de revistas mediante o pagamento de qualquer valor. Tampouco autoriza terceiros a fazê-lo. A Editora Três é vítima e não se responsabiliza por tais mensagens e cobranças, informando aos seus clientes que todas as medidas cabíveis foram tomadas, inclusive criminais, para apuração das responsabilidades.