Vídeo expandido

Nina Gazire

Publicado em: 19/05/2012

Categoria: audiovisual, Da Hora

Ligado a LOOP Art Fair, Festival CitySCREEN leva intervenções em vídeo para diferentes espaços da cidade de Barcelona

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Levar a cidade de Barcelona as poéticas da videoarte é a proposta do festival SCREEN, um dos mais tradicionais festivais do gênero no âmbito internacional. Ligado a feira de arte LOOP_ dedicada a produção do vídeo_ o evento possui uma programação variada que abrange debates, exposições em galerias, apresentação de projetos acadêmicos e a seção CitySCREEN que ocupa diferentes pontos da capital catalã com plataformas de difusão para projetos videoartísticos. 

O objetivo dessa proposta é o de uma articulação ativa dessas plataformas localizadas em restaurantes, lojas, praças e instituições apostando em uma ampla apropriação do vídeo, diversificando audiências alcançadas pela produção artística neste formato. Para isso o citySCREEN se organiza em dois diferentes eixos chamados Colaboração+Seleção e Produção. Em Colaboração +Seleção será apresentada uma agenda de projeções de vídeos programada em coordenação com espaços colaborativos envolvidos no evento. Ao todo, os vídeos serão exibidos em mais de 90 pontos da cidade, em diferentes momentos do festival. Entre os destaques deste eixo está o projeto You and Eye-Liquid Circuit, curadoria de vídeos pertencente a Bienal de Havana, coordenada pela crítica de arte cubana Wendy Navarro.

O eixo Produção traz pela primeira vez quatro projetos comissionados pelo festival SCREEN. Também realizado no âmbito da ocupação de espaços urbanos, este segmento da programação busca estabelecer um diálogo com as comunidades e instituições ocupadas pelos artistas selecionados que ocuparão estes espaços para fazerem seus trabalhos. Entre os projetos selecionados está o do artistas espanhois Antoni Miralda e Xavi Hurtado, do cubano Adrian Melis e do coletivo Almazen. 

Antoni Miralda realiza uma obra que irá explorar e registrar em vídeo e fotografiar a rica gastronomia do bairro Raval e em Leituras Subversiva, Xavi Hurtado se apropria de um arquivo de filmes em 16mm usado como um veículo de propaganda colonial da América Latina. O coletivo Almazen dará uma oficina de flip books- livros cujas páginas passadas rapidamente transformam as imagens em animações- cujo o resultado final será transformado em uma exposição.

Já o cubano Drian Melis propõe um trabalho que se encontra entre a performance e o happening. Em um evento interativo que pretende trazer diversão ao público. O artista pretende criar um música feita a partir de códigos numéricos relativos as ações das bolsas de valores que será manipulada por um DJ, enquanto um vídeo-projeções dos dados serão projetadas em tempo real.

citySCREEN17 de maio a 02 de junho
Barcelona
http://www.screen-barcelona.com

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